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Tratamento de câncer no Hospital Guilherme Álvaro vai parar na Justiça

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/09/2017 - Data de atualização: 13/09/2017


A dona de casa Maria Imaculada Salgado Nascimento viu a expectativa de cura contra o segundo câncer em menos de três anos diluir-se nos corredores judiciais. Para ter direito ao tratamento oncológico sem que falte nenhum medicamento, no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, ela precisou consultar um advogado. 

Um mandado de segurança é agora a esperança para reverter a piora de um quadro clínico, quando a expectativa era de melhora. A suspeita dos familiares é de falhas no tratamento. 

Maria Imaculada já estava na quarta das seis sessões de quimioterapia quando sua filha, a enfermeira Raquel Guimarães Matos, percebeu algo fora do comum. "Apenas em duas ocasiões foram usados todos os medicamentos receitados pelo médico. Ora faltou um, ora foi o outro”.

Ela afirma que duas sessões foram realizadas sem os remédios taxol e carboplatina – ambas drogas utilizadas para inibir a multiplicação de células cancerígenas no organismo. "A enfermeira (do HGA responsável pela aplicação da quimioterapia) disse não saber porque tanta pressa da médica, pois nem medicamento tinha”, desabafa.

A justificativa dada pela direção do Guilherme Álvaro para a falta dos remédios, segundo Raquel, foi o atraso na remessa por parte dos fornecedores. "A gravidade dessa situação é que o tratamento deve ser feito com os dois medicamentos. Não adianta fazer com um só”, diz a enfermeira.

Segundo o oncologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Hakaru Tadokoro, a falta de uma dessas drogas pode afetar a recuperação do paciente. "O tratamento exige os dois remédios. Faltando um ou outro, o resultado é ruim. Isso porque (o paciente) não estaria sendo tratado (do câncer)”, explica.

Piora do quadro
A vida de Maria Imaculada sofreu uma reviravolta no final de 2014, ocasião que uma biópsia confirmou um câncer primário na mama direita. Foram quase oito meses de tratamento intensivo. "Realizamos todos os exames laboratoriais e de imagem. Não apareceu nenhuma célula cancerígena”, recorda Raquel.

Dois anos depois, um nódulo na cervical, no lado esquerdo, abaixo do pescoço, fez reviver o drama que a dona de casa acreditava superado. Ela teve uma recidiva – o reaparecimento do câncer, após o período de cura. "Foi dado, então, início ao tratamento. Minha mãe estava na fase final, quando em junho começou a ser submetida às sessões de quimioterapia”, diz Raquel.

A suspeita de deficiência no tratamento foi despertada após exames confirmarem o inesperado: o nódulo no pescoço de Maria Imaculada não regrediu. E pior, a célula cancerígena multiplicou-se pelo corpo. "Espalhou-se pelo pescoço, mama esquerda, tem um pequeno nódulo no pulmão e três no fígado. É muito grave. Não teve resposta por não ser feito o tratamento de forma correta”.

Raquel sustenta que a falta de medicamento acelerou o avanço da doença no organismo. Ela afirma que o tratamento vai recomeçar do zero, apesar dos fortes efeitos colaterais provocados pela quimioterapia. "E mesmo assim não há a segurança de ter esse medicamento”. 

Ministério Público também será acionado
Além de procurar a Justiça para ter a listagem completa de remédios do tratamento de câncer, a enfermeira Raquel Guimarães Matos acionou o Ministério Público Estadual (MPE). Ela juntou novos exames e laudos médicos que comprovam o avanço da doença de sua mãe em uma representação protocolada na promotoria de São Vicente, local de sua residência.

Ela espera que uma Ação Civil Pública seja instaurada para investigar eventuais faltas de medicamento no Guilherme Álvaro de referência regional no tratamento oncológico. "Se faltou (a medicação) para minha mãe, faltou para os demais pacientes. É revoltante”.

Raquel questiona também a ausência de dispositivos legais que garantam que os medicamentos não faltem no estoque. "Na licitação (para a compra das drogas) deveria constar a obrigação para as empresas fazerem a pronta entrega desses remédios”.

Em entrevista à Agência Brasil, a advogada especializada em direitos do consumidor na área de saúde, Danielle Bitetti, esclarece que existe prioridade no atendimento da Justiça a pacientes com câncer. A decisão provisória (liminar) do judiciário é obtida em no máximo 48 horas após a distribuição da ação. 

Outro lado
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informa ter aberto uma sindicância referente ao atendimento de Maria Imaculada. "Se forem constatadas quaisquer falhas ou irregularidades, os profissionais deverão receber as sanções previstas em lei e o caso será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina e demais órgãos competentes”, sustenta.

A pasta diz ainda que a paciente continuará o tratamento com medicamento similar ao taxol. Sustenta também que a empresa fornecedora do remédio (Accord Farmacêutica Ltda.) foi multada pelo Estado por descumprimento dos prazos de entrega do medicamento, conforme publicação no Diário Oficial.

Fonte: A Tribuna

As opiniões contidas nos artigos assinados pelos nossos colunistas refletem unicamente a opinião do autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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