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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

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Tratamento do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células por Estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2014 - Data de atualização: 15/12/2016


As opções de tratamento para o câncer de pulmão de não pequenas células se baseiam principalmente no estágio da doença, mas outros fatores, como estado geral de saúde e função pulmonar, assim como certas características do próprio câncer, também são importantes.

Se você fuma, uma das coisas mais importantes que você pode fazer é tentar parar de fumar. Alguns estudos mostraram que os pacientes que param de fumar após o diagnóstico de câncer de pulmão tendem a ter melhores resultados do que aqueles que não param.

Câncer com Sítio Primário Desconhecido 


Neste tipo de câncer, as células cancerígenas são vistas na citologia de escarro mas o tumor não é encontrado nos exames de broncoscopia ou de imagem. Eles são geralmente os cânceres em estágio inicial. A broncoscopia e, possivelmente, outros exames são repetidos em intervalos regulares para procurar o tumor. Se o tumor for encontrado, o tratamento dependerá do estágio que se encontra a doença.

Estágio 0

Como no estágio 0 a doença está limitada à camada de revestimento das vias aéreas e não invadiu o tecido pulmonar ou outras áreas, é geralmente curável com tratamento cirúrgico. Não sendo necessária quimioterapia ou radioterapia.

Se o paciente tem um bom estado geral de saúde, para a cirurgia, normalmente pode ser realizada uma segmentectomia ou ressecção em cunha. Os tumores localizados em locais onde a traqueia se divide nos brônquios esquerdo e direito, podem ser tratados com ressecção em cunha, mas em alguns casos podem ser difíceis de remover completamente sem retirar um lobo ou mesmo um pulmão inteiro.

Em alguns casos, outros tipos de tratamentos locais, como terapia fotodinâmica, terapia laser, ou braquiterapia podem ser alternativas à cirurgia para tumores em estágio 0. Se o tumor se confirma como estágio 0, estes tratamentos devem curá-lo.

Estágio I

A cirurgia pode ser o único tratamento para o câncer de pulmão de não pequenas células em estágio I. O tumor pode ser removido ou retirado um lobo pulmonar (lobectomia) ou uma parte menor de um pulmão (ressecção sleeve, segmentectomia ou ressecção em cunha). Alguns gânglios linfáticos situados na parte interna e externa do pulmão e no mediastino serão removidos para avaliação e estudo. 

A segmentectomia ou ressecção em cunha é indicada apenas para o tratamento de tumores em estágio I e para pacientes portadores de outras condições clínicas que não permitem a retirada de todo o lobo. A maioria dos cirurgiões opta pela lobectomia se o paciente tiver melhores condições físicas para a cirurgia, pois oferece a melhor chance de cura.

Para os pacientes em estágio I, com risco aumentado de recidiva, a quimioterapia adjuvante após a cirurgia pode diminuir o risco da mesma. Estudos recentes sugerem que os pacientes com tumores maiores podem se beneficiar da quimioterapia adjuvante.

Se o laudo da biopsia cirúrgica mostrar a presença de células cancerosas nas margens da amostra, uma segunda cirurgia pode ser realizada para tentar assegurar que toda a doença foi retirada. Isto pode ser seguido por quimioterapia. Outra opção é fazer radioterapia após a cirurgia.

Se o paciente tem outros problemas de saúde que impedem a cirurgia, pode ser realizada a radioterapia estereotáxica ou radioterapia convencional como tratamento principal. A ablação por radiofrequência, é uma opção se o tumor for pequeno e estiver localizado na parte externa do pulmão.

Estágio II


Nos pacientes em estágio II, saudáveis ​​o suficiente para serem submetidos a cirurgia é realizada lobectomia ou ressecção sleeve. Às vezes, é necessária a retirada do pulmão inteiro (pneumonectomia).

Os linfonodos que possam conter a doença também são removidos. O grau de envolvimento dos gânglios linfáticos e se células cancerosas são encontradas (ou não ) nas margens dos tecidos retirados são fatores importantes para planejar a continuidade do tratamento.

