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Quimioterapia para Câncer de Vesícula Biliar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/06/2013 - Data de atualização: 04/02/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

Para os tumores de vesícula biliar operáveis, a quimioterapia pode ser realizada após a cirurgia, muitas vezes junto com a radioterapia, para tentar diminuir o risco de recidiva. Esse procedimento é denominado tratamento adjuvante.

A quimioterapia também pode ser realizada com ou sem radioterapia para cânceres avançados, com o objetivo de ajudar a reduzir ou retardar o crescimento dos tumores. Isso pode ajudar a aliviar os sintomas da doença e ajudar os pacientes a viverem melhor e por mais tempo.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Infusão da Artéria Hepática. Os pesquisadores vêm estudando administrar a químio para o câncer de vesícula biliar diretamente na artéria hepática. O fígado saudável retém a maior parte do medicamento antes que chegue ao resto do corpo, diminuindo os efeitos colaterais da quimioterapia no organismo. A infusão na artéria hepática pode aumentar a sobrevida de pacientes cujo tumor não pode ser removido cirurgicamente, entretanto mais pesquisas ainda são necessárias. Esta técnica pode não ser útil em alguns pacientes, porque muitas vezes requer uma cirurgia para a inserção de um cateter na artéria hepática e alguns pacientes podem não tolerar a cirurgia.

Medicamentos Utilizados


Diversos medicamentos podem ser utilizados para tratar o câncer de vesícula biliar, incluindo:

  • Gemcitabina.
  • Cisplatina.
  • 5-fluorouracil.
  • Capecitabina.
  • Oxaliplatina.

Muitas vezes, dois ou mais medicamentos são combinados para tentar aumentar a eficácia do tratamento. Quando a quimioterapia é administrada junto com a radioterapia, na maioria das vezes é usado o 5-FU ou a capecitabina.

Possíveis Efeitos Colaterais


Os medicamentos quimioterápicos atacam as células que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas. Mas outras células no corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca e dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, e são susceptíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode conduzir a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Perda de cabelo.
  • Feridas na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções.
  • Hematomas ou hemorragias.
  • Fadiga.

Estes efeitos são geralmente de curto prazo e desaparecem após o término do tratamento. Existem muitas maneiras de diminuir esses efeitos colaterais, por exemplo, podem ser prescritos medicamentos para prevenir ou diminuir náuseas e vômitos. Converse com seu médico sobre os medicamentos para ajudar a reduzir os efeitos colaterais.

Junto com os possíveis efeitos colaterais mencionados acima, alguns medicamentos podem apresentar efeitos colaterais específicos. Por exemplo, a cisplatina e a oxaliplatina podem afetar os nervos, o que se denomina neuropatia, que pode provocar dormência, formigamento, fraqueza e sensibilidade ao frio ou calor, especialmente nas mãos e pés. No entanto, isso desaparece na maioria dos pacientes após o término do tratamento, mas em alguns casos os efeitos podem ser duradouros.

Relate quaisquer efeitos colaterais que você observar ao seu médico para que eles possam ser tratados imediatamente. Em alguns casos, as doses dos medicamentos quimioterápicos podem precisar ser alteradas ou o tratamento ser interrompido para evitar que os efeitos se agravem.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2016)


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