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Tratamento inédito com fototerapia realizado no Brasil promete diminuir risco de retorno de câncer cerebral

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/05/2022 - Data de atualização: 20/05/2022


Uma equipe médica do Paraná reportou a realização inédita no Brasil, em caráter de pesquisa, de uma sessão de Terapia Fotodinâmica Intraoperatória, junto à aplicação do corante 5-ALA, para o tratamento de um câncer cerebral grave. Entenda o funcionamento abaixo.

O procedimento promete diminuir os riscos do reaparecimento da doença, prolongando a vida de pacientes.

Como funciona?

Em resumo, o tratamento utiliza uma forte luz vermelha, por meio de um difusor, para causar uma reação fotoquímica onde o tumor estava, afetando células cancerígenas que permanecem no corpo após a cirurgia.

O neurocirurgião Erasmo Barros Júnior foi um dos médicos que participou do primeiro procedimento realizado no Brasil. O tratamento reportado pela equipe dele foi realizado na primeira quinzena de maio, no Instituto de Neurologia (INC), em Curitiba.

A aplicação é feita com a cavidade cerebral do paciente aberta, logo após a cirurgia para a remoção do câncer.

“O objetivo é neutralizar as células cancerosas residuais que ainda existem. Após essa etapa, que aumenta em uma hora o tempo operatório, a cirurgia é finalizada com o fechamento, conforme a rotina”, explica o médico.

Internacionalmente, esta terapia fotodinâmica é conhecida pela sigla PDT. Segundo Barros Júnior, a efetividade do tratamento se dá a partir do PDT, somado ao corante 5-ALA, abreviação da substância chamada Ácido Aminolevulínico.

Segundo o neurocirurgião, atualmente, este tipo de procedimento “casado” é realizado apenas na Alemanha e também na França, onde o PDT foi iniciado, em 2017.

Mundialmente, a comunidade médica estima que 4,7 pessoas a cada 100 mil habitantes são acometidas por câncer cerebral grave. Segundo Barros Júnior, este tipo de tumor costuma atingir mais homens.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Paraná, indicam que em 2020, a taxa estimada para diagnósticos de câncer cerebral em 2020 ficou em 6,12 casos para cada 100 mil homens. Para mulheres, foram 4,92 casos a cada 100 mil.

A técnica

Barros Júnior explica que o procedimento se inicia a partir da ingestão do 5-ALA pelo paciente.

Após algumas horas, a substância faz os gliomas de alto grau “acenderem”, com coloração vermelha. A fluorescência facilita a cirurgia para a remoção da parte doente do cérebro.

Entretanto, a cirurgia, por si só, não diminui de maneira considerável a chance de o tumor reaparecer futuramente no paciente. E justamente para combater este retorno, conhecido como recidiva, é que o PDT é utilizado.

"A melhor comparação que é posso fazer é a de um pão que começa a ficar embolorado. Naquela região principal do cérebro, onde a gente vê o nódulo, para além dali, tem doença. Por isso o comparativo com o mofo. A gente não consegue saber exatamente onde é o limite do câncer [...] E com essa ferramenta, quando a gente trabalha no tumor, conseguimos ver os resquícios com mais definição. Isso na cirurgia, faz que a gente foque na parte funcional do paciente, para tentar evitar qualquer problema para ele".

Por meio de um difusor, luzes vermelhas causam uma reação fotoquímica onde o tumor estava, afetando células cancerígenas que permanecem no corpo após a cirurgia. O médico explica que, durante este procedimento, as luzes aumentam a oxigenação do local.

"O que a gente faz é que, no final da remoção cirúrgica, teoricamente quando a cirurgia acaba, você fecharia o paciente e semanas depois ele vai para a radiação, para a radioterapia. A gente coloca uma etapa a mais. Para tentar tratar aquela cavidade, aquele buraco, a gente tenta colocar mais alguma coisa. E ali é colocado um balãozinho, e por dentro a gente passa uma sonda de laser que vai gerar essa luz vermelha".

Olhar para o futuro

Até esta sexta-feira (20), apenas um paciente recebeu este tipo de tratamento em Curitiba. Porém, de acordo com o neurocirurgião, até o final de maio, a previsão é de que o INC realize três tratamentos com PDT e 5-ALA.

Como este procedimento está sendo feito em caráter de estudo, não há cobrança no INC para o tratamento após a cirurgia.

O médico destaca, entretanto, a eficácia do tratamento apresentada em estudos publicados em outros países, garantindo o prolongamento da vida dos pacientes que passam pelo procedimento.

"Até o momento estamos fazendo apenas em gliomas de alto grau, mas a gente já está encaminhando projetos de pesquisa para outros tipos de tumor. Muitos em breve saberemos, talvez, se este tipo de tratamento funcionará para, por exemplo, metástase cerebral, ou algum outro tipo de tumor [...] A gente consegue estender a técnica para outros tipos de doença, mas primeiro precisamos deixar tudo muito bem documentado".

Sobre uma possível chegada deste tipo de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso universal aos brasileiros, Barros Júnior acredita que ainda será necessário tempo.

Fonte: G1



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