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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

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Terapia Alvo para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/10/2014 - Data de atualização: 00/00/0000


Terapia alvo é um tipo de tratamento do câncer que utiliza drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas e provocar pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células.

As terapias alvo funcionam de forma diferente dos quimioterápicos convencionais, e muitas vezes têm efeitos colaterais menos intensos. Eles são mais frequentemente utilizados junto com a quimioterapia.

Medicamentos que têm como Alvo o Fator de Crescimento dos Vasos Sanguíneos (Angiogênese)

Para os tumores crescerem, eles devem formar novos vasos sanguíneos para mantê-los nutridos. Este processo é chamado de angiogênese. Algumas drogas alvo bloqueiam o crescimento dos novos vasos sanguíneos.

  • Bevacizumab. É um tipo de anticorpo monoclonal produzido a partir de uma proteína específica do sistema imunológico. O alvo é o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que ajuda a formar novos vasos sanguíneos. Este medicamento é frequentemente utilizado com a quimioterapia por um tempo. Então, se o câncer responde, a quimioterapia pode ser interrompida e o bevacizumab administrado de forma isolada até que o câncer comece a crescer novamente.

  • Ramucirumab. É um anticorpo monoclonal que atinge um receptor de VEGF, o que ajuda a interromper a formação de novos vasos sanguíneos. Este fármaco é mais frequentemente administrado após outro tratamento parar de funcionar. É frequentemente combinado com quimioterapia.

Efeitos Colaterais


Os efeitos colaterais comuns destes medicamentos incluem:

  • Pressão alta.
  • Cansaço.
  • Sangramento.
  • Diminuição dos glóbulos brancos.
  • Dores de cabeça.
  • Aftas.
  • Perda de apetite.
  • Diarreia.

Outros efeitos colaterais raros, mas potencialmente graves, podem incluir formação de coágulos sanguíneos, hemorragias, perfurações no intestino, problemas cardíacos e cicatrização lenta.

Devido aos riscos de sangramento, estes medicamentos normalmente não são utilizados em pacientes que expectoram sangue ou que fazem uso de anticoagulantes. Devido ao risco de hemorragia pulmonar, esses medicamentos não são recomendados para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células tipo escamoso.

Medicamentos que tem como Alvo o Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico (EGFR)

O receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) é uma proteína encontrada na superfície das células, que normalmente as ajuda a crescer e se dividir. Algumas células do câncer de pulmão têm EGFR em excesso, o que faz com que elas cresçam mais rápido.

    Inibidores de EGFR utilizados para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células Avançado


Os medicamentos que tem como alvo as mutações do gente EGFR incluem:

  • Erlotinib.
  • Afatinib.
  • Gefitinib.

Estes medicamentos podem ser utilizados isoladamente (sem quimioterapia) como o primeiro tratamento para câncer de pulmão de não pequenas células avançado com mutações no gene EGFR. Estes são mais comuns em mulheres e não fumantes. O erlotinib também pode ser usado para pacientes com doença avançada sem estas mutações se a químio não estiver funcionando. Todos estes medicamentos são administrado por via oral.

    Inibidores de EGFR que também tem como Alvo as Células com a Mutação T790M

Os inibidores de EGFR podem muitas vezes reduzir o tamanho dos tumores durante vários meses. Mas eventualmente estas drogas param de responder na maioria das pessoas, geralmente porque as células cancerosas desenvolvem outra mutação no gene EGFR. Uma dessas mutações é conhecida como T790M. Alguns inibidores de EGFR mais recentes também agem contra células com a mutação T790M, incluindo o osimertinib.

Os médicos geralmente fazem outra biópsia de tumor quando os inibidores de EGFR param de responder para ver se o paciente desenvolveu a mutação T790M.

    Inibidores de EGFR utilizados para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células Escamosas

  • Necitumumab. É um anticorpo monoclonal que tem como alvo o EGFR. Ele pode ser usado junto com a químio como o primeiro tratamento em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células escamosas. Este fármaco é administrado por via venosa.

Efeitos Colaterais


Os efeitos colaterais comuns de todos os inibidores de EGFR incluem:

  • Problemas de pele.
  • Diarreia.
  • Aftas.
  • Perda de apetite.

Os problemas de pele podem incluir erupções cutâneas no rosto e no tórax, podendo levar a infecções na pele.

Estes medicamentos também podem provocar efeitos colaterais mais graves, mas menos comuns. Por exemplo, o necitumumab pode diminuir os níveis de certos minerais no sangue, o que pode afetar o ritmo cardíaco e, em alguns casos, pode colocar a vida em risco.

Medicamentos que têm como alvo Células com Alterações no Gene ALK

Cerca de 5% dos cânceres de pulmão de não pequenas células tem uma mutação no gene ALK. Esta alteração é mais frequentemente observada em não fumantes com adenocarcinoma. A alteração do gene ALK produz uma proteína anormal que faz com que as células cresçam e se disseminem. Os medicamentos que tem como alvo a proteína ALK anormal incluem:

  • Crizotinib.
  • Ceritinib.
  • Alectinib.

Estes medicamentos podem muitas vezes reduzir o tamanho dos tumores em pacientes com câncer de pulmão com alteração no gene ALK. Embora eles possam ajudar quando a quimioterapia para de responder, eles são frequentemente administrados ​​em vez da quimioterapia em pacientes com alteração no gene ALK.

Também parecem ser úteis no tratamento de pacientes cujos tumores têm alterações no gene ROS1.

São administrados por via oral.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes dos inibidores de ALK incluem:

  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Constipação.
  • Fadiga.
  • Problemas oculares.

Alguns efeitos colaterais podem ser importantes, como diminuição dos glóbulos brancos, inflamação pulmonar, danos no fígado e problemas cardíacos.

Fonte: American Cancer Society (16/05/2016)


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