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Cirurgia para Câncer de Vesícula Biliar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/06/2013 - Data de atualização: 04/02/2017


Existem dois tipos de procedimentos cirúrgicos para o câncer de vesícula biliar: a cirurgia potencialmente curativa e a paliativa.

Cirurgia Potencialmente Curativa. É realizada quando os exames de imagem ou os resultados de cirurgias anteriores mostram que existe uma boa chance do cirurgião retirar todo o tumor. Os tumores podem ser descritos como ressecáveis, quando podem ser completamente removidos por cirurgia, e irressecáveis, aqueles que se disseminaram para outros órgãos ou são muito difíceis de serem completamente retirados por cirurgia. Infelizmente, apenas uma pequena parte dos cânceres de vesícula biliar é ressecável quando é diagnosticado.

Cirurgia Paliativa. É realizada para aliviar sintomas como dor ou prevenir complicações, como obstrução das vias biliares, em casos em que o tumor está muito disseminado para ser removido completamente.

A cirurgia do câncer de vesícula biliar pode ter importantes efeitos colaterais e, dependendo de sua extensão podem ser necessárias várias semanas para a recuperação. Pacientes cujo câncer não pode ser curado devem ponderar os prós e contras da cirurgia ou de outros tratamentos que exigem um longo tempo de recuperação. É sempre importante compreender o objetivo de qualquer cirurgia para o câncer de vesícula biliar, seus riscos e benefícios, bem como se a cirurgia é susceptível de afetar sua qualidade de vida.

Laparoscopia de Estadiamento

Muitas vezes, quando se suspeita de câncer de vesícula biliar, o cirurgião fará uma laparoscopia antes de qualquer outra cirurgia, com o objetivo de determinar até que ponto o tumor se disseminou e se pode ser ressecado. A laparoscopia pode permitir que o cirurgião visualize áreas de câncer que não foram vistas nos exames de imagem.

Neste procedimento, o médico visualiza o interior do abdome com o auxílio do laparoscópio para verificar se existe disseminação da doença. Se o câncer é ressecável, a laparoscopia pode ajudar a planejar a cirurgia para remoção do tumor.

Colecistectomia Simples

A colecistectomia consiste na retirada da vesícula biliar. Se apenas a vesícula biliar é removida, a cirurgia é denominada colecistectomia simples.

Este procedimento é geralmente utilizado para retirar a vesícula biliar devido a cálculos biliares, no entanto não é realizado para tratar câncer de vesícula biliar.

Os cânceres de vesícula biliar muitas vezes são diagnosticados acidentalmente, após uma colecistectomia ou outro procedimento, como cálculos biliares. Se o tumor for diagnosticado em estágio inicial (T1a) deve ser completamente removido. Se existe uma chance de disseminação para além da vesícula biliar, é indicada a realização de uma cirurgia mais extensa.

A colecistectomia simples pode ser realizada de duas maneiras:

  • Colecistectomia Laparoscópica. É a forma mais comum de remover a vesícula biliar para doenças benignas, como problemas de cálculos biliares. Nesta técnica é utilizada um laparoscópio, tubo fino e flexível com uma pequena câmara de vídeo na extremidade, que é inserido através de uma pequena incisão no abdome. Instrumentos cirúrgicos auxiliares são inseridos através de várias outras pequenas incisões para retirar a vesícula biliar.

  • Colecistectomia Aberta. Neste procedimento, o cirurgião retira a vesícula biliar por meio de uma incisão na parede abdominal. Este método é às vezes utilizado, para cálculos biliares, podendo em alguns casos levar ao diagnóstico de um câncer de vesícula biliar. Mas se a suspeita de um câncer de vesícula biliar for anterior à cirurgia, os médicos preferem fazer uma colecistectomia radical.

Colecistectomia Radical


Muitas vezes para evitar uma recidiva da doença é preciso realizar uma cirurgia mais extensa, denominada colecistectomia radical, que é feita na maioria dos casos de câncer de vesícula biliar.

A extensão dessa cirurgia depende da localização do tumor e sua disseminação. No mínimo, numa colecistectomia radical são retirados a vesícula biliar, parte do fígado e todos os gânglios linfáticos próximos. Se o cirurgião perceber que é necessário e o paciente estiver em boas condições de saúde geral, pode também ser retirados um ou mais dos seguintes órgãos:

  • Um lobo inteiro do fígado.
  • Ducto biliar comum.
  • Parte ou todo o ligamento entre o fígado e os intestinos.
  • Gânglios linfáticos próximos ao pâncreas e de vasos sanguíneos que nutrem a maior parte do intestino delgado e pâncreas.
  • Pâncreas.
  • Duodeno.
  • Outras áreas de órgãos, onde a doença se espalhou.

Possíveis Riscos e Efeitos Colaterais


Os riscos e os efeitos colaterais da cirurgia dependem em grande parte da quantidade de tecido retirado e do estado geral de saúde do paciente antes da cirurgia. Toda cirurgia acarreta alguns riscos, incluindo a possibilidade de hemorragia, infecções, complicações anestésicas e pneumonia.

A colecistectomia laparoscópica é o procedimento menos invasivo e tem menos efeitos colaterais. A maioria dos pacientes sentirá dor nas incisões por alguns dias após a cirurgia, a que poderá ser controlada com medicamentos analgésicos. A incisão é maior na colecistectomia aberta, o que acarreta tempo maior para a recuperação.

A colecistectomia radical é uma cirurgia maior onde podem ser retirados vários órgãos. Isso pode ter um efeito significativo na recuperação cirúrgica. Como a maior parte dos órgãos estão envolvidos na digestão, a alimentação poderá ser um problema durante algum tempo após o procedimento.

Fonte: American Cancer Society (05/02/2016)


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