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Teste genético evita quimioterapia desnecessária, mostra estudo brasileiro

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/08/2019 - Data de atualização: 20/08/2019


Muitas mulheres com câncer de mama são tratadas com quimioterapia sem necessidade. Essa foi a conclusão dos pesquisadores membros da Sociedade Brasileira de Mastologia após um estudo com 111 mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Pérola Byington, em São Paulo (SP), com tumores na fase inicial (entre 1 e 5 centímetros). O resultado do estudo, realizado em abril, foi apresentado no Congresso Brasileiro de Mastologia (RJ).

A constatação foi feita após os cientistas realizarem um teste genético, chamado Oncotype DX, que mostrou que 69,7% não precisariam da indicação de quimioterapia. “Isso significa que em quase 70% das vezes mudamos a conduta frente ao resultado do teste, deixando de realizar a quimioterapia”, conta o coordenador da pesquisa, o mastologista André Mattar, responsável pelo setor de Oncologia Clínica do Hospital Pérola Byington (SP).

Antes do teste genético, 109 mulheres tinham critérios clínicos para realizar a quimioterapia. Após o exame, o procedimento foi indicado para apenas 33. As outras receberam orientação para fazer hormonioterapia, um tratamento que bloqueia os receptores de hormônio, ajudando a diminuir a chance de o tumor voltar na mama afetada, na outra mama ou ainda de se espalhar. Normalmente, o tratamento é feito por 5 a 10 anos, sendo bem menos agressivo que quimioterapia. 

De acordo com André Mattar, responsável pelo setor de Oncologia Clínica do Hospital Pérola Byington, os resultados mostraram que a recomendação médica inicial de prescrever a quimioterapia poderá ser repensada. “A indicação é feita hoje para todas por conta da dificuldade de prever se o câncer irá evoluir ou não de forma agressiva. Ao detalhar o risco de agressividade do tumor de mama, o teste genético ajuda a identificar um tratamento mais individualizado, dependendo de cada caso, além de dar uma previsão sobre a resposta do câncer aos tratamentos. E quanto mais precoce o tratamento for iniciado, há mais chances de ser curável”, diz. 

Como funciona o teste
São vários os passos até que o teste genético Oncotype DX seja realizado. Primeiro, os médicos retiram parte do tecido da mama comprometida e enviam o material para um patologista, que faz a verificação das células cancerígenas. Confirmado o câncer, é realizada a cirurgia para a retirada do tumor. Só então é feito um diagnóstico para saber o tamanho exato e se os linfonodos (gânglios das mamas) estão ou não comprometidos. Depois é observado se as células cancerígenas do tumor têm alta capacidade de proliferação ou não. Se essa capacidade for negativa, o tumor é enviado para um laboratório na Califórnia, Estados Unidos, onde, enfim, o teste genético é realizado.

Lá, os especialistas fazem a análise genética e um software de alta tecnologia informa se é necessário ou não realizar a quimioterapia. “Ao detalhar o risco de agressividade do tumor de mama, o teste genético possibilitou uma previsão sobre a resposta do câncer aos tratamentos disponíveis e uma decisão terapêutica mais adequada para cada caso. Até então, tudo o que tínhamos eram os testes clínicos, mas havia possibilidade de dúvidas. E na dúvida são realizadas quimioterapias sem a real necessidade”, diz o médico. O especialista conta também que a eficácia da assertividade do teste já foi comprovada num estudo com 10 mil pacientes de diversos lugares do mundo. Foram disponibilizados 155 testes genéticos para pacientes tratados no Hospital Pérola Byington. O estudo contou ainda com a parceria do grupo Fleury. Além do Pérola Byington, o Hospital Santa Casa de São Paulo e o Instituto do Câncer de São Paulo também participaram dos testes. “O objetivo é mostrar ao governo que o investimento em exames desse tipo traz grandes ganhos à saúde da paciente com câncer, a fim de que seja disponibilizado pelo sistema público de saúde”, conta o especialista.

Prós e contras
Evitar que as pacientes façam quimioterapia significa poupá-las de efeitos colaterais devastadores, como fadiga, náuseas e queda de cabelo. Além dos custos indiretos como tempo de deslocamento até o hospital, internações, falta ao trabalho e possíveis sequelas do tratamento. O entrave é que o teste genético custa R$ 15 mil, não está disponível na rede pública e apenas algumas operadoras de saúde cobrem o procedimento. “É preciso que estudos econômicos sejam feitos para mostrar a relação de custo e efetividade para que o governo avalie e possa pagar pelo teste”, diz Mattar. Atualmente o custo do tratamento, incluindo a quimioterapia, em hospital privado é de cerca de R$ 35 mil. “O Hospital Perola Byington está fazendo um estudo de custo efetividade para entender melhor este custo no SUS. Os dados estarão prontos até o fim do ano”, diz o médico.

Fonte: Revista Crescer

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