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Tratamento do Câncer de Mama durante a Gravidez

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 25/07/2020


Se você é diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez, suas opções terapêuticas serão mais complexas porque você quer receber o melhor tratamento para sua doença, enquanto também quer proteger o bebê. O tipo e o momento do tratamento precisarão ser planejados cuidadosamente e coordenados entre o radiooncologista e o obstetra.

O objetivo ao tratar uma mulher grávida com câncer de mama é o mesmo de tratar uma mulher não grávida; curar o câncer sempre que possível ou controlá-lo e evitar que se dissemine se não puder ser curado. Mas com uma preocupação extra que é proteger o feto em crescimento, o que pode tornar o tratamento mais complicado.

Tratando o câncer de mama durante a gravidez

As mulheres grávidas podem fazer o tratamento do câncer de mama, embora os tipos de tratamento usados e o momento do tratamento possam ser influenciados pela gravidez. Se você está grávida e foi diagnosticada com câncer de mama, as recomendações para o tratamento dependerão de:

  • Tamanho do tumor.
  • Localização do tumor.
  • Se a doença está disseminada.
  • Tempo de gravidez.
  • Estado de saúde geral da paciente.
  • Preferências pessoais da paciente.

A cirurgia para o câncer de mama geralmente é segura durante a gravidez. A quimioterapia parece ser segura para o bebê se realizada quanto mais avançada a gravidez, mas não é tão segura no início. Outros tratamentos como hormonioterapia, terapia alvo e radioterapia são mais propensos a prejudicar o bebê e geralmente não são realizados ​​durante a gravidez.

As escolhas de tratamento podem se tornar complexas se houver um conflito entre o melhor tratamento para a mãe e o bem-estar do bebê. Por exemplo, se uma mulher é diagnosticada com câncer de mama no início da gravidez e precisa de quimioterapia imediatamente, pode ser aconselhada a pensar em interromper a gravidez. Se você está grávida e tem câncer de mama, você pode ter escolhas difíceis a fazer, então certifique-se de conhecer todas as suas opções antes de tomar qualquer decisão. Nesse momento, devem compor sua equipe multidisciplinar seu obstetra, o oncologista, um mastologista e um psicólogo, para ajudar a lhe dar o apoio emocional que você precisa.

Alguns estudos mais antigos mostraram que interromper uma gravidez para oferecer um melhor  tratamento contra o câncer não melhorou o prognóstico de uma mulher. Embora existam falhas nesses estudos, o término da gravidez não é mais rotineiramente indicado quando o câncer de mama é diagnosticado. Ainda assim, esta opção pode ser discutida ao se olhar para todas as opções de tratamento disponíveis, especialmente para um câncer agressivo que pode precisar de um tratamento imediato, como o câncer de mama inflamatório.

Cirurgia do câncer de mama durante a gravidez

A cirurgia para câncer da mama e dos linfonodos próximos é uma parte importante do tratamento para qualquer mulher com câncer de mama inicial e geralmente é segura durante a gravidez.

As opções para a cirurgia do câncer de mama podem incluir:
Mastectomia.
L
umpectomia ou cirurgia conservadora da mama.

A mastectomia é usada mais frequentemente para mulheres grávidas com câncer de mama porque a maioria das mulheres que fazem a cirurgia conservadora da mama precisam de radioterapia posteriormente. A radiação pode afetar o bebê se for realizada durante a gravidez, portanto não deve ser administrada antes do parto. Mas atrasar a radioterapia por muito tempo poderá aumentar a chance de recidiva da doença.

Se o câncer for diagnosticado no terceiro trimestre, a cirurgia conservadora de mama pode ser uma opção porque haverá pouca ou nenhuma demora para a radioterapia, principalmente se a quimioterapia for planejada para após a cirurgia.

Estudo dos linfonodos para verificar a disseminação da doença

Além de retirar o tumor na mama, um ou mais linfonodos axilares também precisam ser removidos para verificar a disseminação da doença. Uma maneira de fazer isso é a dissecção dos linfonodos axilares. Outro procedimento, é a biópsia do linfonodo sentinela, mas essa opção depende do estágio da gravidez, pois utiliza rastreadores radioativos e um corante azul para identificar os linfonodos com maior probabilidade de conter as células cancerígenas. Embora a biópsia do linfonodo sentinela permita a retirada de menos linfonodos, existe a preocupação sobre os efeitos no feto. Em função dessas preocupações, essa técnica só é indicada quando a gravidez estiver mais avançada.

Anestesia durante a gravidez

A cirurgia para câncer de mama geralmente apresenta poucos riscos para o bebê. Mas existem certas momentos da gravidez em que a anestesia pode ser mais arriscada para o bebê.

O cirurgião e o anestesista, junto com o obstetra, decidirão o melhor momento durante a gravidez para fazer a cirurgia. Juntos, os médicos irão decidir quais medicamentos e anestésicos são as mais seguros tanto para a paciente quanto para o bebê.

