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Tratamento do Câncer epitelial de Ovário invasivo por estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/07/2014 - Data de atualização: 20/03/2019


O primeiro passo no tratamento da maioria dos estágios do câncer de ovário é a cirurgia para retirar o tumor e fazer o estadiamento da doença.

Estágio I

O tratamento inicial para o câncer de ovário estágio I é a cirurgia para a retirada do tumor. Na maioria das vezes o útero, as trompas de Falópio e os ovários são retirados (histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral).

Estágios IA e IB (T1a ou T1b, N0, M0). O tratamento pós-operatório depende do grau do tumor.

  • Para tumores grau 1 (baixo grau), a maioria das pacientes não necessita de tratamento após a cirurgia. As mulheres que desejam ter filhos ter filhos após o tratamento podem ter a opção de fazer uma cirurgia inicial para retirar apenas o ovário que contém o tumor e a trompa de Falópio do mesmo lado.
  • Para tumores grau 2 (alto grau), as pacientes são observadas de perto após a cirurgia sem tratamento adicional ou são tratadas com quimioterapia. A quimioterapia administrada consiste na combinação de carboplatina e paclitaxel, por 3 a 6 ciclos, cisplatina pode ser usada no lugar da carboplatina, e docetaxel em vez do paclitaxel.
  • Para tumores grau 3 (alto grau), o tratamento geralmente inclui a mesma quimioterapia administrada para os tumores estágio IA e IB de grau2.

Estágio IC (T1c, N0, M0). A cirurgia padrão para retirada do tumor ainda é o primeiro tratamento. Após a cirurgia, é indicada quimioterapia, geralmente 3 a 6 ciclos de com carboplatina e paclitaxel.

O câncer de trompas de Falópio estágio I e os cânceres peritoneais são tratados da mesma forma que o câncer de ovário estágio I.

Estágio II

Para os tumores estágio II (incluindo IIA e IIB), o tratamento começa com a cirurgia para estadiamento e diminuição do tamanho do tumor. Isso inclui histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com retirada do máximo volume possível do tumor.

Após a cirurgia, são indicados pelo menos 6 ciclos de quimioterapia. A combinação de carboplatina e paclitaxel é a mais frequentemente utilizada. Algumas mulheres com câncer de ovário estágio II são tratadas com injeção intraperitoneal em vez de quimioterapia intravenosa.

As trompas de Falópio estágio II e os cânceres peritoneais primários também são tratados com cirurgia para estadiamento e diminuição do tamanho do tumor seguido de quimioterapia.

Estágio III

Os cânceres do estágio III (incluindo IIIA1, IIIA2, IIIB e IIIC) recebem as mesma terapias que o estágio II.


Primeiramente é realizado o estadiamento cirúrgico com diminuição do tamanho do tumor (como no estágio II). Nesse procedimento, o útero, as trompas de Falópio, os ovários e omento são retirados, extirpando o máximo possível do tumor. O objetivo da cirurgia é não deixar nenhum tumor maior do que 1 cm. Às vezes tumor se desenvolveu sobre os intestinos, e, para retirá-lo parte do intestino precisará ser removido. Às vezes partes de outros órgãos, como bexiga ou fígado, precisam ser removidas para a retirada do tumor.

Após a recuperação cirúrgica, é administrada uma combinação de medicamentos quimioterápicos. Na maioria das vezes, essa combinação é de carboplatina (ou cisplatina) e um taxano, como o paclitaxel, administrada via intravenosa durante 6 ciclos. O bevacizumab pode ser administrado junto com a quimioterapia. Outra opção é administrar a químio intra-abdominal ou intraperitoneal após a cirurgia.

Após a cirurgia, e durante e após a quimioterapia, devem ser realizados exames de sangue para verificação do marcador tumoral CA-125 e exames de imagem para avaliar a resposta ao tratamento.

As pacientes sem condições físicas para realizar a cirurgia de diminuição do tamanho do tumor são inicialmente tratadas com quimioterapia. Se a quimioterapia responder e a paciente tiver melhores condições físicas, pode ser realizada a cirurgia, muitas vezes seguida por mais quimioterapia. Na maioria das vezes, são administrados 3 ciclos de químio antes da cirurgia, com pelo menos mais 3 ciclos após a cirurgia.

