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Terapia Alvo para Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 22/06/2017


A terapia alvo é projetada para bloquear o crescimento e disseminação das células cancerígenas. É um tipo de tratamento contra o câncer que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente às células cancerígenas e provocar pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células.

As terapias alvo às vezes agem mesmo quando os medicamentos quimioterápicos não respondem. Algumas terapias alvo podem potencializar outros tipos de tratamento, além de terem efeitos colaterais menos importantes do que os quimioterápicos convencionais.

Terapia Alvo para o Câncer de Mama HER2+

Em cerca de 20% das mulheres com câncer de mama, as células cancerosas têm uma proteína que promove seu crescimento, denominada HER2/neu ou apenas HER2 em sua superfície. Esses cânceres, conhecidos como câncer de mama HER2+, tendem a crescer e se disseminar de forma mais agressiva. Mas uma série de medicamentos foram desenvolvidos que tem como alvo essa proteína:

  • Trastuzumabe. É um anticorpo monoclonal, produzido a partir de uma proteína específica do sistema imunológico. Geralmente é administrado juntamente com a quimioterapia, mas também pode ser usado isoladamente, principalmente se a quimioterapia já foi tentada. O trastuzumab pode ser usado para tratar o câncer de mama em fase inicial e tardia. Quando iniciado antes ou após a cirurgia no tratamento do câncer de mama em estágio inicial, é administrado por um ano. Para o câncer de mama avançado, o tratamento é feito desde que o medicamento seja útil. É administrado por via intravenosa.

  • Pertuzumabe. Este anticorpo monoclonal pode ser administrado com trastuzumab e quimioterapia, antes da cirurgia para tratar o câncer de mama em estágio inicial ou para tratar câncer de mama avançado. É administrada por infusão na veia.

  • Ado-Trastuzumabe Emtansina. É um anticorpo monoclonal ligado a um medicamento quimioterápico. É usado isoladamente para tratar câncer de mama avançado em mulheres que já foram tratadas com trastuzumab e quimioterapia. É administrado como injeção intravenosa.

  • Lapatinibe. É um tipo de terapia alvo conhecido como inibidor de quinase. É administrado por via oral diariamente em mulheres com câncer de mama avançado que não respondem ao tratamento com trastuzumabe. Geralmente é usado em combinação com determinados medicamentos de hormonioterapia ou quimioterapia.

Efeitos Colaterais da Terapia Alvo para Câncer de Mama HER2+

Os efeitos colaterais destes medicamentos são geralmente leves, mas alguns podem ser  importantes. Converse com seu médico sobre o que esperar.

Algumas mulheres apresentar danos cardíacos durante ou após o tratamento com os anticorpos monoclonais (trastuzumabe, pertuzumabe e ado-trastuzumabe emtansina), o que pode provocar insuficiência cardíaca congestiva. Para a maioria das mulheres, esse efeito é de curto prazo e melhora quando o tratamento é interrompido. O risco de problemas cardíacos é maior quando esses medicamentos são administradas com determinados medicamentos quimioterápicos que também podem provocar problemas cardíacos, como doxorrubicina e epirubicina. Em função desses problemas cardíacos, os médicos vigiam a função cardíaca das pacientes através de ecocardiogramas antes e durante o tratamento com esses medicamentos. Se você apresentar sintomas, como falta de ar, inchaço nas pernas e fadiga, informe seu médico imediatamente.

O lapatinibe pode provocar diarreia, por isso é importante comunicar seu médico caso ocorra qualquer alteração em seu hábito intestinal. Este medicamento também pode provocar síndrome mão-pé, em que as mãos e os pés ficam doloridos e vermelhos, podendo descamar.

Se você está grávida, não deve tomar esses medicamentos. Eles podem prejudicar e até provocar a morte ao feto.

Terapia Alvo para Câncer de Mama Receptor Hormonal Positivo

Cerca de 67% dos cânceres de mama são receptores hormonais positivos (RE+ ou RP+). Para as mulheres com esses tipos de câncer, o tratamento com hormonioterapia é frequentemente útil. Certos terapias alvo podem potencializar a hormonioterapia hormonal, embora esses medicamentos alvo também possam adicionar efeitos colaterais.

  • Inibidores de CDK4/6

O palbociclibe e o ribociclibe são medicamentos que bloqueiam proteínas nas células quinases dependentes de ciclina (CDKs), especialmente CDK4 e CDK6. Bloquear essas proteínas em células do câncer de mama positivas ao receptor hormonal ajuda a impedir que as células se dividam. Isso pode retardar o crescimento do câncer.

Esses medicamentos estão aprovados para as mulheres que já passaram a menopausa e tem câncer de mama avançado receptor hormonal positivo, HER2-. Eles são usados em combinação com determinados inibidores de aromatase, como letrozol ou fulvestranto.

São administrados por via oral, geralmente uma vez por dia, durante 3 semanas, com uma semana de descanso antes de reiniciar um novo ciclo.

Os efeitos colaterais destes medicamentos tendem a ser leves e podem incluir diminuição das taxas sanguíneas, fadiga, náuseas e vômitos, feridas na boca, perda de cabelo, diarreia e dor de cabeça. Uma diminuição grande das taxas sanguíneas pode aumentar o risco de infecção.

  • Everolimus

O everolimus está aprovado para o tratamento do câncer de mama avançado receptor de hormônio positivo, HER2- e para mulheres menopausadas. É usado em combinação com o exemestano em mulheres cujos tumores cresceram durante o tratamento com letrozol ou anastrozol.

Everolimus é uma terapia alvo que bloqueia a proteína mTOR, que normalmente promove o crescimento e divisão das células. Ao bloquear esta proteína, o everolimus impede que as células cancerígenas cresçam. O everolimus também impede o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, o que pode limitar o crescimento do tumor. No tratamento do câncer de mama, este medicamento potencializa a terapia hormonal.

O everolimus é administrado por via oral, uma vez por dia.

Os efeitos colaterais mais comuns deste medicamento incluem feridas na boca, diarreia, náuseas, fadiga, sensação de fraqueza ou cansaço, diminuição das taxas sanguíneas, falta de ar e tosse. O everolimus também pode aumentar os lipídios, o açúcar no sangue e o risco de infecções.

Fonte: American Cancer Society (14/03/2017)


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