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Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST)

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Terapia Alvo para Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 18/03/2013 - Data de atualização: 06/08/2020


A terapia alvo é um tipo de tratamento que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente às células cancerígenas, provocando pouco dano às células normais. Esses medicamentos são eficazes no tratamento de GISTs, principalmente quando estes não respondem aos quimioterápicos convencionais.

As terapias alvo usadas no tratamento dos GISTs são os inibidores da tirosina quinase, que têm como alvo as proteínas KIT e PDGFRA.

Todos essas terapias alvo são administradas diariamente por via oral.

As terapias alvo utilizadas no tratamento dos tumores GISTs são:

  • Imatinibe

O imatinibe é usado para tratar a maioria dos pacientes com GIST. Ele tem como alvo as proteínas KIT e PDGFRA, bloqueando a capacidade das células tumorais de crescerem e se dividirem.

A maioria dos GISTs reduz significativamente de tamanho quando tratados com imatinibe. Em alguns casos a redução é pequena, e em outros casos o tumor para de crescer por um período. Nas três situações, o paciente se beneficia pelo controle da doença.

O imatinibe pode ser útil em diferentes situações:

  1. Se um GIST foi completamente removido por cirurgia, dependendo das características do tumor é recomendada a utilização de imatinibe durante pelo menos um ano, para diminuir o risco de recidiva, o que é denominado terapia adjuvante. Atualmente alguns médicos recomendam o uso do imatinibe por pelo menos 3 anos após a cirurgia para pacientes com maior risco de recidiva.
  2. Para tumores maiores, que podem ser difíceis de serem removidos cirurgicamente, o imatinibe pode ser utilizado como terapia neoadjuvante (pré-operatória), para tentar diminuir o tamanho do tumor antes da cirurgia.
  3. O imatinibe é geralmente o tratamento indicado para GISTs avançados que estão disseminados e não podem ser removidos cirurgicamente. Esse medicamento pode reduzir ou retardar o crescimento do tumor por alguns anos, aumentando a sobrevida de alguns pacientes. Se o medicamento parar de controlar a doença e o tumor continuar crescendo, pode-se aumentar a dose do imatinib para deter o desenvolvimento do tumor durante algum tempo. Entretanto, doses mais altas podem provocar mais efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais podem incluir ligeira indisposição gástrica, diarreia, dor muscular, erupções cutâneas, retenção de líquidos e inchaço no rosto ou tornozelos. Raramente causa problemas mais graves, como derrame pleural (líquido em volta dos pulmões) ou ascite (líquido na cavidade abdominal). Em alguns pacientes, pode afetar a função cardíaca.

Outra preocupação quando se usa este medicamento no tratamento de tumores grandes é que estes costumam ter muitos vasos sanguíneos frágeis, e se o imatinib reduzir rapidamente o tamanho desses tumores pode levar à hemorragia na massa tumoral.

  • Sunitinibe

O sunitinibe é usado no tratamento dos GISTs quando o imatinibe para de responder ou se o paciente não pode mais tomar o imatinibe por alguma outra razão.

O alvo do sunitinibe são as proteínas KIT e PDGFRA, além de outras proteínas que não são alvo do imatinibe.

O sunitinibe, geralmente, diminuiu o tamanho do tumor ou retarda seu crescimento, o que pode aumentar a sobrevida do paciente.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem fadiga, , diarreia, irritação da boca e alterações na cor da pele e do cabelo. Outros efeitos mais graves podem incluir aumento da pressão arterial, sangramento, inchaço, problemas cardíacos e problemas hepáticos.

  • Regorafenibe

O regorafenibe é uma opção de tratamento para pacientes com GISTs avançado, se a doença parou de responder a outras terapias já mais estabelecidas como imatinibe e sunitinibe. O regorafenibe age por interferir na função de algumas proteínas como KIT e PDGFRA.

O regorafenibe pode retardar o crescimento do tumor e até mesmo levar a redução de tamanho tumoral. Embora ele ajude a prolongar o controle da doença, seu impacto na sobrevida dos pacientes é incerta.

Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, fadiga, irritação da boca, febre, perda de apetite, perda de peso, infecções, pressão arterial alta, problemas cardíacos, hemorragias, problemas de cicatrização, perfuração intestinal ou estomacal, erupções cutâneas, problemas com vermelhidão, dor e a chamada síndrome mão-pé.

  • Ripretinib

O ripretinib é usado no tratamento dos GISTs avançados se outras tirosina quinases, como imatinibe, sunitinibe e regorafenibe não responderem ou se o paciente não puder tomar esses medicamentos. O alvo do ripretinib são as proteínas quinase, incluindo KIT e PDGFRA.

O ripretinib pode retardar o crescimento do tumor e reduzir o tamanho de alguns tumores, embora não esteja claro se aumenta a sobrevida dos pacientes.

Os efeitos colaterais mais frequentes do ripretinib podem incluir perda de cabelo, náuseas e vômitos, perda de apetite, diarreia ou constipação, fadiga e dores musculares ou abdominais. Os efeitos colaterais menos frequentes, mas importantes, podem incluir aumento da pressão arterial, risco aumentado de novos cânceres de pele, problemas cardíacos, problemas com a cicatrização de feridas, problemas com vermelhidão, dor ou até bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés (síndrome mão-pé).

  • Avapritinib

O avapritinib tem como alvo as proteínas PDGFRA e KIT, além de outras proteínas. É usado principalmente no tratamento de GISTs avançados cujas células apresentam alteração no gene PDGFRA (mutação no exon 18).

Os efeitos colaterais frequentes do avapritinib podem incluir inchaço ou retenção de líquidos, fadiga, náuseas e vômitos, perda de apetite, diarreia ou constipação, aumento de lágrimas, alterações na cor do cabelo, dor abdominal, erupção cutânea e tontura. Os efeitos colaterais mais graves podem incluir sangramento no sistema nervoso central, bem como outros efeitos como esquecimento, confusão, problemas de concentração, sonolência, problemas para dormir, alucinações e alterações de humor.

Outros inibidores da tirosina quinase

Várias outras tirosina quinase estão em fase de estudo para uso contra GISTs. Embora exista uma evidência limitada de sua eficácia, algumas que podem ser opções se as listadas acima não estiverem mais respondendo incluem o sorafenibe, nilotinibe, dasatinibe e pazopanibe.

Como não está claro a eficácia dessas e outras tirosina quinases no tratamento de GIST, uma opção a ser considerada é a participação em um estudo clínico com novos medicamentos.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/05/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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