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Terapia Alvo para Câncer de Pele Melanoma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/08/2015 - Data de atualização: 13/05/2020


As terapias alvo agem de forma diferente dos quimioterápicos e são menos suscetíveis de afetar as células normais, de modo que os seus efeitos colaterais não são tão intensos como os observados com os quimioterápicos padrões.

Terapia alvo contra o gene BRAF

Cerca da metade dos casos de câncer de pele melanoma têm mutações no gene BRAF. Essas alterações fazem com que o gene produza uma alteração na proteína BRAF que faz com que as células do melanoma cresçam e se dividam rapidamente. Alguns medicamentos têm como alvo essas proteínas e as relacionadas, como as proteínas MEK.

Pacientes com melanoma devem fazer uma biópsia para determinar se têm uma mutação no gene BRAF. Os medicamentos que têm como alvo a proteína BRAF (inibidores de BRAF) ou as proteínas MEK (inibidores de MEK) não são susceptíveis de agir em pacientes com o gene BRAF normal.

Na maioria das vezes, se um paciente tem uma mutação BRAF e precisa de terapia alvo, ele receberá tanto um inibidor BRAF quanto um inibidor MEK, já que a combinação desses medicamentos é mais eficaz do que cada um deles isoladamente.

Inibidores BRAF

Vemurafenibe, dabrafenib e encorafenibe são medicamentos que têm como alvo as células de melanoma com a proteína BRAF.

Esses medicamentos reduzem ou retardam o crescimento de tumores em alguns pacientes cujo melanoma se disseminou ou não pode ser removido cirurgicamente.

O dabrafenib também pode ser usado (junto com trametinib) após a cirurgia em pacientes com melanoma estágio III para diminuir o risco da recidiva.

Estes medicamentos são administrados por via oral, duas vezes ao dia.

Os efeitos colaterais comuns são espessamento da pele, erupção cutânea, sensibilidade ao sol, dor de cabeça, febre, dor nas articulações, fadiga, perda de cabelo e náuseas. Efeitos colaterais menos comuns, porém mais severos, são problemas cardíacos, problemas hepáticos, insuficiência renal, reações alérgicas, problemas na pele, problemas oculares, hemorragias e aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Alguns pacientes tratados com esses medicamentos desenvolvem carcinoma de células escamosas. Esses tumores normalmente não menos graves e podem ser tratados cirurgicamente. Ainda assim, o médico deverá acompanhar as condições da pele do paciente com frequência durante e após o tratamento. Caso seja detectado qualquer novo crescimento ou áreas anormais na pele você deve procurar o médico imediatamente.

Inibidores de MEK

O gene MEK está na mesma via de sinalização no interior das células que o gene BRAF, de modo que os medicamentos que bloqueiam a proteína MEK também ajudam no tratamento de melanomas com alterações no gene BRAF. Os inibidores de MEK incluem trametinib, cobimetinib  e binimetinib.

Esses medicamentos podem ser usados no tratamento do melanoma disseminado ou que não foi completamente removido cirurgicamente.

O trametinib também pode ser usado junto com o dabrafenib após a cirurgia em pacientes com melanoma estágio III, para ajudar a diminuir o risco da recidiva.

A abordagem mais comum é combinar um inibidor MEK com um inibidor de BRAF, na esperança de reduzir os tumores por períodos de tempo maiores, do que utilizando qualquer tipo de medicamento sozinho. Alguns efeitos colaterais, como o desenvolvimento de outros tipos de câncer de pele, são realmente menos comuns com a combinação.

Os inibidores de MEK são administrados por via oral, uma ou duas vezes por dia.

Os efeitos colaterais comuns podem incluir erupções cutâneas, náuseas, diarreia, inchaço e sensibilidade à luz solar. Os efeitos colaterais raros, mas importantes, podem incluir danos no pulmão ou fígado, hemorragia ou coágulos sanguíneos, problemas de visão, problemas musculares e infecções de pele.

Medicamentos que têm como alvo células com alterações no gene C-KIT

Alguns melanomas têm alterações no gene C-KIT, que os ajuda a crescer. Essas alterações genéticas são mais comuns em melanomas que começam em determinadas partes do corpo:

  • Nas palmas das mãos, plantas dos pés ou sob as unhas.
  • Dentro da boca ou de outras áreas de mucosas.
  • Áreas que recebem radiação solar crônica.

Algumas terapias alvo, como o imatinibe e o nilotinibe, podem afetar as células com alterações no C-KIT. Se você tem um melanoma avançado que se originou em um desses lugares, seu médico pode solicitar testes para alterações no gene C-KIT, para saber se um desses medicamentos será útil.

Os medicamentos que têm como alvo alterações genéticas diferentes estão sendo avaliados em estudos clínicos.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 14/08/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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