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Tratamento do Câncer de Pulmão de Pequenas Células por Estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2014 - Data de atualização: 21/06/2019


Na maioria dos casos, o câncer de pulmão de pequenas células já está disseminado no momento do diagnóstico, ainda que não seja visto em exames de imagem, por isso, geralmente a quimioterapia fará parte do tratamento, se o paciente estiver com uma boa condição de saúde.

Se você fuma, uma das coisas mais importantes que você pode fazer é tentar parar de fumar. Estudos mostraram que os pacientes que param de fumar após o diagnóstico de câncer de pulmão tendem a ter melhores resultados do que aqueles que não param.

Estágio limitado / Estágio I

Se o paciente tiver apenas um único tumor no pulmão, sem evidência da doença ter atingido os gânglios linfáticos ou outros órgãos, pode ser indicada a cirurgia para retirada do tumor e dos linfonodos próximos. Esta é apenas uma opção se o paciente estiver com um bom estado geral de saúde e tolerar a retirada de todo ou parte de um pulmão. Entretanto, o paciente fará alguns exames para saber se a doença já se espalhou para os linfonodos antes que isso seja considerado.

A cirurgia é geralmente seguida por quimioterapia. A radioterapia do tórax é geralmente indicada, se for encontrada metástases no linfonodos retirados. A radioterapia é administrada simultaneamente à quimioterapia. Apesar disto aumentar os efeitos colaterais do tratamento, parece ser mais eficaz. O paciente que tem outras doenças pulmonares ou outros problemas importantes de saúde não poderão ser submetidos à radioterapia.

Em cerca da metade dos pacientes com câncer de pulmão de pequenas células, a doença se disseminará para o cérebro se não forem tomadas medidas preventivas. Por esta razão, pode ser realizada radioterapia craniana profilática. A radioterapia é geralmente administrada em doses baixas. Ainda assim, alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais.

Outros estágios limitados

Para a maioria dos pacientes com estágio limitado, a cirurgia não é uma opção, pois o tumor é muito grande, ou se disseminou para os linfonodos ou outros locais no pulmão. Se o paciente tem um estado geral de saúde bom, o tratamento padrão é radioterapia e quimioterapia simultaneamente (quimioirradiação concorrente). Os medicamentos utilizados são geralmente etoposide mais cisplatina ou carboplatina.

Os pacientes que recebem a quimioirradiação concorrente tendem a viverem mais ou ter uma melhor chance de cura do que aqueles que recebem estes tratamentos separadamente, mas esta combinação terapêutica é difícil de ser tolerada.

Os pacientes que não têm uma boa condição física para fazer a quimioirradiação geralmente são tratados com quimioterapia isoladamente, o que pode ser seguido por radioterapia.

Se não forem tomadas medidas preventivas, cerca da metade dos pacientes terão metástase cerebral. Se a doença responder ao tratamento inicial, pode ser administrada a radioterapia craniana profilática, para impedir a disseminação para o cérebro. A radioterapia é geralmente administrada em doses mais baixas do que a utilizada, se a doença já se disseminou para o cérebro.

A maioria dos pacientes tratados com quimioterapia (com ou sem radioterapia) pela doença em estágio limitado terão os tumores reduzidos significativamente. Em muitos casos, o tumor se reduzirá ao ponto de não ser mais visto em exames de imagem. Infelizmente, para a maioria dos pacientes, a doença recidivará em algum momento.

Como esse tipo de câncer é difícil de ser curado, a participação em um estudo clínico pode ser uma boa opção para alguns pacientes. Se você tiver interesse, converse com seu médico.

Estágio extenso

Se o paciente se encontra nesse estágio e tem um bom estado de saúde, a quimioterapia, possivelmente junto com imunoterapia, é geralmente o primeiro tratamento. Isso muitas vezes pode retardar o desenvolvimento da doença, tratar os sintomas e aumentar a sobrevida.

A combinação de medicamentos quimioterápicos mais comum é etoposide mais cisplatina ou carboplatina. O atezolizumab pode ser usado junto com etoposide e carboplatina. A maioria dos pacientes terão uma redução significativa do tamanho do tumor com o tratamento e, em alguns, o câncer pode não ser mais visto nos exames de imagem. Infelizmente, a doença recidivará em algum momento para quase todos os pacientes com estágio extensivo do câncer de pulmão de pequenas células.

Se a doença responder bem ao tratamento inicial, a radioterapia na região do tórax poderá ser administrada, o que poderá aumentar a sobrevida. A radioterapia craniana profilática também deve ser considerada para prevenir a progressão da doença no cérebro.

Como esse tipo de câncer é difícil de tratar, participar em estudos clínicos com novos medicamentos e combinações de quimioterápicos, bem como outros novos tratamentos, podem ser uma boa opção para alguns pacientes. Se você tiver interesse em participar de um estudo clínico converse com  seu médico.

Se o crescimento do tumor dentro dos pulmões está provocando sintomas como falta de ar ou sangramento, a radioterapia ou outros tipos de tratamento, como cirurgia a laser, pode ser útil nessas situações. A radioterapia também pode ser administrada para aliviar os sintomas, se a doença se disseminou para os ossos ou cérebro.

Se o estado geral de saúde do paciente não for bom, ele pode não suportar os efeitos colaterais da quimioterapia ou qualquer benefício da mesma. Neste caso, o médico pode escolher um esquema de tratamento baseado em condições individuais de cada paciente. Se o paciente não tiver condições físicas para a quimioterapia, a melhor opção são os cuidados paliativos, o que inclui o tratamento para dor, problemas respiratórios ou outros sintomas.

Recidiva

Se o tumor continua crescendo durante o tratamento ou recidiva, a continuação do tratamento dependerá da localização e da extensão da doença, dos tratamentos anteriores e do estado geral de saúde do paciente. É importante compreender o objetivo de qualquer tratamento adicional, se é para tentar curar a doença, retardar o crescimento do tumor ou para aliviar os sintomas, bem como determinar os possíveis benefícios e riscos.

Se o tumor continua crescendo durante a quimioterapia, outro tipo de medicamento pode ser administrado, embora possa ser menos provável que seja eficaz. Para os tumores que recidivam após o tratamento inicial, a escolha dos medicamentos quimioterápicos pode depender de quanto tempo a doença ficou em remissão. Outra opção para pacientes cujo doença continua em desenvolvimento após duas ou mais linhas de tratamento, incluindo quimioterapia com carboplatina ou cisplatina, é a imunoterapia com nivolumab.

Fonte: American Cancer Society (19/03/2019)



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