Terapia de manutenção. Para algumas pacientes, pode ser indicada a administração de quimioterapia adicional após o tratamento inicial, mesmo que já não existam sinais da doença. Esse procedimento, denominado de manutenção tem o objetivo de destruir as células cancerígenas remanescentes após o tratamento e impedir uma recidiva. Os medicamentos que podem ser usados incluem paclitaxel, pazopanibe, niraparibe e olaparibe. Entretanto, até o momento não foi comprovado se a terapia de manutenção aumenta a sobrevida da paciente.

Estágio IV

No estágio IV, a doença se disseminou para outros órgãos, como fígado, pulmões ou osso. Nesse estágio, a cura já não é possível com os tratamentos atuais, mas, ainda assim podem ser tratados. Os objetivos do tratamento são ajudar as pacientes a se sentirem melhor e aumentar a sobrevida.

O estágio IV pode ser tratado como estágio III, com retirada cirúrgica do tumor e diminuição do tamanho do tumor, seguido de quimioterapia.

Outra opção é tratar inicialmente com quimioterapia. Na maioria das vezes, são administrados 3 ciclos antes da cirurgia, mais 3 ciclos após a cirurgia.

Outra opção é limitar o tratamento para os que visem apenas melhorar o conforto. Este tipo de tratamento é chamado paliativo.

Recidiva

A recidiva pode ser local ou para outros órgãos. Tumores persistentes são aqueles que nunca são totalmente curados com o tratamento. O carcinoma epitelial de ovário avançado, muitas vezes recidiva meses ou anos após o tratamento inicial.

Às vezes, é indicada outra cirurgia. A maioria das pacientes com recidiva de câncer de ovário são tratadas com algum tipo de quimioterapia. Os medicamentos utilizados vão depender do que a paciente já recebeu em tratamentos anteriores e sua resposta aos medicamentos utilizados. Quanto mais tempo demora para ocorrer a recidiva após o tratamento, melhor será a chance de que a quimioterapia adicional responda. Se for pelo menos 6 meses desde qualquer químio anterior, a paciente pode ser tratada com carboplatina e paclitaxel. Uma opção é administrar carboplatina associada a outro medicamento.

Algumas mulheres podem receber vários esquemas diferentes de quimioterapia durante vários anos. Muitos medicamentos quimioterápicos podem ser usados para tratar o câncer de ovário.

O tratamento com terapias-alvo também pode ser útil. Por exemplo, o bevacizumab pode ser administrado com químio. Um inibidor de PARP, como olaparibe, rucaparibe ou niraparibe  também podem ser uma opção em algum momento. Além disso, algumas pacientes podem ser beneficiadas com a hormonioterapia, com anastrozol, letrozol ou tamoxifeno. Pacientes que não fizeram quimioterapia inicialmente podem ser tratadas com os mesmos medicamentos utilizados para o câncer recém diagnosticado, geralmente com carboplatina e paclitaxel.

A participação em um estudo clínico com novos tratamentos pode proporcionar vantagens importantes para mulheres com recidiva de câncer de ovário. Solicite ao seu médico informações sobre ensaios clínicos para seu tipo de câncer.

Tratamentos paliativos

Os tratamentos paliativos são usados para aliviar os sintomas do câncer de ovário.

Um problema comum que pode ocorrer em mulheres com câncer de ovário é o acúmulo de líquido no abdome (ascite), que pode ser muito desconfortável mas, que pode ser tratado realizando uma paracentese. Às vezes, se recomenda quimioterapia intraabdominal. O tratamento com bevacizumab também pode ser uma opção. Estes tratamentos podem aliviar os sintomas em algumas pacientes e, raramente, prolongam a sobrevida.

O câncer de ovário pode causar obstrução do trato intestinal, provocando dor abdominal, náuseas e vômitos. Muitas vezes, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para desobstruir o intestino. Para deixar a paciente confortável, é colocado um cateter através da pele até o estômago de modo a permitir que os sucos gástricos drenem e não bloqueiem totalmente o trato digestivo.

Em algumas pacientes, a cirurgia pode ser realizada para aliviar a obstrução intestinal. O procedimento é oferecido apenas para as pacientes que estão bem o suficiente para receberem tratamentos adicionais após a cirurgia.

Fonte: American Cancer Society (14/06/2018)



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