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Tratamento dos Tumores Gastrointestinais (GIST) por Estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/11/2015 - Data de atualização: 06/08/2020


O tratamento para tumores estromais gastrointestinais depende de fatores, como tamanho do tumor, localização, se existe disseminação da doença, rapidez com que se desenvolve (índice mitótico), se as células tumorais apresentam determinadas mutações genéticas e risco de recidiva.

Tumores menores localizados e ressecáveis

A maioria dos GISTs pequenos precisam ser tratados. Alguns tumores muito pequenos (até 2 cm de diâmetro) que não causam sintomas podem nunca crescer o suficiente para provocar problemas. Uma opção para esse tipo de tumor é o acompanhamento com endoscopia uma ou duas vezes por ano. Se o tumor não estiver crescendo, às vezes não é necessário tratamento adicional.

A cirurgia é o principal tratamento para a maioria dos outros tumores pequenos. A necessidade de um tratamento posterior depende do risco da recidiva após a cirurgia.

Para os tumores pequenos que não estão crescendo rapidamente, com baixo risco de recidiva, muitas vezes não é necessário mais tratamento.

A possibilidade de um GIST recidivar após a cirurgia é maior se o tumor é grande ou não se originou no estômago ou ainda, se as células cancerosas se dividem rapidamente, ou seja, têm um índice mitótico alto.

Se existe um risco intermediário a alto da doença recidivar com base nesses fatores, é recomendado o tratamento adjuvante com imatinibe, por pelo menos um ano após a cirurgia. Para os tumores que são altamente propensos a recidivar, é recomendado pelo menos 3 anos de imatinib.

Tumores maiores localizados com margens ressecáveis

Os tumores maiores ou localizados em áreas de difícil acesso para ser completamente removidos podem exigir uma cirurgia mais extensa, o que poderia causar outros problemas de saúde mais tarde.

Nestes casos, assim que a biópsia confirma que o tumor é um GIST, é iniciado o tratamento com imatinibe. Esse tratamento é continuado pelo menos até que o tumor parar de diminuir seu tamanho.

Se o tumor diminui de tamanho suficientemente para realizar a cirurgia, o tumor remanescente pode ser removido de forma segura. Após a cirurgia o paciente continuará o tratamento com imatinibe para diminuir a chance de recidiva.

Se o tumor não reduzir seu tamanho o suficiente para tornar possível a cirurgia, o tratamento com imatinibe é continua enquanto for útil. Se este medicamento parar de responder ou se o paciente não pode mais tolerar os efeitos colaterais, pode ser indicado o uso do sunitinibe. Se o sunitinibe não responder, o regorafenibe pode ajudar alguns pacientes. E se esse medicamento não estiver mais funcionando, o ripretinib pode ser uma nova opção.

Tumores irressecáveis ou com metástases

As opções de tratamento para os tumores gastrointestinais que não podem ser removidos cirurgicamente dependem se estão disseminados e da extensão dessa disseminação.

Para a maioria desses tumores, o imatinibe é a opção preferida para o tratamento inicial. O avapritinib pode ser usado se as células cancerígenas tiverem determinadas alterações no gene PDGFRA. Como parte do exame da amostra de biópsia, as células tumorais podem ser examinadas quanto a determinadas alterações nos genes KIT e PDGFRA, o que dará uma ideia da probabilidade da eficácia do uso do imatinibe ou avapritinib.

Se o imatinibe for a escolha, deve ser usado enquanto o tumor não crescer e os efeitos colaterais forem toleráveis. Se o tumor começar a crescer novamente, a dose do imatinibe é aumentada. Se o tumor continuar crescendo ou o paciente não tolera os efeitos colaterais do imatinibe, a troca de terapia alvo para o sunitinibe pode ser útil. Se o sunitinibe parar de responder, o regorafenib pode ajudar alguns pacientes. Se o regorafenibe parar de responder, o ripretinib pode ser uma opção.

Se o tumor diminuir seu tamanho com a terapia alvo, a cirurgia pode ser uma opção para alguns pacientes. Isto pode ser seguido por terapia alvo, se o paciente estiver respondendo.

Se o tumor se disseminou para apenas 1 ou 2 locais no abdome, como o fígado, pode ser indicada a remoção do tumor primário e também, dos outros tumores menores. Se este for seu caso, converse com seu médico sobre os objetivos do tratamento e seus benefícios e riscos.

Outras opções para tratamento de tumores que se disseminaram para o fígado incluem ablação e embolização para tentar destruir esses tumores.

Os tumores que não respondem as terapias alvo discutidas acima são difíceis de serem tratados. Alguns médicos podem recomendar outras terapias alvo, como o sorafenibe, dasatinibe, nilotinibe ou pazopanibe, embora ainda não esteja clara sua eficácia.

Os medicamentos quimioterápicos padrão, geralmente, não são eficazes. Outra opção para alguns pacientes é considerar a participação em um estudo clínico com novos tratamentos.

Recidiva

As opções de tratamento para a recidiva do tumor estromal gastrointestinal dependem da localização e extensão da recidiva.

Para a maioria das recidivas, o tratamento com imatinibe é provavelmente a melhor maneira de reduzir quaisquer tumores, enquanto for eficaz e o paciente tolerar o tratamento. Se a dose inicial do imatinib não responder, pode ser aumentada. Outra opção é tentar sunitinibe, regorafenibe ou ripretinib.

Se a recidiva for um ou mais tumores bem definidos, a remoção ou destruição dos tumores pode ser uma opção. Mas, os médicos ainda não têm certeza se a remoção dos GISTs após o tratamento aumenta a sobrevida do paciente, por isso é importante discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

A radioterapia também pode ser uma opção para tratar sintomas como dor, especialmente em tumores localizados nos ossos.

Se as terapias alvo citadas acima não forem eficazes, alguns médicos podem indicar outros medicamentos específicos, como sorafenibe, dasatinibe, nilotinibe ou pazopanibe, embora ainda não esteja clara sua eficácia no tratamento de GIST.

Como esses cânceres são, muitas vezes, difíceis de serem tratados, os pacientes devem considerar a participação num estudo clínico com novos tratamentos.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/05/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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