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Transplante de Medula Óssea para Linfoma não Hodgkin em Crianças

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/09/2013 - Data de atualização: 28/05/2017


Um transplante de medula óssea pode às vezes ser realizado em crianças cujas chances de serem curadas são menores com a quimioterapia convencional ou mesmo intensiva. O transplante permite a administração de doses ainda maiores de quimioterapia do que uma criança normalmente poderia tolerar.

O transplante de medula óssea ou transplante de células estaminais envolve a coleta de células estaminais saudáveis para reabastecer a medula óssea do paciente. As novas células estaminais assumem a produção das células sanguíneas.

Em algumas circunstâncias, pode ser possível transplantar a medula óssea de outra parte do corpo do próprio paciente, isto é conhecido como transplante autólogo. Nestes casos, a medula óssea é tratada, de modo a ficar isenta de quaisquer células doentes antes de serem devolvidas ao paciente.

Tipos de Transplantes


Existem dois tipos principais de transplantes de células tronco, que diferem quanto a origem das células estaminais produtoras de sangue:

  • Transplante Autólogo

No transplante autólogo são utilizadas as próprias células-tronco da criança, que podem ser coletadas utilizando um dos métodos descritos acima. As células-tronco serão tratadas com altas doses de radiação ou quimioterapia para garantir que não existam células cancerígenas.

Se for realizado um transplante de medula óssea, será necessário retirar, com uma agulha, medula óssea, normalmente a partir do osso do quadril. O procedimento é de baixo risco, mas a área onde a agulha foi inserida pode ficar dolorida.

  • Transplante Alogênico

Se as células-tronco da própria criança não são adequadas para o transplante, será necessário ter um doador saudável, isto é conhecido como transplante alogênico.

O processo de coleta de células a partir de um dador saudável é semelhante a um transplante autólogo. Durante 4 dias, antes do procedimento, o doador receberá medicamentos que estimulam a produção de células-tronco no sangue. No quinto dia, é realizado um exame de sangue para verificar se já existe uma quantidade suficiente de células-tronco circulantes. Ele será ligado a uma máquina separadora de células, sem a necessidade de anestesia geral, para a coleta das células.

O sangue é removido através de uma veia do braço, passa através de uma máquina de filtragem para separar as células-tronco de outras células no sangue, e retorna ao corpo do paciente através de uma veia no outro braço.

A remoção de medula óssea do osso do quadril é feita usando uma agulha e seringa sob anestesia geral. Embora esta não seja uma operação cirúrgica, ficarão marcas da agulha na pele. Como pode haver algum desconforto no local onde a agulha foi inserida, o doador ficará hospitalizado por até 48 h para um período de recuperação.

Transplante de Medula Óssea?

Os transplantes são normalmente recomendados se:

  • O receptor do transplante tem um estado de saúde geral bom.
  • O doador é irmão (ã) do receptor, o que reduz as chances do transplante ser rejeitado ou de doença enxerto hospedeiro.
  • Não houve resposta a outras formas de tratamento ou considera-se que existe um risco elevado da doença recidivar se o transplante não for realizado.
  • Considerar se os benefícios do transplante superam os riscos.

            Importância do Tipo de Tecido

Todo o tecido humano tem um código genético e um padrão de proteínas da superfície celular que identifica a célula como sendo própria ou não, conhecido como antígeno de leucócitos humanos (HLA). Idealmente, o receptor deve receber o transplante de alguém com um código idêntico ou muito semelhante.

O código genético é herdado dos pais. Se o receptor tiver um irmão (ã) disposto a ser um doador, é necessário verificar se o código genético é o mesmo. Há uma chance em quatro de que cada irmão vai ter uma correspondência exata.

Se o tecido transplantado tiver um código genético diferente, o sistema imunológico do receptor pode considerá-lo como um objeto estranho e rejeitar o transplante.

Alternativamente, as células do tecido transplantado podem considerar o resto do corpo como um objeto estranho e começar a atacá-lo, levando à doença do enxerto hospedeiro.

            Exame Físico

Um exame físico completo é recomendado antes do transplante das células-tronco. O estado geral de saúde terá um papel importante na recuperação do paciente após o procedimento.

Como parte dos exames para verificação do estado geral de saúde pode ser realizados exames de rastreamento, para estudar a condição de órgãos, como fígado, coração e pulmões. Alguns dos medicamentos são utilizados no condicionamento e processo de recuperação podem ocasionalmente causar problemas em outros órgãos, por isso, é importante saber como eles estão funcionando antes da realização do transplante.

Após o transplante, o paciente estará mais propenso a infecções, nesse sentido é vital garantir que o paciente não tenha nenhuma infecção antes de iniciar o procedimento.

