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Terapia-alvo para tumores ósseos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/12/2012 - Data de atualização: 08/02/2022


À medida que os pesquisadores aprendem mais sobre as mudanças nas células que causam o câncer, eles têm sido capazes de desenvolver novos tipos de drogas que visam atacar receptores específicos. A terapia-alvo consiste justamente nesse tratamento, que ataca especificamente essas moléculas, que sabidamente estão envolvidas no crescimento e disseminação das células cancerígenas.

A terapia-alvo é especialmente importante em doenças como os cordomas e outros tipos de tumores ósseos, onde a quimioterapia não é muito útil.

Terapia-alvo para tumor ósseo

As terapias-alvo usadas no tratamento de alguns tipos de tumor ósseo são conhecidas como inibidores de quinase, que são proteínas na superfície da célula que, normalmente, transmitem sinais às células quanto ao seu crescimento. O bloqueio de determinadas quinases pode impedir ou retardar o crescimento de alguns tumores.

Esses medicamentos são usados ​​com mais frequência no tratamento de cordomas que se disseminaram ou recidivaram após o tratamento. Também podem ser usados no tratamento de condrossarcomas avançados.

Os inibidores de quinase usados no tratamento desses tumores ósseos incluem:

  • Imatinibe.
  • Dasatinibe.
  • Sunitinibe.
  • Erlotinibe.
  • Lapatinibe.
  • Sorafenibe.
  • Regorafenibe.
  • Pazopanibe.

Esses medicamentos são administrados por via oral, uma ou duas vezes ao dia.

Os efeitos colaterais desses medicamentos podem incluir diarreia, náuseas, dor muscular e fadiga. Alguns desses medicamentos podem provocar erupções cutâneas com coceira ou acúmulo de líquido ao redor dos olhos, pés ou abdômen.

Medicamentos que afetam as células ósseas

O denosumabe é um medicamento conhecido como inibidor de RANKL. Essa proteína normalmente informa os osteoclastos para destruir o osso, mas quando o denosumabe se liga a ele, essa ação é bloqueada. Em pacientes com tumor de células gigantes do osso, que recidivou após a cirurgia ou que não pode ser removido cirurgicamente, o denosumabe reduz o tamanho dos tumores por um tempo.

Esse medicamento é injetado por via subcutânea. No entanto, pode demorar meses para se perceber a redução do tumor.

A maioria dos efeitos colaterais é passageira, podendo incluir dores no corpo, fadiga, diarreia e náuseas. Um efeito raro, mas importante do denosumabe é a osteonecrose da mandíbula, que muitas vezes aparece como uma ferida aberta na mandíbula que não cicatriza. Isso pode provocar a perda de dentes ou de infecções no osso da mandíbula. O melhor tratamento ainda não está claro, além de interromper o denosumabe. Manter uma boa higiene oral, com uso de fio dental, escovação e check-ups dentários regulares ajudam a evitar a osteonecrose da mandíbula. A maioria dos médicos recomenda que os pacientes façam uma avaliação dentária antes de iniciar o tratamento.

Imunoterapia para tumor ósseo

Os imunoterápicos ajudam o próprio sistema imunológico do corpo a reconhecer e atacar as células cancerígenas.

          Pembrolizumabe

Uma função importante do sistema imunológico consiste na sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico.

O pembrolizumabe tem como alvo a proteína do ponto de verificação PD-1 nas células do sistema imunológico denominadas células T. Essa proteína normalmente impede que essas células ataquem outras células do corpo. Ao bloquear a PD-1, esse medicamento estimula a resposta imunológica contra as células cancerígenas, o que pode diminuir o tamanho de alguns tumores ou retardar seu crescimento.

Esse medicamento pode ser usado em pacientes com tumor ósseo avançado se as células cancerígenas tiverem determinados tipos de alterações genéticas.

O pembrolizumabe é administrado por infusão intravenosa, uma vez a cada três ou seis semanas.

Os possíveis efeitos colaterais do pembrolizumabe podem incluir sensação de cansaço ou fraqueza, tosse, náuseas, coceira, erupção cutânea, perda de apetite, dores musculares ou articulares, falta de ar e constipação ou diarreia.

Outros efeitos colaterais mais graves podem ocorrer, com menos frequência, como:

  • Reação à infusão. Alguns pacientes podem ter reação à infusão enquanto recebem o medicamento, similar a uma reação alérgica, o que pode incluir febre, calafrios, rubor facial, erupções cutâneas, coceira, tontura e problemas respiratórios.
  • Reação autoimune. Esses medicamentos agem basicamente removendo uma das proteções que impede o sistema imunológico de atacar outras partes do corpo Eventualmente, isso pode levar a problemas sérios nos pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios, rins, pele ou outros órgãos.

          Interferon alfa-2b

Os interferons são substâncias produzidas naturalmente pelo sistema imunológico. O interferon alfa-2b pode ser usado para tratar tumores ósseos de células gigantes recidivados ou disseminados.

É geralmente administrado como uma injeção diária subcutânea. Também pode ser injetado em um músculo ou veia.

O interferon pode provocar efeitos colaterais significativos, que podem incluir sintomas semelhantes aos da gripe, como dores musculares, dores ósseas, febre, dores de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos, problemas de raciocínio e concentração, e diminuição da taxas sanguíneas. Esses efeitos geralmente melhoram quando o tratamento é interrompido.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 17/06/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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