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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

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Terapia Alvo para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/10/2014 - Data de atualização: 28/05/2019


A terapia alvo funciona de forma diferente dos quimioterápicos convencionais, e muitas vezes têm efeitos colaterais menos intensos. Eles são mais frequentemente utilizados junto com a quimioterapia. Atualmente, são mais usadas no tratamento do câncer de pulmão avançado isoladamente ou junto com a quimioterapia.

Medicamentos que têm como alvo o fator de crescimento dos vasos sanguíneos (Angiogênese)

Para os tumores crescerem, eles devem formar novos vasos sanguíneos para mantê-los nutridos. Este processo é chamado de angiogênese. Algumas drogas alvo bloqueiam o crescimento dos novos vasos sanguíneos.

  • Bevacizumab. É um tipo de anticorpo monoclonal produzido a partir de uma proteína específica do sistema imunológico. O alvo é o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que ajuda a formar novos vasos sanguíneos. Este medicamento é frequentemente utilizado com a quimioterapia por um tempo. Então, se o câncer responde, a quimioterapia pode ser interrompida e o bevacizumab administrado de forma isolada até que o câncer comece a crescer novamente.
     
  • Ramucirumab. É um anticorpo monoclonal que atinge um receptor de VEGF, o que ajuda a interromper a formação de novos vasos sanguíneos. Este fármaco é mais frequentemente administrado após outro tratamento parar de funcionar. É frequentemente combinado com quimioterapia.

Os efeitos colaterais comuns destes medicamentos incluem:

  • Pressão alta.
  • Cansaço.
  • Sangramento.
  • Diminuição dos glóbulos brancos.
  • Dores de cabeça.
  • Aftas.
  • Perda de apetite.
  • Diarreia.

Outros efeitos colaterais raros, mas potencialmente graves, podem incluir formação de coágulos sanguíneos, hemorragias, perfurações no intestino, problemas cardíacos e cicatrização lenta.

Devido aos riscos de sangramento, estes medicamentos normalmente não são utilizados em pacientes que expectoram sangue ou que fazem uso de anticoagulantes. Devido ao risco de hemorragia pulmonar, esses medicamentos não são recomendados para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células tipo escamoso.

Medicamentos que tem como alvo o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR)

O receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) é uma proteína encontrada na superfície das células, que normalmente as ajuda a crescer e se dividir. Algumas células do câncer de pulmão têm EGFR em excesso, o que faz com que elas cresçam mais rápido.

          Inibidores de EGFR usados no câncer de pulmão de não pequenas células com mutações no gene EGFR

  • Erlotinib.
  • Afatinib.
  • Gefitinib.
  • Osimertinib.
  • Dacomitinib.

Esses medicamentos podem ser usados isoladamente como primeiro tratamento para pacientes com doença avançada com determinadas mutações no gene EGFR. Esses são mais comuns em mulheres e pessoas que não fumaram. O erlotinib também pode ser usado para o câncer de pulmão de não pequenas células avançado sem essas mutações se a quimioterapia não responder. Todos esses medicamentos são administrados via oral.

          Inibidores de EGFR que têm como alvo as células com a mutação T790M

Os inibidores de EGFR podem muitas vezes reduzir o tamanho dos tumores durante vários meses. Mas eventualmente esses medicamentos param de responder na maioria dos pacientes, geralmente porque as células cancerígenas desenvolvem outra mutação no gene EGFR. Uma dessas mutações é conhecida como T790M. O osimertinib é um inibidor de EGFR que age contra células com a mutação T790M.

Os médicos geralmente fazem outra biópsia de tumor quando os inibidores de EGFR param de responder para ver se o paciente desenvolveu a mutação T790M.

          Inibidores de EGFR usados para câncer de pulmão de não pequenas células escamosas

O necitumumab é um anticorpo monoclonal que tem como alvo o EGFR. Ele pode ser usado junto com a químio como o primeiro tratamento em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células escamosas. Este fármaco é administrado por via venosa.

Os efeitos colaterais comuns de todos os inibidores de EGFR incluem:

  • Problemas de pele.
  • Diarreia.
  • Aftas.
  • Perda de apetite.
  • Os problemas de pele podem incluir erupções cutâneas no rosto e no tórax, podendo levar a infecções na pele.

Estes medicamentos também podem provocar efeitos colaterais mais graves, mas menos comuns. Por exemplo, o necitumumab pode diminuir os níveis de certos minerais no sangue, o que pode afetar o ritmo cardíaco e, em alguns casos, pode colocar a vida em risco.

Medicamentos que têm como alvo células com alterações no gene ALK

Cerca de 5% dos cânceres de pulmão de não pequenas células tem uma mutação no gene ALK. Esta alteração é mais frequentemente observada em não fumantes com adenocarcinoma. A alteração do gene ALK produz uma proteína anormal que faz com que as células cresçam e se disseminem. Os medicamentos que tem como alvo a proteína ALK anormal incluem:

  • Crizotinib.
  • Ceritinib.
  • Alectinib.
  • Brigatinib.
  • Lorlatinib.

Estes medicamentos podem reduzir o tamanho dos tumores em pacientes com câncer de pulmão com alteração no gene ALK. Embora eles possam ajudar quando a quimioterapia para de responder, eles são frequentemente administrados ​​em vez da quimioterapia em pacientes com alteração no gene ALK.

Também parecem ser úteis no tratamento de pacientes cujos tumores têm alterações no gene ROS1.

Esses medicamentos são administrados por via oral.

Os efeitos colaterais mais frequentes dos inibidores de ALK incluem:

  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Constipação.
  • Fadiga.
  • Problemas oculares.

Alguns efeitos colaterais podem ser importantes, como diminuição dos glóbulos brancos, inflamação pulmonar, danos no fígado, neuropatia e problemas cardíacos.

Medicamentos que têm como alvo as células com alterações no gene BRAF

Em alguns tumores, as células apresentam alterações no gene BRAF. As células com essas alterações produzem a proteína BRAF alterada que as ajuda a crescer. Os medicamentos que têm como alvo esse gene e as proteínas relacionadas são:

  • Dabrafenib. É um tipo de medicamento conhecido como inibidor de BRAF, que ataca diretamente a proteína BRAF.
  • Trametinib. É conhecido como um inibidor da MEK, porque ataca as proteínas MEK relacionadas.

Esses medicamentos podem ser usados juntos no tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células metastático se houver algum tipo de alteração no gene BRAF.

Esses medicamentos são administrados via oral, diariamente.

Os efeitos colaterais comuns podem incluir espessamento da pele, erupção cutânea, coceira, sensibilidade ao sol, dor de cabeça, febre, dor nas articulações, fadiga, perda de cabelo, náusea e diarreia.

Os efeitos colaterais raros mas graves podem incluir hemorragias, problemas cardíacos, problemas hepáticos ou renais, problemas pulmonares, reações alérgicas, problemas cutâneos ou oculares e aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Alguns pacientes tratados com esses medicamentos desenvolvem câncer de pele, principalmente o câncer de pele espinocelular. Por essa razão você deve fazer acompanhamento regular durante e após seu tratamento, para que seu médico possa examinar sua pele frequentemente. Você também deve comunicar seu médico, imediatamente, se notar qualquer novos crescimentos ou áreas anormais em sua pele.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (05/11/2018)



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