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Quimioterapia para Tumores Cerebrais/SNC

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2015 - Data de atualização: 20/04/2018


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas como também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

Para alguns tumores cerebrais, os quimioterápicos podem ser administrados diretamente no líquido cefalorraquidiano (LCR), quer no cérebro ou no canal espinhal abaixo da medula espinhal.

Em geral, a quimioterapia é usada para tumores cerebrais de crescimento rápido. Alguns tipos de tumores cerebrais, como meduloblastoma e linfoma, tendem a responder melhor à quimioterapia. A químio não é tão eficaz para o tratamento de tumores da medula espinhal, por isso é usada com menos frequência para esses tumores.

A quimioterapia é frequentemente administrada em conjunto com outros tipos de tratamento, como cirurgia ou radioterapia. A quimioterapia pode também ser usada isoladamente, especialmente para tumores em estágios avançados ou para tumores que recidivaram após outro tipo de tratamento.

Os quimioterápicos usados para tratar tumores cerebrais incluem:

  • Carboplatina.
  • Carmustina (BCNU).
  • Cisplatina.
  • Ciclofosfamida.
  • Etoposide.
  • Irinotecano.
  • Lomustina (CCNU).
  • Metotrexato.
  • Procarbazina.
  • Temozolomida.
  • Vincristina.

Estes medicamentos podem ser usados sozinhos ou em várias combinações, dependendo do tipo de tumor cerebral. A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia tem duração de algumas semanas.

Carmustina em Placas


Carmustina em placas consiste em um disco solúvel contendo o agente citotóxico em um copolímero biodegradável. Durante uma craniotomia, elas podem ser colocadas diretamente no leito tumoral após a remoção cirúrgica do mesmo. Esses discos ao se dissolverem liberam altas concentrações de BCNU no local do tumor destruindo as células residuais, não removidas pela cirurgia. Ao contrário da injeção intravenosa ou quimioterapia oral que atinge todas as áreas do corpo, este tipo de terapia aumenta a concentração da droga apenas no local do tumor, com efeitos colaterais mínimos em outras partes do corpo.

Possíveis Efeitos Colaterais

Os medicamentos quimioterápicos atacam as células que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas. Esses efeitos dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. Os efeitos colaterais comuns à maioria das drogas quimioterápicas podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Alguns dos medicamentos mais eficazes contra os tumores cerebrais tendem a ter menos desses efeitos colaterais do que outros quimioterápicos convencionais. A maioria dos efeitos colaterais geralmente desaparece após o término do tratamento. Muitas vezes existe maneiras de diminuir esses efeitos colaterais. Por exemplo, os medicamentos podem ajudar a prevenir ou reduzir as náuseas e os vômitos.

Alguns medicamentos quimioterápicos podem causar outros efeitos colaterais menos comuns. Por exemplo, a cisplatina e a carboplatina também podem provocar problemas renais e problemas auditivos.

Converse com seu médico se ocorrer quaisquer efeitos colaterais para que você possa ser tratado imediatamente. Em alguns casos, as doses dos medicamentos podem precisar ser reduzidas ou o tratamento pode precisar ser adiado ou suspensa por um determinado tempo para evitar que os efeitos se agravem.

Fonte: American Cancer Society (08/11/2017)


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