Tratamento após a cirurgia

Dependendo do estadiamento da doença, você pode precisar de outros tratamentos, como quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e/ou terapia alvo após a cirurgia para diminuir o risco de recidiva da doença. Isso é denominado tratamento adjuvante, que em alguns casos, pode ser adiado até o parto.

  • Quimioterapia

A quimioterapia pode ser realizada após a cirurgia (tratamento adjuvante) para alguns estágios iniciais do câncer de mama. Também pode ser realizada isoladamente para cânceres mais avançados.

A quimioterapia não é administrada durante os primeiros 3 meses da gravidez. Como a maioria dos órgãos internos do bebê se desenvolve durante esse período, a segurança da quimioterapia não foi estudada no primeiro trimestre. O risco de aborto espontâneo é maior durante esse período.

Por muitos anos, pensou-se que qualquer quimioterapia era nociva ao feto, independente da fase da gravidez em que fosse administrada. Mas vários estudos mostraram que o uso de determinados medicamentos quimioterápicos durante o segundo e terceiro trimestre não aumenta o risco de defeitos de nascimento. Os pesquisadores ainda não sabem se essas crianças terão efeitos no longo prazo.

Se você tem câncer de mama em estágio inicial e precisa de químio após a cirurgia (quimioterapia adjuvante), ela será adiada até pelo menos o segundo trimestre da gravidez. Se você já está no terceiro trimestre quando o câncer é diagnosticado, a químio pode ser adiada até o nascimento do bebe. Em alguns casos, o parto pode ser induzido em algumas semanas. Estes mesmos esquemas de tratamento podem ser utilizados ​​para mulheres com câncer de mama avançado.

A quimioterapia geralmente não é indicada após 35 semanas de gravidez ou dentro de 3 semanas do parto porque pode diminuir a taxa das células sanguíneas da mãe. Isso pode provocar hemorragia e aumentar as chances de infecção durante o parto.

Tratamentos que devem aguardar até o parto

Alguns tratamentos contra câncer de mama podem prejudicar o bebê e não são seguros para serem realizados durante a gravidez. Se esses tratamentos são necessários, geralmente são programados para depois do nascimento do bebê.

Radioterapia. É frequentemente realizada após a cirurgia conservadora da mama para reduzir o risco da recidiva da doença. As altas doses de radiação usadas podem prejudicar o bebê a qualquer momento durante a gravidez. Isso pode provocar aborto espontâneo, defeitos congênitos, crescimento fetal lento ou maior risco de câncer infantil. Por isso, os médicos não indicam radioterapia durante a gravidez. Para algumas mulheres cujo câncer é diagnosticado mais tarde na gravidez, pode ser possível fazer uma mastectomia durante a gravidez e esperar até que o bebê nasça para fazer a radioterapia. Mas essa abordagem de tratamento ainda não foi bem estudada. Esperar muito tempo para iniciar a radioterapia pode aumentar a chance de recidiva da doença.

Hormonioterapia. A terapia hormonal é frequentemente realizada como tratamento adjuvante após a cirurgia ou como tratamento para o câncer de mama avançado em mulheres com câncer de mama receptor hormonal positivo (RE+ ou RP+). Os medicamentos utilizados incluem o tamoxifeno, anastrozol, letrozol e exemestano. A hormonioterapia não deve ser realizada durante a gravidez porque pode afetar o feto e não deve ser iniciada até que a paciente dê à luz.

Terapia alvo. Os medicamentos que têm como alvo a proteína HER2, como trastuzumabe, pertuzumabe, ado-trastuzumabe emtansina e lapatinibe, são uma parte importante do tratamento de câncer de mama HER2+. Com base em estudos realizados e relatos de mulheres tratadas durante a gravidez, nenhum desses medicamentos é considerado seguro para o feto se administrado durante a gravidez. O everolimus e o palbociclibe também são terapias alvo que podem ser usadas junto com a hormonioterapia no tratamento do câncer de mama avançado. Mas, também não são seguras para uso durante a gravidez.

Amamentação durante o tratamento

A maioria dos médicos recomenda que as mulheres que acabaram de ter bebês e que estão prestes a serem tratadas contra o câncer de mama devem parar (ou não iniciar) a amamentação.

Se a cirurgia da mama for planejada, parar a amamentação ajuda a reduzir o fluxo de sangue para as mamas e as torna menores, facilitando a cirurgia. Também ajuda a reduzir o risco de infecção na mama e pode evitar que o leite materno seja coletado em biópsias ou ressecções cirúrgicas.

Muitos medicamentos quimioterápicos, hormônios e terapias alvo podem chegar ao leite materno e serem dessa maneira consumidos pelo bebê, desse modo não é recomendada a amamentação durante a quimioterapia, hormonioterapia ou terapia alvo.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/09/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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