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Tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) em Crianças

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/08/2013 - Data de atualização: 19/05/2017


Quando a leucemia é diagnosticada, geralmente há cerca de 100 bilhões de células leucêmicas no corpo. Destruir 99,9% dessas células, durante o tratamento de indução de 1 mês é suficiente para alcançar uma remissão, mas ainda deixa cerca de 100 milhões de células, que também devem ser destruídas. Um esquema de tratamento de consolidação intensivo de 1 a 2 meses e cerca de 2 anos de manutenção com quimioterapia ajuda a destruir as células cancerígenas remanescentes.

O principal tratamento para crianças com leucemia linfoide aguda (LLA) é a quimioterapia, que é normalmente dividida em três fases:

  • Indução

O objetivo da quimioterapia de indução é alcançar a remissão. Isto significa que as células leucêmicas não sejam mais encontradas em amostras da medula óssea e as contagens de sangue voltem ao normal. A remissão não é necessariamente a cura.

Mais de 95% das crianças entram em remissão após 1 mês de tratamento. O primeiro mês de tratamento é bastante intenso e requer visitas frequentes ao médico. Seu filho pode passar um tempo no hospital, porque podem ocorrer intercorrências como infecções ou outras complicações. É muito importante tomar todos os medicamentos prescritos.

As crianças do grupo de risco médio muitas vezes recebem três medicamentos no primeiro mês de tratamento. Estes incluem L-asparaginase, vincristina e um esteroide. Um quarto quimioterápico da classe das antraciclinas é também adicionado para as crianças do grupo de alto risco. Outros medicamentos que podem ser utilizados são o metotrexato e a 6-mercaptopurina.

Quimioterapia Intratecal. Todas as crianças também precisam receber a quimioterapia no líquido cefalorraquidiano para destruir as células leucêmicas que podem ter se espalhado para o cérebro e medula espinhal. Este tratamento, conhecido como quimioterapia intratecal, é administrado através de uma punção lombar. Geralmente é realizado duas vezes, durante o primeiro mês e de 4 a 6 vezes durante os próximos 1 ou 2 meses. Em seguida, é repetido com menos frequência durante a consolidação e manutenção. Geralmente a quimioterapia intratecal é realizada com metotrexato. A hidrocortisona e a citarabina podem ser adicionadas, particularmente em crianças do grupo de alto risco.

Um possível efeito colateral da quimioterapia intratecal são convulsões durante o tratamento, que podem acontecer em algumas crianças. As crianças que apresentam convulsões são tratadas com medicamentos específicos como medida preventiva.

  • Consolidação

A fase de consolidação é geralmente mais intensa. A quimioterapia é administrada durante 1 a 2 meses. Nesta fase a quantidade de células leucêmicas no corpo é diminuída. Vários medicamentos quimioterápicos são combinados para ajudar a impedir que as células leucêmicas remanescentes se tornem resistentes. A terapia intratecal, como descrita acima, continua neste momento.

As crianças do grupo de risco padrão são tratadas normalmente com medicamentos como o metotrexato e 6-mercaptopurina ou 6 tioguanina. Vincristina, L-asparaginase e prednisona podem também serem adicionadas.

As crianças do grupo de alto risco geralmente recebem um esquema quimioterápico mais intenso. Medicamentos adicionais, como L-asparaginase, doxorrubicina, etoposido, ciclofosfamida, e citarabina, são frequentemente utilizados. Pode ser administrado um segundo ciclo de quimioterapia intenso com os mesmos medicamentos.

As crianças com o cromossomo Filadélfia positivo podem se beneficiar da adição de um medicamento alvo, como o imatinibe ou com o transplante de medula óssea.

  • Manutenção

Se a leucemia permanece em remissão após a indução e consolidação, a terapia de manutenção pode ser iniciada. A maioria dos esquemas de tratamento usa diariamente o 6-mercaptopurina e semanalmente o metotrexato, via oral, muitas vezes associado com vincristina, que é administrada por via intravenosa, e um esteroide (prednisona ou dexametasona). Estes dois últimos são administrados por períodos curtos a cada 4 a 8 semanas. Outras drogas podem ser adicionadas dependendo do tipo de leucemia e do risco de recidiva.

Durante os primeiros meses da manutenção, a maioria dos tratamentos incluem 1 ou 2 tratamentos de repetição intensificada semelhantes à indução inicial. Estas intensificações de 4 semanas são chamadas de re-indução ou intensificação atrasada.

Algumas crianças com maior risco podem receber quimioterapia de manutenção mais intensiva e a terapia intratecal.

A duração total do tratamento (indução, consolidação e manutenção) para a maioria dos esquemas de tratamento é de 2 a 3 anos.

Tratamento da Doença Residual


Os esquemas de tratamento podem ser alterados se a doença não entrar em remissão durante a indução ou a consolidação. O médico investigará a medula óssea da criança logo após o início do tratamento para ver se a leucemia está em remissão. Se não estiver, o tratamento pode ser intensificado ou prolongado.

Tratamento da Recidiva


Se a doença persistir ou recidivar durante ou após o tratamento, a criança provavelmente será tratada novamente com quimioterapia. Grande parte da estratégia de tratamento depende de quão rapidamente a leucemia retornou após o primeiro tratamento. Se a recidiva ocorrer após um longo intervalo de tempo, os mesmos medicamentos podem ainda ser eficazes, de modo que o mesmo tratamento ou similar pode ser realizado para tentar obter uma segunda remissão.

Se o intervalo de tempo for curto, será necessário um tratamento quimioterápico mais agressivo. Os medicamentos mais utilizados são vincristina, L-asparaginase, antraciclinas, ciclofosfamida, citarabina e epipodofilotoxinas. A criança também receberá um esteroide e quimioterapia intratecal.

Para as crianças que recidivam em 6 meses após o início do tratamento ou para crianças com leucemia de células T, o transplante de células tronco pode ser considerado. Os transplantes podem também ser realizados em outras crianças que tiveram recidiva após o segundo ciclo de quimioterapia.

Algumas crianças têm recidiva extramedular, o que significa que as células leucêmicas são encontradas em outra parte do corpo, como no fluido espinal ou nos testículos, mas não são detectáveis na medula óssea. Além de quimioterapia intensiva, as crianças com disseminação no fluido espinal podem receber uma quimioterapia intratecal mais intensa, às vezes, com radioterapia do cérebro e da medula espinhal. Os meninos com recidiva em um testículo podem fazer radioterapia na região, e em alguns casos o testículo afetado pode ser removido cirurgicamente.

Se a leucemia linfoide aguda não regredir completamente ou recidivar após o transplante, pode ser muito difícil de ser tratada. Para algumas crianças, os novos medicamentos de imunoterapia podem ser úteis.

Cromossomo Filadélfia


Para crianças com o cromossomo Filadélfia ou outras alterações genéticas de alto risco, a quimioterapia padrão pode não ser tão eficaz. O transplante de células estaminais pode ser indicado se o tratamento de indução provocar a remissão e existir um doador compatível.

As terapias alvo, como o imatinibe e o dasatinibe irão destruir as células leucêmicas que tenham o cromossomo Filadélfia. Estes medicamentos são administrados por via oral. A adição desses medicamentos à quimioterapia parece potencializar os resultados, de acordo com os estudos iniciais.

Fonte: American Cancer Society (03/02/2016)


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