Em alguns casos, a quimioterapia, junto com a radioterapia, pode ser indicada antes da cirurgia para tentar reduzir o tumor e facilitar a cirurgia.

Após a cirurgia, a quimioterapia, com ou sem radioterapia, é administrada para tentar destruir todas as células cancerosas remanescentes. Assim, como no estágio I, novos exames de laboratório podem ajudar os médicos a saber quais pacientes precisam deste tratamento adjuvante e quais são menos propensos de se beneficiar dele.

Se  células cancerosas são encontradas nas margens da amostra retirada na cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são mais prováveis de serem realizadas. Ou, ainda, pode ser indicada uma segunda cirurgia mais extensa, seguida por quimioterapia.

Se o paciente tem outros problemas importantes de saúde que impedem fazer a cirurgia, pode ser feita apenas radioterapia, como tratamento principal.

Estágio IIIA

O tratamento para o estágio III pode incluir radioterapia, cirurgia, quimioterapia ou alguma combinação delas. Por esta razão, o planejamento do tratamento para o estágio III, requer a participação de um oncologista e de um cirurgião torácico. As opções de tratamento dependerão do tamanho do tumor, da localização, acometimento ganglionar, se está disseminado, estado de saúde geral do paciente e se o tratamento será bem tolerado por ele.

Para os pacientes que possam ter boa tolerância, o tratamento geralmente começa com quimioterapia, com (ou sem) radioterapia. A cirurgia pode ser uma opção após isso se o médico suspeitar que existem células cancerígenas remanescentes, e se o paciente tiver condições clínicas para o procedimento. Isto é geralmente seguido por quimioterapia e eventualmente por radioterapia, se ainda não foi realizada.

Para pacientes que não estão suficientemente saudáveis para a cirurgia, pode ser realizada radioterapia, geralmente combinada com quimioterapia.

Estágio IIIB

No estágio IIIB, geralmente a doença já se disseminou para os gânglios linfáticos ou estar próximos de outras estruturas importantes no tórax, e não podem ser removidos cirurgicamente. Se o paciente estiver com o estado geral de saúde bom, poderá fazer a quimioterapia combinada com a radioterapia. Alguns pacientes podem até mesmo ser curados com estes tratamentos. Os pacientes que não estão suficientemente saudáveis para esta combinação são muitas vezes tratados apenas com radioterapia, ou, menos frequentemente, apenas com quimioterapia.

Estes tumores podem ser difíceis de tratar, assim deve ser considerada a participação em um estudo clínico. 

Estágio IV

O estágio IV, quando diagnosticado se encontra disseminado. Este estágio de câncer é muito difícil de curar. As opções de tratamento dependem do local da metástase, do número de tumores e do estado de saúde do paciente.

Se o paciente tiver boas condições clínicas, tratamentos, como cirurgia, quimioterapia, terapia alvo, imunoterapia e radioterapia podem ser realizados para aliviar os sintomas e aumentar a sobrevida.

Outros tratamentos, como terapia fotodinâmica ou terapia com laser, também podem ser realizadas para aliviar os sintomas. Em qualquer caso, certifique-se de entender os objetivos do tratamento antes de começar.

Câncer Disseminado apenas para um Local

O câncer que está limitado aos pulmões e apenas se disseminou para um outro local, como, por exemplo, o cérebro, não é frequente, mas às vezes pode ser tratado, e até mesmo potencialmente curado cirurgicamente e/ou com radioterapia para tratar a área da disseminação da doença, seguida pelo tratamento da própria doença. Por exemplo, um único tumor no cérebro pode ser tratado com cirurgia ou radioterapia estereotáxica, seguida por radioterapia de todo o cérebro. O tratamento para o tumor de pulmão é baseado nos seus estágios T e N, e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou algumas destas combinações.

