Tipos de Câncer

Câncer de Pele Melanoma

Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Boehringer Bayer Janssen MSD Takeda Astellas UICC Libbs Abbvie Ipsen Sanofi Daiichi Sankyo GSK Avon Nestlé Servier Viatris


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Tratamento do Câncer de Pele Melanoma por Estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/08/2015 - Data de atualização: 13/05/2020


As opções de tratamento para o câncer de pele melanoma baseiam-se principalmente no estágio da doença, local do tumor, mas outros fatores, como estado geral de saúde, assim como determinadas características do próprio câncer, também são importantes.

Estágio 0

O melanoma estágio 0 (melanoma in situ) que não se desenvolveu além da epiderme é geralmente tratado com cirurgia (excisão ampla). Se as bordas da amostra retirada contiverem células cancerígenas, pode ser feita uma nova excisão até que as margens fiquem livres.

Em alguns casos, pode ser considerado o uso de imiquimod ou radioterapia em vez da cirurgia, embora nem todos os médicos concordem com esse procedimento.

Para melanomas localizados em áreas sensíveis do rosto pode ser realizada a cirurgia de Mohs ou mesmo imiquimod se a cirurgia for muito invasiva, embora nem todos os médicos concordem com essas opções.

Estágio I

No estágio I, o melanoma é tratado por excisão ampla. A quantidade de pele normal a ser retirada dependerá da localização do melanoma.

Se o melanoma é estágio IB ou tem outras características que o tornam mais propenso a se disseminar para os linfonodos, pode ser recomendada a biópsia do linfonodo sentinela. Esta é uma opção que o paciente deve discutir com seu médico.

Se a biópsia do linfonodo sentinela for positiva, normalmente, recomenda-se a dissecção mais ampla de linfonodos. Outra opção é acompanhar clinicamente os linfonodos com exames de ultrassom regulares.

Se a biópsia do linfonodo sentinela diagnosticou câncer, pode ser indicado um tratamento adjuvante (adicional) com um inibidor do controle imunológico ou com terapia alvo (se o melanoma tiver uma mutação no gene BRAF) para diminuir a chance da recidiva. Outros medicamentos ou talvez vacinas também podem ser recomendados como parte de um estudo clínico para reduzir a chance de recidiva.

Estágio II

O tratamento padrão para o melanoma estágio II é a excisão ampla. A quantidade de pele normal removida depende da espessura e localização do tumor.

Como o melanoma pode se disseminar para os linfonodos próximos ao tumor, muitos médicos recomendam também a biópsia do linfonodo sentinela. Esta é uma opção que o paciente deve discutir com seu médico.

Se o linfonodo sentinela não contém células cancerígenas, não é necessário qualquer tratamento adicional, embora seja importante a realização do acompanhamento clínico.

Se a biópsia do linfonodo sentinela contém células cancerígenas, será realizada uma dissecção linfonodal. Outra opção é acompanhar os linfonodos de perto, com ultrassom com intervalos regulares.

Se a biópsia do linfonodo sentinela diagnosticou câncer, pode ser indicado um tratamento adjuvante (adicional) com um inibidor do controle imunológico ou com terapia alvo (se o melanoma tiver uma mutação no gene BRAF) para diminuir a chance da recidiva. Outros medicamentos ou talvez vacinas também podem ser recomendados como parte de um estudo clínico para reduzir a chance de recidiva.

Estágio III

Nesse estágio, o tumor já atingiu os linfonodos quando diagnosticado. O tratamento cirúrgico para o estágio III, geralmente, requer excisão ampla do tumor primário, com dissecção dos linfonodos.

Após a cirurgia, a terapia adjuvante com um inibidor do ponto de controle imunológico ou com medicamentos de terapia alvo para tumores com alterações no gene BRAF pode ajudar a evitar a recidiva. Outros medicamentos ou vacinas também podem ser indicadas como parte de um estudo clínico para tentar reduzir a chance de uma recidiva. Outra opção é administrar a radioterapia na região dos linfonodos retirados.  

Se existirem vários tumores, todos devem ser removidos. Outras opções incluem injeções de T-VEC, BCG ou interleucina-2 diretamente nas lesões; radioterapia; ou aplicação de imiquimod. Para melanomas localizados no braço ou perna, outra opção pode ser a perfusão isolada do membro. Outros tratamentos possíveis incluem terapia alvo, imunoterapia ou quimioterapia.

Alguns pacientes com melanoma estágio III podem não se beneficiar com os tratamentos atuais, portanto pode-se considerar a participação em um estudo clínico.

Estágio IV

Os melanomas estágio IV são mais difíceis de serem curados, uma vez que já se disseminaram para os linfonodos mais distantes ou outras áreas do corpo. As metástases nos linfonodos que estão provocando sintomas podem ser removidas cirurgicamente ou tratadas com radioterapia.

As metástases em outros órgãos são, às vezes, retiradas dependendo da quantidade, localização e da probabilidade de causar sintomas. As metástases que causam sintomas, mas não podem ser removidas podem ser tratadas com radioterapia, imunoterapia, terapia alvo ou quimioterapia.

