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Tabagismo aumenta em até oito vezes o risco de desenvolver câncer de boca

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/05/2021 - Data de atualização: 27/05/2021


Maio é o mês marcado pela luta contra o fumo, pois é quando se celebra o Dia Mundial sem Tabaco (31/5). Essa é uma das principais datas no calendário da Saúde e da Odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta, e muito, o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes – 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Diante desse cenário, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes – cigarros eletrônicos – e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro. “Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP.

São poucos os estudos que abordam os diferentes formatos, mas já se sabe, por exemplo, que “uma hora de cigarro eletrônico equivale a 10 cigarros convencionais fumados”, explica o presidente da mesma Câmara Técnica do CROSP, Fábio de Abreu Alves. A comparação é importante, pois as versões eletrônicas chamam a atenção por emitir menos fumaça e pela discrição. A ameaça está na alta concentração de nicotina, provocando a dependência de forma mais intensa.

Mas, até o surgimento de problemas, existe um caminho, dos menos graves, como manchas nos dentes e doenças periodontais, ou seja, que afetam os tecidos de suporte levando, muitas vezes, à perda de dentes e ao insucesso dos implantes dentários; até os de maior complexidade, sendo o câncer de boca o mais preocupante. Ainda segundo o INCA, a estimativa é de que 15 mil pessoas tenham desenvolvido a doença em 2020 no Brasil, além das mais de 6,6 mil mortes registradas em 2019.

Esse percurso do tabagismo no corpo é silencioso e aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma. “A doença é mais comum a partir dos 40 anos, porque o tempo e a quantidade ingerida são fatores que influenciam. Mas, dependendo da suscetibilidade da pessoa, uma quantidade pequena já pode desencadear o câncer”, afirma Silmara. “Os sinais surgem em feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas e nódulos (caroços) em qualquer região da boca: língua, gengiva, bochecha ou palato (céu da boca), por exemplo. Ao notar um desses sintomas é preciso procurar imediatamente por um serviço de Saúde”, enfatiza.

Por não existir consumo seguro, também não há meios de prevenir os efeitos do cigarro na cavidade oral. “Nenhum cuidado com higiene bucal pode evitar os riscos trazidos pelo tabaco. Contudo, bons hábitos como a correta higienização, o consumo de frutas e vegetais e a periodicidade das consultas com o cirurgião-dentista são fundamentais para fazer o diagnóstico precoce e tratamento das possíveis alterações”, conta Silmara.

Fábio recomenda que as visitas dos fumantes ao consultório sejam de duas a três vezes por ano. “O câncer de boca na fase inicial, em geral, não tem sintomas, por isso é tão importante a avaliação da cavidade oral por exames odontológicos. O diagnóstico precoce oferece 90% de chance de cura. No diagnóstico tardio, essa chance diminui para 50%”.

O enfrentamento da dependência

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa, conforme a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10).

“O Brasil é o segundo país no mundo, depois da Turquia, a promover um modelo exitoso de implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública, assinado e ratificado por 181 países), um conjunto de medidas que permite o enfrentamento do tabagismo. Isso possibilitou uma queda significativa na prevalência da doença, mas há muito a ser feito”, fala a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do CROSP, Sandra Marques.

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha “Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021”. “O cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado. Assumir esse protagonismo perante um grave problema de saúde pública nos remete à concepção do papel que exercemos enquanto profissionais de Saúde. Precisamos desmistificar a dependência química e entendê-la como patologia para tratá-la”, completa.

Fonte: Metrópoles

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