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Cirurgia para Câncer de Pênis

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/12/2012 - Data de atualização: 10/08/2018


A cirurgia é o tratamento mais comum para todos os estágios do câncer de pênis. Se a doença for diagnosticada em estágio inicial, o tumor pode, muitas vezes, ser tratado sem que seja necessária a remoção do pênis. O cirurgião discutirá com o paciente as opções de tratamento que oferecem a melhor chance de cura, de modo a preservar o máximo possível o órgão.

Os tipos de cirurgia utilizados no tratamento do câncer de pênis são:

  • Circuncisão. Neste procedimento é retirado o prepúcio e parte da pele ao redor. A circuncisão também é realizada para remover o prepúcio antes do tratamento radioterápico, uma vez que a radioterapia pode causar inchaço e estreitamento do prepúcio, levando a outros problemas.

  • Excisão simples. Neste procedimento, o tumor é retirado junto com o tecido normal adjacente. Se o tumor for pequeno, a pele remanescente é suturada. Este procedimento é similar a uma biópsia excisional. Em uma excisão local mais ampla, o tumor é retirado junto com uma margem de tecido normal adjacente para garantir que não restaram células cancerígenas. Se a quantidade de pele remanescente for insuficiente para cobrir toda a área, pode ser realizado um enxerto de pele a partir de outra parte do corpo.

  • Cirurgia de Mohs. Na técnica de Mohs, o cirurgião retira a camada de pele que o tumor possa ter invadido e verifica a amostra sob um microscópio de imediato. Se contiver doença na amostra, outra camada é retirada e examinada. Este processo é repetido até que as amostras de pele estejam livres de células cancerígenas. Este processo é lento, mas significa que mais tecido normal, próximo ao tumor pode ser preservado, possibilitando um melhor aspecto e função após a cirurgia. Este procedimento é realizado para condições pré-cancerosas e para alguns tipos de câncer que não se desenvolveram nas camadas mais profundas do pênis.

  • Glansectomia. Se o tumor for pequeno e estiver localizado apenas na glande, parte ou sua totalidade pode ser removida. Enxertos de pele podem ser usados para reconstruir a glande após a cirurgia.

  • Penectomia parcial ou total. Neste tipo de cirurgia, o cirurgião retira parte ou a totalidade do pênis. É a forma mais comum e mais eficaz para tratar um câncer de pênis. O objetivo é retirar todo o tumor. Este procedimento é denominado penectomia parcial se apenas a parte mais distal do pênis é retirado. Na penectomia total todo o pênis é retirado, incluindo as raízes que se estendem até a pelve. Neste procedimento, o cirurgião cria uma nova abertura para a urina, que é denominada uretrostomia perineal. A micção pode ainda ser controlada porque o esfíncter (válvula) na uretra é preservado, no entanto, o homem terá que se sentar para urinar. Para tumores avançados, às vezes, o pênis é removido juntamente com o escroto (e testículos). Esta cirurgia é denominada castração, por remover a principal fonte natural do hormônio masculino testosterona. Os homens que fazem este procedimento deve usar uma versão artificial do hormônio para o resto da vida.

Qualquer um destes procedimentos pode afetar a autoimagem do homem, bem como sua capacidade de manter relações sexuais. Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Vivendo com Câncer de Pênis.

Cirurgia dos gânglios linfáticos

Nos casos onde o tumor se desenvolveu nas camadas mais profundas do pênis (estágio T2 ou superior), é necessária a retirada de alguns gânglios linfáticos próximos para verificar a disseminação da doença.

  • Biópsia do linfonodo sentinela. Esta cirurgia identifica se os gânglios linfáticos da virilha contêm a doença sem que todos os linfonodos sejam retirados. É frequentemente realizada quando os linfonodos não estão aumentados e existe uma chance da doença ter atingido os mesmos. Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Biópsia e Citologia das Amostras.

  • Linfadenectomia inguinal. Muitos pacientes com câncer de pênis apresentam aumento de tamanho dos gânglios linfáticos da virilha quando diagnosticados. Entretanto, estes linfonodos só devem ser retirados se contiverem células cancerígenas. Em muitos casos, o inchaço é devido a uma infecção ou inflamação. Se os linfonodos se encontram nessas condições, os médicos administram rotineiramente antibióticos e aguardam algumas semanas após a cirurgia de retirada do tumor. Se o inchaço não desaparecer, é realizada a linfadenectomia inguinal para retirar os gânglios linfáticos.

  • Cirurgia do linfonodo pélvico. Se o câncer for encontrado em dois ou mais linfonodos inguinais, os linfonodos pélvicos também serão removidos e verificados. Isso pode ser feito no momento da retirada dos linfonodos ou posteriormente numa nova cirurgia. O risco de linfedema aumenta se esses linfonodos também forem removidos.

Efeitos colaterais da linfadenectomia. Os linfonodos da virilha são parte do sistema que normalmente drena o excesso de líquido das pernas para a corrente sanguínea. A remoção dos gânglios linfáticos pode causar linfedema. Entretanto, atualmente, poucos linfonodos da virilha são retirados, o que reduz a chance do linfedema ocorrer. Ainda assim, o linfedema pode ocorrer mesmo quando apenas um linfonodo ou os linfonodos de apenas uma região da virilha são removidos. Outros efeitos colaterais raros, como problemas de cicatrização, infecção e necrose, podem ocorrer após a linfadenectomia.

Fonte: American Cancer Society (25/06/2018)


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