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Quimioterapia para Câncer de Próstata

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/06/2014 - Data de atualização: 29/07/2019


Quimioterapia é o tratamento com medicamentos para destruir o câncer, administrados por via intravenosa ou por via oral. A quimioterapia sistêmica é administrada na corrente sanguínea para poder atingir as células cancerígenas em todo o corpo, tornando este tratamento potencialmente útil para tumores que se disseminaram (metástase) para outros órgãos.

Às vezes a quimioterapia é usada se a doença está disseminada e a terapia hormonal não está respondendo. Pesquisas recentes mostraram que a quimioterapia pode ser útil se administrada junto com a hormonioterapia.

A quimioterapia não é um tratamento padrão para o câncer de próstata inicial, mas alguns estudos estão procurando verificar se pode ser útil se administrada por um curto período de tempo após a cirurgia.

Os medicamentos quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer de próstata incluem:

  • Docetaxel.
  • Cabazitaxel.
  • Mitoxantrona.
  • Estramustina.

Na maioria dos casos, a quimioterapia é iniciada com docetaxel combinada com prednisona. Se a doença não responder, é iniciado o tratamento com cabazitaxel. Ambos medicamentos aumentam a sobrevida, podendo retardar o crescimento do tumor e reduzir os sintomas, resultando em uma melhor qualidade de vida. Ainda assim, com a quimioterapia é muito improvável curar o câncer de próstata.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Possíveis efeitos colaterais

Os medicamentos quimioterápicos atuam nas células que se dividem rapidamente, por isso são utilizadas contra as células cancerígenas. Porém, simultaneamente outras células no corpo, como as da medula óssea, o revestimento da boca e dos intestinos, e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente. Estas células também são afetadas pela quimioterapia, levando a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo e da dose dos medicamentos administrados e do tempo do tratamento. Estes efeitos colaterais podem incluir:

  • Alopecia (perda de cabelo).
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragias ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Esses efeitos colaterais geralmente são de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento. Além disso, existem medicamentos que são utilizados durante o tratamento para prevenir ou reduzir os efeitos colaterais provocados pela quimioterapia.

Junto com os riscos citados acima, alguns efeitos colaterais são vistos com mais frequência com determinados medicamentos quimioterápicos, por exemplo:

  • O docetaxel e o cabazitaxel às vezes provocam reações alérgicas graves. Medicamentos são administrados antes de cada tratamento para ajudar a prevenir essas reações. Esses medicamentos também podem provocar neuropatia periférica, que podem causar sensação de entorpecimento, formigamento ou queimação nas mãos ou nos pés.
  • A mitoxantrona pode, muito raramente, provocar leucemia após vários anos.
  • A estramustina pode aumentar o risco de formação de coágulos sanguíneos.

Se você apresentar quaisquer efeitos colaterais durante o tratamento quimioterápico comunique imediatamente seu médico para que ele trate o problema antes que se agrave. Em alguns casos, as doses dos medicamentos podem precisar ser ajustadas ou o tratamento ser suspenso temporariamente ou interrompido para evitar que os efeitos piorem.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (11/03/2016)



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