Metástases

Para cânceres disseminados, antes de iniciar qualquer tratamento, o tumor é testado para mutações genéticas comuns, como os genes EGFR, ALK ou ROS1. Se um desses genes está mutado em nas células cancerosas, o primeiro tratamento provavelmente será uma terapia alvo:

  • Para tumores que têm a alteração do gene ALK, o crizotinib é frequentemente o primeiro tratamento. Ceritinib ou alectinib pode ser utilizado se o crizotinib parar de funcionar ou não for bem tolerado.
  • Para pacientes cujos tumores têm determinadas alterações no gene EGFR, os medicamentos anti-EGFR erlotinib, gefitinib ou afatinib podem ser utilizados como primeiro tratamento.
  • Para pacientes cujos tumores têm alterações no gene ROS1, pode ser utilizado um inibidor de ALK, como o crizotinib.

As células tumorais também podem ser testadas para a proteína PD-L1. Os tumores com níveis mais elevados de PD-L1 são mais propensas a responder a determinados medicamentos imunoterápicos, pelo que o tratamento com pembrolizumab pode ser uma opção como o primeiro tratamento.

Para a maioria dos outros tipos de câncer que se disseminam, a quimioterapia é geralmente o principal tratamento, desde que o pacientes esteja compensado o suficiente para isso. Para pacientes com alto risco de hemorragia, o bevacizumab pode ser administrado junto com quimioterapia. Alguns pacientes com câncer de células escamosas podem ainda receber bevacizumab, desde que o tumor não esteja localizado próximo de grandes vasos sanguíneos no mediastino. Se o bevacizumab for utilizado, a administração continua mesmo após o término da quimioterapia. Outra opção para estes pacientes é fazer a químio junto com a terapia alvo necitumumab.

Se o tumor provocou derrame pleural maligno, o líquido pode ser drenado. Se ele continua recidivando, as opções incluem pleurodese ou colocação de um cateter para drenar o derrame.

Assim como em outros estágios, , o tratamento para o câncer de pulmão do estágio IV depende do estado geral de saúde do paciente. Por exemplo, alguns pacientes que não tem um bom estado de saúde podem receber apenas 1 medicamento quimioterápico em vez de 2. Para aqueles que não podem fazer a químio, a radioterapia é geralmente uma opção. Tratamentos locais, como terapia a laser, terapia fotodinâmica ou colocação de stents também podem ser realizados ​​para ajudar a aliviar os sintomas provocados ​​por tumores pulmonares.

Como o tratamento não cura esses cânceres, fazer parte em um estudo clínico pode ser uma boa opção a ser considerada.

Recidiva

Se o tumor continua crescendo durante o tratamento ou recidiva, a continuação do tratamento dependerá da localização e da extensão da doença, dos tratamentos anteriores e do estado geral de saúde do paciente. É importante compreender o objetivo de qualquer tratamento adicional, se é para tentar curar a doença, retardar seu crescimento ou para aliviar os sintomas, assim como seus benefícios e riscos.

Se o tumor continua crescendo durante o tratamento inicial, a radioterapia e a quimioterapia podem ser realizadas. Se o tumor continua crescendo durante a quimioterapia como tratamento de ataque, o tratamento de segunda linha, na maioria das vezes, consiste em um único medicamento quimioterápico, como docetaxel ou pemetrexed , a terapia alvo com erlotinib, ou quimioterapia mais ramucirumab. Se um medicamento alvo foi o tratamento inicial e não está mais funcionando, pode-se tentar outra terapia alvo ou combinação de quimioterápicos. Para alguns pacientes com determinados tipos de câncer de pulmão de não pequenas células, o tratamento com um medicamento imunoterápico como nivolumab, pembrolizumab ou atezolizumab pode ser uma opção.

Os tumores menores que recidivam localmente podem às vezes ser retratados com cirurgia ou radioterapia, se não tiver sido realizada antes. Os tumores que recidivam nos gânglios linfáticos mediastinais são geralmente tratados com quimioterapia, junto com radioterapia, se não tiver sido realizada antes. Para os tumores que recidivam em locais distantes, a quimioterapia e/ou a terapia alvo são muitas vezes os tratamentos de escolha.

Em alguns pacientes, a doença pode nunca desaparecer completamente. Estes pacientes podem realizar tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar controlar a doença. Aprender a viver com a enfermidade pode ser difícil e muito estressante.

Fonte: American Cancer Society (25/10/2016)


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