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Tratamento personalizado contra o câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 25/06/2019 - Data de atualização: 25/06/2019


Policiais voluntários se fantasiam de super-heróis e visitam crianças em tratamento de câncer - Rubens Cavallari - 31.mai.19/Folhapress

O encontro anual da American Society of Clinical Oncology, o maior congresso na área de oncologia do mundo, realizado no início de junho, apresentou estudos que mudaram a prática clínica no cuidado dos pacientes com diagnóstico de câncer.
 
O enfoque permeou o conceito de tratamentos, em sua maioria, com múltiplos agentes ou ocasionalmente únicos, mas direcionados por biomarcadores moleculares que oferecessem alta eficácia. O objetivo final é a melhora de como —e não só quanto— os pacientes vivem. 

Biomarcadores podem ser de diversos tipos, tais como moléculas, genes ou enzimas. Podem ser usados na prática clínica para o diagnóstico e para identificar riscos de ocorrência de uma doença. Atualmente, são utilizados para orientar o melhor tratamento. Interessante observar que este tipo de abordagem abre mais horizontes para o tratamento de tumores que até hoje possuem um prognóstico ruim.

Neste novo enfoque, uma mutação chamada BRCA, que ocorre de 4% a 7% dos adenocarcinoma de pâncreas, foi usada para se testar uma medicação chamada olaparibe, que evita que o câncer consiga reparar o seu DNA frente a uma agressão, levando à sua morte. Neste estudo, envolvendo 154 pacientes com câncer de pâncreas metastático tratados com quimioterapia, comparou-se o uso de olaparibe versus placebo. Após o tratamento quimioterápico, pacientes que receberam a medicação apresentaram redução de 47% do risco de morte ou do crescimento da doença em comparação com aqueles tratados com quimioterapia seguida de placebo.

Do mesmo modo, 20% de pacientes com câncer de próstata metastático e refratários a várias medicações apresentam alterações do gene BRCA ou de outros genes que reparam o DNA do tumor. Neste grupo, de acordo com estudo incluindo 92 pacientes que apresentaram algumas destas alterações (outro biomarcador), a resposta com olaparibe chegou a 83%.

Há outros exemplos muito interessantes, como em câncer de bexiga. A resposta de um novo medicamento, chamado erdafitinibe, foi responsável por uma taxa de resposta de 40% em pacientes com doença avançada e resistentes a todos os outros tratamentos. Neste estudo, em 20% dos casos os pacientes apresentavam a mutação ou fusão de um gene chamado fator de crescimento do fibroblasto (tecido conjuntivo). 

Uma outra estratégia foi a adoção de tratamentos com drogas que agem de modo distinto contra o tumor, baseado no princípio de que seus milhões de células apresentam múltiplos mecanismos de escape e resistência.

Neste congresso, observou-se que dois tratamentos anti-hormonais (apalutamida ou enzalutamida) contra o câncer de próstata, em comparação com somente um, levavam a uma redução do risco de morte em mais de 30%, com menores complicações ósseas e maior preservação da integridade.

Da mesma forma, o tratamento imunoterápico de última geração (pembrolizumabe), aliado a uma droga que bloqueava a formação de vasos tumorais, reduziu o risco de morte em 47% frente a somente uma droga antiangiogênica em pacientes com câncer de rim avançado. Em câncer de cabeça e pescoço, a combinação de quimioterapia com um novo imunoterápico apresentou resultados superiores aos obtidos com quimioterapia isolada.

Outro estudo que mereceu especial atenção foi para pacientes com câncer de mama avançado. A combinação de um novo agente chamado ribociclibe —um inibidor da substância responsável, em parte, por crescimento celular e metástase—, aliado a um tratamento anti-hormonal, foi responsável por evitar uma morte para cada quatro pacientes em pré-menopausa tratadas, além de reduzir de forma significativa o risco de progressão da doença e dos seus sintomas.

O caminho para grandes resultados para pacientes com doença avançada continua em desenvolvimento. E existem sinais claros de que a descoberta de novos biomarcadores para orientação dos tratamentos personalizados, a administração de vários tratamentos ao mesmo tempo (concomitantes ou sequenciais) e o foco máximo na preservação da saúde física, mental e espiritual de cada um dos altivos guerreiros e guerreiras, colocam-nos, pouco a pouco, mais perto do objetivo final: a cura do câncer. 

Fernando Cotait Maluf
Diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia (Brasília) e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein

Fonte: Folha de S.Paulo

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