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Radioterapia para Câncer de Vesícula Biliar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/06/2013 - Data de atualização: 04/02/2017


O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. Existem vários tipos de radiação, porém as mais utilizadas são as eletromagnéticas (Raios X ou Raios gama) e os elétrons (disponíveis em aceleradores lineares de alta energia).

A radioterapia externa ou convencional é o tipo mais comum para tratar o câncer de vesícula biliar. Este tratamento consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas. O tratamento é realizado cinco vezes por semana, durante algumas semanas.

Novas técnicas de radioterapia permitem tratar com mais precisão os tumores de vesícula biliar, reduzindo a exposição dos tecidos saudáveis adjacentes, aumentando as taxas de sucesso e diminuindo os efeitos colaterais.

Radioterapia Conformacional Tridimensional. A 3D-CRT é um tipo de radioterapia externa que utiliza computadores especiais para mapear a localização do tumor com precisão. No tratamento 3D a distribuição de dose é calculada em todo o volume do órgão irradiado. Esta técnica é a recomendada para o tratamento do câncer de vesícula biliar.

Radioterapia de Intensidade Modulada. A IMRT permite a conformação da radiação para o contorno da área alvo e utiliza múltiplos feixes de radiação angulares e de intensidades não uniformes, possibilitando um tratamento concentrado na região do tumor. A IMRT permite isolar perfeitamente a área do tumor a ser tratada, possibilitando a utilização de uma alta dose de radiação no tumor alvo, com menor efeito sobre as células sadias, além de reduzir a toxicidade do tratamento. Com esta técnica é possível avaliar a distribuição de dose em todo o órgão alvo, reduzindo as áreas de alta dose e tornando a distribuição mais homogênea.

Usos da Radioterapia

A radioterapia pode ser utilizada de várias maneiras para tratar o câncer de vesícula biliar:

  • Após a cirurgia. A radioterapia pode ser usada para tentar destruir células cancerígenas remanescentes da cirurgia. Isto é conhecido como terapia adjuvante. A radioterapia é frequentemente administrada em conjunto com medicações quimioterápicas, como 5-fluorouracilo ou capecitabina, para tornar a radioterapia mais eficaz. A administração da radioterapia junto com a químio é denominada quimiorradiação. Alguns estudos mostraram que a quimiorradiação após a cirurgia pode ajudar os pacientes a viverem mais tempo, especialmente àqueles cujo tumor se espalhou para os gânglios linfáticos.

  • Cânceres Avançados. A radioterapia pode também ser usada como tratamento principal para pacientes com doença não operável, mas que não se disseminou por todo o corpo. Na maioria das vezes é realizada a quimiorradiação. O tratamento, neste caso, não cura a doença, mas tem por objetivo aumentar a sobrevida.

  • Radioterapia Paliativa. A radioterapia é usada frequentemente para ajudar a aliviar os sintomas da doença em estágios avançados. Ela pode ser utilizada para aliviar a dor ou reduzir tumores que podem estar bloqueando a passagem do sangue ou da bile, ou que estão comprimindo os nervos e vasos importantes.

Possíveis Efeitos Colaterais da Radioterapia

Os efeitos colaterais da radioterapia podem incluir problemas na pele irradiada, náuseas, vômitos, diarreia e fadiga. Muitos destes efeitos tendem a desaparecer dentro de algumas semanas após o término do tratamento. Quando a radioterapia é administrada simultaneamente com a quimioterapia, os efeitos colaterais podem ser mais intensos.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2016)


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