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Quimioterapia para Câncer de Vulva

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/02/2013 - Data de atualização: 18/02/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Os medicamentos mais frequentemente utilizados no tratamento do câncer de vulva incluem a cisplatina com ou sem fluorouracil e mitomicina. Estes medicamentos podem ser combinados com radioterapia. Drogas diferentes são utilizadas para tratar o melanoma de vulva.

O papel da quimioterapia no tratamento do câncer de vulva ainda não está bem estabelecido. Na doença mais avançada, a quimioterapia pode ser administrada simultaneamente com a radioterapia antes da cirurgia. Este tratamento combinado pode diminuir o tamanho do tumor, o que facilita a cirurgia.

Os quimioterápicos não só destroem as células cancerosas, mas também danificam algumas células normais, o que pode levar a diversos efeitos colaterais. Esses efeitos dependem do tipo de medicamento utilizado, dose administrada e tempo de tratamento, podendo incluir:

  • Náuseas.
  • Vômitos.
  • Perda temporária de cabelo.
  • Feridas na boca ou vagina.
  • Diarreia
  • Alterações no ciclo menstrual.
  • Menopausa precoce. 
  • Infertilidade.

A quimioterapia afeta frequentemente as células formadoras do sangue da medula óssea, levando a diminuição das taxas sanguíneas, o que pode provocar:

  • Infecções, devido a diminuição dos leucócitos (glóbulos brancos).
  • Hemorragia e hematomas, devido a diminuição da taxa das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição da taxa dos eritrócitos (glóbulos vermelhos).

Outros efeitos colaterais podem ocorrer dependendo do medicamento utilizado. A maioria dos efeitos colaterais é temporária e para quando o tratamento é interrompido, mas alguns medicamentos quimioterápicos podem ter efeitos de longa duração ou mesmo permanentes. Por exemplo, a cisplatina pode provocar neuropatia, que pode se manifestar com dormência, formigamento ou mesmo dor nas mãos e pés. Esse medicamento também pode danificar os rins. Para diminuir o risco de lesões renais, o paciente é administrado bastante líquido por via intravenosa antes e após cada dose do medicamento.

Converse com seu médico sobre as medicações que serão utilizadas e os possíveis efeitos que você possa apresentar.

Fonte: American Cancer Society (16/02/2016)


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