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Quimioterapia para Rabdomiossarcoma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/07/2013 - Data de atualização: 02/05/2017


Todas as crianças com rabdomiossarcoma farão quimioterapia em algum momento do tratamento. Mesmo que toda a doença tenha sido completamente retirada durante a cirurgia, a quimioterapia é essencial para o sucesso do tratamento.

A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

Após a cirurgia, as células cancerígenas remanescentes podem ser destruídas pela quimioterapia. Se grandes áreas do tumor permanecem após a cirurgia (ou, se a cirurgia não foi realizada, por alguma razão), a quimioterapia (junto com a radioterapia) pode muitas vezes reduzir estas áreas. Em alguns casos, isto pode permitir uma nova cirurgia para remover completamente o tumor remanescente.

Medicamentos Quimioterápicos

Existem muitos medicamentos quimioterápicos. Alguns podem ser administrados por via oral, mas a maioria e injetada em uma veia. As drogas utilizadas dependem em qual grupo de risco a criança se enquadra

Os principais medicamentos utilizados no tratamento de crianças no grupo de baixo risco são vincristina e dactinomicina. Esta combinação é muitas vezes referida como VA. Em alguns casos, pode ser adicionada a ciclofosfamida. Esta combinação de 3 fármacos é denominada VAC.

O esquema VAC é a combinação mais comumente usada para o grupo de risco intermediário. O irinotecano ou topotecano pode ser adicionado. Outros medicamentos usados no tratamento do rabdomiossarcoma incluem ifosfamida, etoposide e doxorrubicina. Os mesmos medicamentos também são utilizados para crianças do grupo de alto risco.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Possíveis Efeitos Colaterais

Os quimioterápicos não só destroem as células cancerosas, mas também danificam algumas células normais, o que pode levar a diversos efeitos colaterais.

As crianças parecem ter uma vantagem sobre os adultos quando se trata de quimioterapia. Elas tendem a ter menos efeitos colaterais severos e se recuperam dos efeitos colaterais mais rapidamente. Dessa forma, é possível, muitas vezes, administrar doses mais altas de quimioterapia para destruir o tumor.

Esses efeitos dependem do tipo de medicamento utilizado, dose administrada e tempo de tratamento, podendo incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Feridas na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

A maioria dos efeitos colaterais tendem a desaparecer após o término do tratamento. Mas, existem muitas maneiras de diminuir esses efeitos, por exemplo, medicamentos podem ser administrados para prevenir ou reduzir náuseas e vômitos. Converse com seu médico sobre as medicações que serão utilizadas e os possíveis efeitos que podem apresentar.

Além dos riscos acima, alguns medicamentos quimioterápicos podem apresentar efeitos colaterais específicos, embora sejam relativamente raros.

A ciclofosfamida e a ifosfamida podem danificar a bexiga, provocando sangue na urina. Esse risco pode ser reduzido administrando líquidos em abundância e o medicamento Mesna para proteger a bexiga. Estes medicamentos também podem danificar os ovários ou testículos, afetando a fertilidade.

A vincristina pode danificar os nervos. Alguns pacientes podem notar formigamento e dormência, principalmente nas mãos e pés. Isso muitas vezes desaparece ou melhora quando o tratamento é interrompido, mas pode durar muito tempo em alguns pacientes.

Estudos recentes mostraram que as crianças com menos de 3 anos são mais propensas a apresentar problemas hepáticos. Por essa razão, atualmente, os médicos administram doses mais baixas para crianças com menos de 3 anos de idade.

Alguns medicamentos quimioterápicos também podem aumentar o risco de desenvolver um segundo tipo de câncer, geralmente uma forma de leucemia, anos após o rabdomiossarcoma. Mas isso é raro, e a importância da quimioterapia no tratamento do rabdomiossarcoma supera esse risco.

Fonte: American Cancer Society (21/11/2014)


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