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Tratamento do Câncer de Pâncreas por Estágio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/09/2015 - Data de atualização: 20/08/2019


Na maioria das vezes, o tratamento do câncer de pâncreas é baseado no estadiamento da doença. Mas, outros fatores, como o estado de saúde geral do paciente, também podem influenciar as opções de tratamento.

Tratando o câncer ressecável

Os médicos consideram o câncer de pâncreas ressecável se o tumor está contido no pâncreas ou não se estendeu muito além do pâncreas, e não se desenvolveu próximo aos grandes vasos sanguíneos. Como é uma cirurgia de grande porte, o paciente deve estar em boas condições físicas para tolerar a cirurgia.

Se os exames de imagem mostram uma chance razoável de retirar todo o tumor, a cirurgia é o tratamento indicado, uma vez que é a única chance para curar a doença. Dependendo de onde o câncer se iniciou, geralmente é realizada a técnica de Whipple ou uma pancreatectomia distal.

Às vezes, mesmo um tumor teoricamente operável, durante a cirurgia pode se ver que nem todo ele pode ser retirado. Se isso acontecer, a cirurgia pode ser interrompida ou o cirurgião realiza apenas uma cirurgia menor com o objetivo de aliviar ou prevenir complicações, como a obstrução das vias biliares.

Tratamento adjuvante

Mesmo quando todo o tumor visível é removido cirurgicamente, a doença pode recidivar. Administrar químio isolada ou em conjunto com a radioterapia (tratamento adjuvante), após a cirurgia pode aumentar a sobrevida do paciente. Os medicamentos quimioterápicos mais usados são gemcitabina ou 5-FU.

Tratamento neoadjuvante

Muitas vezes, se o tumor parece ser ressecável, mas é muito grande e tem muitos linfonodos próximos acometidos ou está provocando dores, a quimioterapia ou quimiorradiação pode ser administrada antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor (tratamento neoadjuvante). Isso pode facilitar a retirada de todo o tumor no momento da cirurgia. Quimioterapia adicional ainda pode ser indicada após a cirurgia.

Tratando o câncer com borda ressecável

Os tumores que invadiram os vasos sanguíneos próximos, mas sem envolvimento quanto a profundidade podem ser removidos cirurgicamente. Mas, as chances de retirar todo o tumor são baixas, por isso são consideradas bordas ressecáveis.

Esses cânceres são tratados inicialmente com quimioterapia neoadjuvante, às vezes, junto com radioterapia. Exames de imagem e laparoscopia, são realizados, em seguida, para garantir que o tumor não cresceu demais e pode ser removido. Em seguida, a cirurgia é realizada para remover o tumor. Isto pode ser seguido por quimioterapia.

Outra opção seria fazer a cirurgia como primeiro tratamento, seguida de quimioterapia adjuvante e, possivelmente, radioterapia. Se, durante o procedimento, se evidenciar que nem toda a doença poderá ser ressecada, a cirurgia é interrompida ou o cirurgião faz uma cirurgia menor com o objetivo de aliviar ou prevenir problemas, como a obstrução das vias biliares.

Tratamento de tumores localmente avançados (Iressecável)

Os tumores localmente avançados são aqueles que invadiram os vasos sanguíneos próximos ou outros tecidos, para serem removidos completamente por cirurgia, mas não se disseminaram para o fígado ou outros órgãos. Nesses casos, a cirurgia não aumenta a sobrevida do paciente, sendo realizada apenas para aliviar a obstrução do ducto biliar ou evitar uma obstrução intestinal provocado pela compressão do tumor sobre outros órgãos.

A quimioterapia, muitas vezes seguida de quimioradioterapia, é a opção de tratamento padrão para o câncer localmente avançado. Este tratamento pode aumentar a sobrevida de alguns pacientes, mesmo que não reduza o tamanho do tumor. A administração da quimioterapia e da radioterapia em conjunto pode ser mais eficaz para controlar a doença,  mas tem mais efeitos colaterais. Muitas vezes, a terapia alvo pode ser adicionada à quimioterapia antes da administração da quimioradioterapia.

