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Tratamento para câncer é liberado 22 dias após morte: ‘Notícia boa chegou tarde demais’, diz irmã da vítima

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 12/06/2018 - Data de atualização: 12/06/2018


"Boa tarde! Eu queria falar com a Regina pra avisar que a vaga para agendamento de consulta do Djalma já está ok para o mês de Julho”.

"Moço, meu irmão morreu já vai fazer quase um mês. Agora não adianta mais! ”. Do outro lado da linha, uma extensa pausa. De cá, a revolta de perder o irmão, vítima de um câncer, que segundo a promotora de vendas Regina Célia dos Santos, foi por falta de tratamento. "Era para ser uma notícia boa, mas chegou tarde demais”, desabafa.

Ela recebeu a ligação na tarde do último domingo (3), 22 dias após a morte do irmão. A informação é que foi confirmado o agendamento para uma consulta, que iniciaria em julho o tratamento de Djalma Andrelino dos Santos, 50 anos. O paciente foi diagnosticado com câncer de boca, descoberto em outubro de 2017.

'Era para ser uma notícia boa, mas chegou tarde demais', diz Célia Regina, irmã da vítima

Regina disse que, em abril deste ano, um dos irmãos procurou a Defensoria Pública de Campo Grande, em busca de um tratamento para Djalma. Revoltada, ela fala do descaso: "A gente se sente impotente diante a tudo isto. É muito triste, a gente juntou dinheiro para pagar ultrassom e, mesmo com a confirmação de vários caroços no meu irmão, eles não fizeram nada”, desabafa.

Segundo a irmã de Djalma, a peregrinação em busca de ajuda começou em uma consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coronel Antonino. O médico disse à família que a suspeita era de câncer e após a confirmação a família não conseguiu iniciar o tratamento, mesmo procurando a Justiça. "Eles deram apenas remédios para aliviar a dor e até um deles disse que pela gravidade iria acabar morrendo por conta da demora de tratamento”, explica.

Antes de ser transferido para um hospital, Djalma ficou 2 dias na UPA em busca de vaga. 'Meu irmão estava andando e falando quando deu entrada no hospital e saiu de lá morto', finaliza.

Outro lado

Segunda a assessoria do Hospital Rosa Pedrossian, Djalma teve uma infecção generalizada e por conta do câncer de língua invasivo, também apresentou hipofaringe e síndrome consumptiva.

Em nota, a Defensoria Pública disse que a família de Djalma procurou o órgão no dia 12 de abril, para garantir uma consulta com um especialista em cirurgia de cabeça/pescoço. O falecimento da vítima, no entanto, ocorreu no dia 10 de maio.

Na ocasião, foi feito um pedido à Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) de forma extrajudicial, sendo este um protocolo seguido pela instituição para dar celeridade aos processos. Em outros casos, a ação judicial costuma ser mais demorada devido aos trâmites legais.

Ainda conforme a Defensoria, a Sesau deu uma devolutiva à Defensoria apenas no dia 11 de maio, dizendo não ter agendado a consulta. Na mesma data, foi ajuizada uma ação com pedido de urgência, que está em andamento.

Veja na íntegra o posicionamento da Sesau sobre o caso deste paciente:

Sobre o atendimento prestado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é preciso ressaltar que foi oferecida a assistência médica necessária, inserida solicitação de internação hospital e de maneira célere o paciente foi transferido para o Hospital Regional. O paciente também recebeu atendimento necessário na Unidade Básica de Saúde.

Sobre a Liminar, a SESAU cumpriu todos os prazos estabelecidos por meio de Comunicação Interna (CI) e judicialmente. O pedido de Liminar da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul data de 11 de maio de 2018 ao Juizado de Fazenda Pública de Campo Grande.

No dia 18 de maio, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) foi notificada por meio do Mandado de Citação e Intimação determinado pelo Juiz, dando prazo de até 30 dias para atendimento da demanda.

No dia 22 de maio a PGM notificou a SESAU por meio de C.I sobre a demanda judicial estipulando prazo de 20 dias para atendimento. Nesta sexta-feira (08), a SESAU respondeu à PGM informando o atendimento dos agendamentos determinados judicialmente.


Fonte: G1 Mato Grosso do Sul

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