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Quimioterapia para Câncer de Glândula Suprarrenal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 10/05/2013 - Data de atualização: 26/01/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

A quimioterapia frequentemente não é realizada em pacientes com câncer de glândula suprarrenal disseminado.

Mitotano

O medicamento mais utilizado no tratamento do câncer de glândula suprarrenal é o mitotano. O mitotano bloqueia a produção de hormônios pela glândula adrenal e destrói tanto as células suprarrenais cancerígenas, como o tecido saudável. Este medicamento pode suprimir a produção normal do hormônio esteroide suprarrenal da outra glândula suprarrenal normal. Isso pode levar a diminuição dos níveis de cortisol e outros hormônios, provocando debilidade no paciente. Se isso ocorrer, devem ser administrados hormônios esteroides para compensar a falta de hormônios. O mitotano também pode alterar os níveis de outros hormônios, como da tireoide ou a testosterona. Se isso ocorrer, o paciente precisará tomar medicamentos de reposição para substituir esses hormônios.

Às vezes, o mitotano é administrado por um período de tempo após a cirurgia como tratamento adjuvante. Se o tumor não foi completamente removido na cirurgia ou recidivou. Em média, a resposta dura cerca de um ano. Mas o tempo de resposta pode ser mais longo para alguns pacientes.

O mitotano é particularmente útil para pacientes com tumores de glândula suprarrenais com problemas causados ​​pela produção excessiva de hormônios. Mesmo quando não reduz o tumor, o mitotano pode diminuir a produção de hormônios anormais e aliviar os sintomas. Cerca de 80% dos pacientes com secreção hormonal excessiva são beneficiados pelo mitotano. Este medicamento pode causar efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, erupções cutâneas, confusão e sonolência. Muitas vezes, doses mais baixas desse medicamento podem ainda ser eficazes e provocar menos efeitos colaterais. O mitotano é administrado por via oral, 3 a 4 vezes por dia.

Outros medicamentos quimioterápicos

Às vezes outros medicamentos quimioterápicos são combinados com o mitotano para tratar o câncer de glândula suprarrenal avançado. Os medicamentos mais utilizados são:

  • A combinação de cisplatina, doxorrubicina e etoposido mais mitotano.
  • Streptozocina mais mitotano.

Alguns outros medicamentos quimioterápicos usados com menos frequência incluem:

  • Paclitaxel.
  • 5-fluorouracilo.
  • Vincristina.

Estes medicamentos podem ser administrados em combinações diferentes e são frequentemente associados com mitotano.

Os quimioterápicos não só destroem as células cancerosas, mas também danificam algumas células normais, o que pode levar a diversos efeitos colaterais. Esses efeitos dependem do tipo de medicamento utilizado, dose administrada e tempo de tratamento, podendo incluir:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Erupções cutâneas nas mãos e nos pés.
  • Aftas.
  • Diminuição das taxas sanguíneas.

Como a quimioterapia pode danificar as células produtoras de sangue da medula óssea, os pacientes podem ter uma diminuição nas células sanguíneas, o que pode levar a:

  • Aumento do risco de infecção.
  • Hemorragia ou hematomas.
  • Anemia.

A maioria dos efeitos colaterais é temporária e cessam após o término do tratamento. Mas os medicamentos quimioterápicos podem causar alguns efeitos de longa duração ou mesmo de forma permanente. Converse com seu médico sobre as medicações que serão utilizadas e os possíveis efeitos que você possa apresentar.

Alguns efeitos colaterais da quimioterapia podem durar mais tempo ou até mesmo ser permanentes. Por exemplo, a doxorrubicina pode danificar o músculo cardíaco ao longo do tempo. Seu médico observará a dose deste medicamento de perto, para se certificar de que a mesma não seja alta o suficiente para causar esse dano. A cisplatina e o paclitaxel podem provocar neuropatia, levando a formigamento doloroso e dormência nas mãos e pés. Isso tende a melhorar após o término do tratamento, mas pode não desaparecer completamente.

Fonte: American Cancer Society (25/02/2015)


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