Nos últimos anos, as novas formas de tratamento para melanomas disseminados, como imunoterapia e terapia alvo, têm se mostrado mais eficazes do que a quimioterapia.

Os medicamentos imunoterápicos denominados inibidores do controle imunológico como o pembrolizumab ou o nivolumab são geralmente os primeiros medicamentos administrados em pacientes cujas células cancerígenas não apresentam alterações no gene BRAF. O ipilimumab é um tipo de inibidor do ponto de verificação imunológico, que normalmente não é usado isoladamente como primeiro tratamento, embora possa ser combinado com o nivolumabe ou pembrolizumabe. Esses medicamentos podem às vezes ter efeitos colaterais importantes, de modo que os pacientes que estão sendo tratados com esses medicamentos precisam ser acompanhados de perto.

Em cerca da metade dos casos de melanoma, as células cancerígenas têm alterações no gene BRAF. Se essa alteração genética é diagnosticada, o tratamento com novas terapias alvo, geralmente uma combinação de um inibidor BRAF com um inibidor MEK pode ser uma opção. Os inibidores do controle imunológico, como pembrolizumabe ou nivolumabe, são outra opção para esses pacientes. Ainda não se sabe se a terapia alvo ou a imunoterapia é a melhor opção para o primeiro tratamento, isso ainda está em estudo. Mas podem existir situações em que faz sentido usar um em vez do outro. Por exemplo, as terapias alvo têm maior probabilidade de reduzir o tamanho dos tumores, portanto podem ser preferência nos casos em que isso é uma prioridade. Em ambos os casos, se um tipo de tratamento não estiver respondendo, o outro poderá ser administrado.

Os melanomas com alteração no gene C-KIT, podem ser tratados com terapia alvo, com imatinib e o nilotinib, embora esses medicamentos parem de responder eventualmente.

A imunoterapia com interleucina-2 pode aumentar a sobrevida de alguns pacientes com melanoma em estágio IV e pode ser tentada se os inibidores do ponto de controle imunológicos não estiverem respondendo. Doses mais elevadas de IL-2 parecem ser mais eficazes, mas também podem ocorrer efeitos colaterais mais severos.

A quimioterapia pode ajudar alguns pacientes com melanoma estágio IV, mas, geralmente, outros tratamentos são realizados, como a quimioterapia com a dacarbazina e a temozolomida. Esses medicamentos podem ser administrados sozinhos ou em combinação com outras drogas. Mesmo reduzindo o tamanho dos tumores, o efeito da quimioterapia, muitas vezes, é apenas temporário.

É importante considerar cuidadosamente os possíveis benefícios e efeitos colaterais de qualquer tratamento indicado antes de iniciá-lo, por isso discuta com seu médico todas as opções terapêuticas.

Como o melanoma estágio IV é muito difícil de ser tratado com as terapias atuais, os pacientes podem considerar participar de estudos clínicos. Muitos estudos em andamento estão avaliando novos medicamentos alvo, imunoterapia, drogas quimioterápicas e combinações de diferentes tipos de tratamentos.

Recidiva

O tratamento de uma recidiva depende do estágio da doença no momento do diagnóstico, do tratamento prévio e do local da recidiva.

O melanoma pode recidivar na pele próxima ao tumor original, às vezes, na própria cicatriz da cirurgia. Em geral, as recidivas locais são tratadas com uma cirurgia similar a que se recomenda para o melanoma primário. Isto pode incluir uma biópsia do linfonodo sentinela. Dependendo da espessura e da localização do tumor, outros tratamentos podem ser considerados.

Se a doença recidivar nos linfonodos próximos ou sob a pele (recidiva em trânsito), se possível deve ser removida. Outras opções incluem perfusão isolada do membro, vacina T-VEC, vacina BCG, interleucina-2, radioterapia, aplicação de imiquimod, ou  mesmo os tratamentos sistêmicos, como imunoterapia, quimioterapia ou terapia alvo.

Se os linfonodos adjacentes não foram retirados durante o tratamento inicial, o melanoma pode recidivar nesses linfonodos. A recidiva do linfonodo é tratada, se possível, com a dissecção dos mesmos, às vezes, seguida por tratamentos adjuvantes , como radioterapia e/ou imunoterapia ou terapia alvo. Se a cirurgia não for uma opção, a radioterapia ou o tratamento sistêmico (imunoterapia, terapia alvo ou quimioterapia) pode ser realizado.

As metástases do melanoma também podem ocorrer em outras partes do corpo, qualquer órgão pode ser atingido, mas na maioria das vezes, ocorrem no pulmão, ossos, fígado ou cérebro. O tratamento geralmente é o mesmo do estágio IV de melanoma.

Os tumores que recidivam no cérebro podem ser difíceis de serem tratados. Tumores individuais podem ser removidos cirurgicamente. A radioterapia do cérebro (radiocirurgia estereotáxica ou radioterapia cerebral inteira) também pode ajudar. Tratamentos sistêmicos (imunoterapia, terapia alvo ou quimioterapia) também podem ser tentados.

Assim como em outros estágios da doença, os pacientes com melanoma avançado podem considerar a participação em estudos clínicos.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 14/08/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2023 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive