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Terapia Alvo para Linfoma não Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/06/2015 - Data de atualização: 11/10/2018


Conforme os pesquisadores compreendem melhor sobre as alterações nas células que provocam o linfoma desenvolvem novos medicamentos que visam especificamente estas mudanças. Esses medicamentos agem de forma diferente dos quimioterápicos convencionais e muitas vezes têm diferentes efeitos colaterais.

Inibidores de Proteassoma

Os inibidores de proteassoma agem barrando os complexos enzimáticos das células para decompor proteínas importantes para manter a divisão celular sob controle. Eles são frequentemente usados no tratamento do mieloma múltiplo, mas podem, também, ser úteis no tratamento de alguns tipos de linfoma não Hodgkin.

  • Bortezomibe. É um inibidor de proteassoma utilizado para tratar alguns linfomas, geralmente após outros tratamentos deixarem de responder. Bortezomib é administrado por infusão intravenosa ou injeção subcutânea, normalmente 2 vezes por semana, durante 2 semanas, seguidas por um período de descanso. Os efeitos colaterais podem ser semelhantes aos dos quimioterápicos convencionais, incluindo diminuição das taxas sanguíneas, náuseas, perda de apetite e neuropatia.

Inibidores de Histona Desacetilase

Os inibidores de histona desacetilase são um grupo de medicamentos que pode interferir com os genes que estão ativos por interagir com a proteína histona.

  • Romidepsin. É um inibidor de histona desacetilase que pode ser utilizado para tratar os linfomas de células T periféricas e da pele. Ele geralmente é administrado após, pelo menos, um outro tratamento já ter sido tentado. Este medicamento é administrado por infusão intravenosa, geralmente 1 vez por semana, durante 3 semanas consecutivas, seguido de uma semana de descanso. Os efeitos colaterais tendem a ser leves, mas podem incluir diminuição das taxas sanguíneas e problemas cardíacos.
     
  • Belinostat. É outro inibidor de histona desacetilase. É utilizado para tratar linfomas de células T periféricas, geralmente após, pelo menos, um outro tratamento já ter sido tentado. É administrado como infusão intravenosa, geralmente diariamente, durante 5 dias consecutivos, repetido a cada 3 semanas. Os feitos colaterais comuns incluem náuseas, vômitos, cansaço, diminuição dos glóbulos vermelhos e anemia.

Inibidores de Quinase

Esses medicamentos bloqueiam as quinases, que são proteínas em células que normalmente transmitem sinais (como dizer as células para não crescerem). Existem diferentes tipos de quinases e dois que são alvo de terapias alvo usadas no tratamento do linfoma não Hodgkin: tirosina quinase de Bruton (BTK) e PI3K.

Inibidores da tirosina quinase de Bruton (BTK)

A BTK é uma proteína que transmite um sinal para algumas células do linfoma (células B), ajudando-as a crescer e sobreviver.

  • Ibrutinibe. O ibrutinib bloqueia a proteína BTK. Ele pode ser usado para tratar vários tipos de linfoma não Hodgkin, incluindo linfoma de células do manto, linfoma de zona marginal e linfoma linfocítico pequeno. Este medicamento é administrado por via oral, uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia ou constipação, náuseas e vômitos, fadiga, inchaço, diminuição da apetite e diminuição das taxas sanguíneas. Embora este medicamento esteja aprovado para uso em pacientes após outros tratamentos terem sido tentados, ele está em estudo para uso no início do tratamento.
     
  • Calquence. É outro medicamento que bloqueia o BTK. É utilizado no tratamento do linfoma das células do manto, após pelo menos outro tratamento ter sido tentado. É administrado por via oral, duas vezes ao dia. Os efeitos colaterais comuns incluem dor de cabeça, diarreia, hematomas, fadiga, dores musculares e diminuição das taxas sanguíneas. Os efeitos colaterais mais graves podem incluir hemorragia, infecções e batimentos cardíacos irregulares (fibrilação atrial).

Inibidores de PI3K

PI3K é uma proteína que envia sinais nas células e controla o crescimento celular.

  • Idelalisibe. Esse medicamento bloqueia a proteína PI3K. Este medicamento mostrou-se promissor no tratamento do linfoma folicular e do linfoma linfocítico de células pequenas após outros tratamentos não responderem. É administrado via oral 2 vezes por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, febre, fadiga, náuseas, tosse, pneumonia, dor abdominal, arrepios, erupção cutânea e diminuição das taxas sanguíneas.
     
  • Copanlisibe. É outro medicamento que bloqueia a PI3K. Pode ser usado no tratamento do linfoma folicular que recidiva após outros tratamentos terem sido tentados. É administrado por infusão intravenosa, normalmente uma vez por semana durante 3 semanas, seguido de uma semana de descanso. Os efeitos colaterais comuns incluem níveis elevados de açúcar no sangue, náusea, diarreia, sensação de fraqueza, pressão alta, diminuição dos glóbulos brancos (com aumento do risco de infecção) e diminuição das plaquetas (com aumento do risco de hematomas ou hemorragias). Os efeitos colaterais menos comuns incluem infecções, inflamação nos pulmões e reações cutâneas graves.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (01/08/2018)



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