Outras vezes, uma opção de tratamento pode ser a administração da imunoterapia isoladamente.

A cirurgia pode ser feita após a quimioterapia ou quimiorradiação, se a imagem mostra que o tumor diminuiu e pode ser completamente removido cirurgicamente.

Tratamento do câncer metastático

O câncer de pâncreas, muitas vezes se dissemina primeiramente para o abdome e fígado. Também pode se disseminar para os pulmões, ossos, cérebro e outro órgãos.

Esses tumores já estão muito disseminados para serem removidos cirurgicamente. Mesmo quando os exames de imagem mostram que a disseminação é apenas para uma parte do corpo, deve ser considerado que pequenos grupos de células cancerígenas já atingiram outros órgãos.

A quimioterapia é o principal tratamento para esses tipos de câncer. Às vezes, pode reduzir ou retardar o crescimento deste tumores durante um tempo, aumentando a sobrevida do paciente.

O medicamento mais utilizado é a gemcitabina, que pode ser administrada sozinha ou em combinação com outros medicamentos, como paclitaxel ligado a albumina, erlotinibe ou  capecitabina.

Outra opção, principalmente para pacientes com bom estado de saúde geral, é a combinação dos medicamentos quimioterápicos denominados FOLFIRINOX, composto por 4 medicamentos: 5-FU, leucovorina, irinotecano e oxaliplatina. Este tratamento aumenta a sobrevida se comparado com a administração de gemcitabina isoladamente, embora tenha efeitos colaterais mais importantes.

Em certos casos, a imunoterapia também pode ser uma opção para pacientes com bom estado de saúde geral.

Outros tratamentos, também, podem ser realizados ​​para prevenir ou aliviar os sintomas da doença. Por exemplo, a radioterapia ou bloqueio nervoso pode ser feito para aliviar a dor associada à doença ou pode ser inserido um stent para manter o canal biliar aberto.

Como os tratamentos atuais não respondem bem para muitos pacientes, pode ser considerada a participação em um estudo clínico com novos medicamentos.

Recidiva

Se o câncer progredir (durante o tratamento) ou recidivar (após o tratamento), as opções de tratamento dependerão do local da recidiva, dos tratamentos já realizados e do estado de saúde geral do paciente.

A recidiva do câncer de pâncreas ocorre com mais frequência para o fígado, mas também podem ser aos pulmões, ossos ou outros órgãos. Quando o câncer de pâncreas recidiva pode ser tratado essencialmente da mesma forma como um câncer metastático. Isso provavelmente inclui químio, se o paciente puder tolerar. Caso contrário, diferentes medicamentos quimioterápicos podem ser tentados, muitas vezes junto com a terapia alvo. A imunoterapia também pode ser útil em alguns casos de recidiva da doença. Outros tratamentos, como radioterapia ou a colocação do stent podem ser realizadas para prevenir ou aliviar os sintomas da doença.

Se a doença progredir durante a quimioterapia, outro tipo de medicamento quimioterápico pode ser tentado se o paciente tiver um bom estado de saúde geral.

Em algum momento, pode ficar claro que os tratamentos convencionais não estão mais controlando a doença. Se você quiser continuar recebendo tratamento, pode optar por participar de um estudo clínico para o câncer de pâncreas com novos tratamentos e opções de medicamentos

Câncer da ampola de Vater

A ampola de Vater é a área em que o ducto pancreático e o ducto biliar comum desembocam no duodeno. Um tumor localizado neste local, denominado câncer da ampola de Vater, pode se iniciar no ducto pancreático, no duodeno ou no ducto biliar comum.

Esse tipo de câncer frequentemente provoca sintomas precoces, como icterícia, por isso, muitas vezes, são diagnosticados quando ainda são ressecáveis. A cirurgia com a técnica de Whipple é, muitas vezes, bem sucedida no tratamento destes cânceres em estágio inicial. A quimiorradiação pós-operatória é recomendada.

Os cânceres da ampola de Vater avançados são tratados como câncer de pâncreas.

Fonte: American Cancer Society (21/03/2019)



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