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Quimioterapia para Câncer de Fígado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2015 - Data de atualização: 15/06/2020


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. A quimioterapia pode ser uma opção para pacientes cujo tumor não pode ser tratado com cirurgia ou que não responde a outros tratamentos, como ablação, embolização ou terapia alvo.

Infelizmente, o câncer de fígado resiste à maioria dos medicamentos quimioterápicos. Pesquisas recentes mostraram que uma combinação de medicamentos pode ser mais eficaz do que usar um medicamento quimioterápico isoladamente. Mas mesmo as combinações de medicamentos reduzem apenas uma pequena porcentagem de tumores e as respostas são geralmente por um curto período de tempo. Além do que, a maioria dos estudos mostrou que a quimioterapia sistêmica não aumenta a sobrevida dos pacientes com câncer de fígado.

Os medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de fígado incluem:

  • Gencitabina.
  • Oxaliplatina.
  • Cisplatina.
  • Doxorrubicina.
  • 5-fluorouracil.
  • Capecitabina.
  • Mitoxantrona.

Às vezes, combinações de 2 ou 3 desses medicamentos são usadas. GEMOX (gencitabina mais oxaliplatina) é uma opção para pacientes com bom estado de saúde geral ​​e que tem condições de tolerar mais de um medicamento. O esquema quimioterápico que tem como base o 5-FU, por exemplo, o FOLFOX (5-FU, oxaliplatina e leucovorina) é outra opção para pacientes com doença hepática grave.

A quimioterapia pode ser administrada de diferentes formas:

  • Quimioterapia sistêmica. Os medicamentos são administrados por via venosa ou oral. Esses medicamentos entram na corrente sanguínea e atingem todas as áreas do corpo, tornando o tratamento potencialmente útil para tumores que se disseminaram para outros órgãos. A quimioterapia venosa é administrada via cateteres, que são dispositivos de acesso venoso central. Eles também são usados ​​para a injeção de medicamentos, sangue e derivados, e nutrientes diretamente no sangue. A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.
     
  • Quimioterapia regional. Os medicamentos são administrados na artéria que leva sangue diretamente ao tumor, o que faz com que esse tipo de quimioterapia seja focado nas células cancerígenas da área do corpo que deve ser tratada. Isso reduz os efeitos colaterais, limitando a quantidade de medicamento que atinge o resto do corpo. A infusão da artéria hepática ou quimioterapia administrada diretamente na artéria hepática é um tipo de quimioterapia regional que pode ser usada no tratamento do câncer de fígado.

Infusão da artéria hepática

Devido à má resposta dos tumores de fígado à quimioterapia sistêmica, os médicos estudaram a injeção de quimioterápicos diretamente na artéria hepática para avaliar sua eficácia. Nessa técnica conhecida como infusão da artéria hepática, a quimioterapia chega ao fígado através da artéria hepática, mas o fígado saudável metaboliza (decompõe) a maior parte do fármaco antes que ele possa alcançar o resto do corpo. Isto libera mais quimioterapia ao tumor do que a quimioterapia sistêmica sem aumentar os efeitos colaterais. Os medicamentos comumente usados incluem a floxuridina, cisplatina e oxaliplatina.

Essa técnica pode ser usada em pacientes com tumores grandes no fígado que não podem ser removidos cirurgicamente ou não podem ser tratados com TACE. Essa técnica pode não ser eficaz para todos os pacientes, porque é necessária a realização de uma cirurgia para a inserção de um cateter totalmente implantado, e muitos pacientes podem não ter condições físicas suficientes para tolerar o procedimento.

Estudos preliminares mostraram que a infusão é geralmente mais eficaz na diminuição do tamanho dos tumores, mas ainda são necessários mais estudos.

Possíveis efeitos colaterais

Os medicamentos quimioterápicos atacam as células que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas. Mas outras células no corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca e dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, e são suscetíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode conduzir a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Muitas vezes pode ser necessária a prescrição de medicamentos para ajudar a aliviar os efeitos colaterais. No entanto, estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 01/04/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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