Se o paciente tiver alguma condição relacionada ao câncer, pode ser necessária a realização de uma biópsia, para saber se a doença está em remissão e se existe o risco de uma recidiva.

            Obtenção das Células-Tronco

Uma vez realizado o exame físico, será necessário realizar a coleta de células-tronco.

O método usual é retirar o sangue do corpo, separando as células-tronco de outras células e devolver o sangue.

Outra forma é mediante a coleta de células da medula, com o auxílio de uma agulha e seringa especial.

            Preparação para o Transplante

À medida que o paciente necessita receber vários medicamentos, como parte do processo de condicionamento, um cateter será inserido em uma veia próxima ao coração, para evitar a necessidade de ter que receber muitas injeções.

O processo de condicionamento envolve o uso de altas doses de quimioterapia e, possivelmente, radioterapia, por três razões:
  • Destruir a medula óssea existente e criar espaço para o tecido transplantado.
  • Destruir quaisquer células cancerígenas existentes.
  • Interromper a função do sistema imunológico para reduzir a chance de rejeição do transplante.

O processo de condicionamento normalmente leva de 4 a 7 dias. Você provavelmente terá que ficar no hospital durante todo o procedimento.

            O Transplante

O transplante pode ser normalmente realizado em 1 a 2 dias após o término do condicionamento. As células-tronco doadas são introduzidas ao corpo através de um acesso central. Esse processo leva cerca de 1 h para ser concluído.

            Período de Recuperação

Após o transplante, o paciente estará debilitado e pode ter falta de apetite, vômitos e diarreia. Para prevenir a desnutrição, receberá, via oral, nutrição, com fluídos de proteína.

A primeira fase da recuperação é esperar para que as células-tronco encontrem seu caminho para a medula óssea e comecem a produzir novas células do sangue, denominado enxerto. O enxerto normalmente acontece dentro de 15-30 dias após o transplante.

Enquanto o paciente aguarda o enxerto, terá de receber transfusões de sangue regulares, porque a quantidade de glóbulos vermelhos estará baixa. Ele também estará propenso a infecções devido ao número reduzido de glóbulos brancos. Portanto, ficará hospitalizado, e em um ambiente limpo de germes.

Após a realização do enxerto, o corpo começará a produzir células sanguíneas. Entretanto, ainda estará debilitado em função dos efeitos da quimioterapia.

O paciente ainda estará propenso a desenvolver uma infecção, pois pode levar muito tempo para seu sistema imunológico recupere sua força plena. Além disso, poderão ser receitados imunossupressores, para impedir a função do sistema imunológico, a fim de evitar a doença do enxerto hospedeiro.

Possíveis Efeitos Colaterais


Os possíveis efeitos colaterais do transplante de medula óssea são geralmente divididos em:

            Efeitos Colaterais a Curto Prazo

As complicações e efeitos colaterais são basicamente os mesmos provocados ​​pela quimioterapia de alta dose ou radioterapia e podem ser graves. Eles podem incluir:

  • Aumento do risco de infeção, fadiga e hemorragia, devido a diminuição das taxas sanguíneas.
  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Aftas.
  • Diarreia.
  • Perda de cabelo.

Um dos efeitos mais comuns e importante a curto prazo é o risco de infecções graves. Antibióticos são muitas vezes administrados para tentar evitar isso. Outros efeitos colaterais, como diminuição dos glóbulos vermelhos e plaquetas, podem exigir transfusões de sangue ou outros tratamentos.

            Efeitos Colaterais a Longo Prazo

Algumas complicações e efeitos colaterais podem durar por muito tempo ou podem não ocorrer até anos após o transplante. Estes podem incluir:

  • Doença enxerto hospedeiro.
  • Problemas cardíacos ou pulmonares.
  • Problemas na tireoide ou em outras glândulas.
  • Infertilidade.
  • Problemas ósseos ou de crescimento.
  • Desenvolvimento de outro câncer anos mais tarde, incluindo a leucemia.

A doença enxerto-versus-hospedeiro é uma das complicações mais graves do transplante alogênico de células-tronco. Isso acontece quando as células do sistema imunológico do doador atacam as células do paciente receptor. As partes do corpo mais frequentemente afetadas pela doença enxerto- hospedeiro incluem a pele, fígado e aparelho digestivo. Os sintomas podem incluir erupções cutâneas, diarreia, fraqueza, fadiga, feridas na boca, náusea e dores musculares. Se o fígado é afetado, pode levar a icterícia ou até mesmo a insuficiência hepática. A doença do hospedeiro também pode provocar danos pulmonares, levando a problemas respiratórios.

Importante. Antes do transplante converse com o médico do seu filho sobre os possíveis efeitos colaterais a longo prazo.

Fonte: American Cancer Society (27/01/2016)


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