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Sobre o Câncer de Testículo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/05/2013 - Data de atualização: 11/07/2018


Os testículos são constituídos por vários tipos de células, e cada uma pode se desenvolver em um ou mais tipos de câncer. É importante distinguir estes tipos de cânceres, pois eles diferem na forma como serão tratados assim como no seu prognóstico.

Os principais tipos de câncer de testículo são:

Tumores de Células Germinativas

Mais de 90% dos cânceres de testículo se desenvolvem nas células germinativas, que produzem o esperma. Os dois tipos principais de tumores de células germinativas são seminomas e não seminomas, que ocorrem em proporções similares, mas são muito diferentes quando estudados ao microscópio. Muitos cânceres de testículo contêm células do seminoma e do não-seminoma. Os tumores mistos de células germinativas são tratados como não-seminomas porque crescem e se espalham como não-seminomas.

      Seminomas

Os seminomas tendem a crescer e se disseminar mais lentamente do que os seminomas. Os dois principais subtipos destes tumores são:

  • Seminoma clássico. Representam mais de 95% dos casos e geralmente ocorrem em homens entre 25 a 45 anos.
  • Seminoma espermatocítico. É um tipo raro de seminoma que tende a ocorrer em homens mais velhos. Os tumores espermatocíticos crescem mais lentamente e são menos propensos a se disseminarem do que os seminomas clássicos.

Alguns seminomas podem aumentar os níveis sanguíneos da proteína gonadotropina coriônica humana (GCH). A GCH pode ser determinada num exame de sangue e é considerada um marcador tumoral para certos tipos de câncer de testículos. Esse marcador pode ser usado para o diagnóstico e verificação da resposta do tumor ao tratamento.

      Não Seminomas

Este tipo de tumor de células germinativas ocorre geralmente entre a adolescência e os 30 anos. Existem 4 tipos principais de tumores não seminomas. A maioria dos tumores são mistos com pelo menos dois tipos diferentes, mas isto não altera o tratamento:

  • Carcinoma embrionário. Este tipo de não seminoma está presente em algum grau em cerca de 40% dos tumores testiculares, mas os carcinomas embrionários puros ocorrem apenas em 3% a 4% dos casos. Este tipo de não seminoma tende a crescer rapidamente e se disseminar. O carcinoma embrionário pode aumentar os níveis sanguíneos dos marcadores de alfa-fetoproteína (AFP) e GCH. 
  • Carcinoma de saco vitelino. Suas células se parecem com o saco vitelino do embrião humano em suas primeiras fases de formação. Este tipo de câncer também é conhecido por outros nomes, por exemplo, tumor do saco vitelino, tumor dos seios endodérmicos, carcinoma embrionário infantil ou orquidoblastoma. É a forma mais comum de câncer de testículo em crianças. Quando ocorrem em crianças geralmente são tratados com sucesso. Em adultos são mais preocupantes, especialmente se forem puros, isto é, o tumor não contém outros tipos de células não seminomas. Este tipo de carcinoma responde muito bem à quimioterapia, mesmo quando existe metástase. Quase sempre aumenta os níveis sanguíneos de alfa-fetoproteína (AFP).
  • Coriocarcinoma. É um tipo muito agressivo e raro, que ocorre em adultos. Esses cânceres tendem a se disseminar rapidamente para outros órgãos, como pulmões, ossos e cérebro. O coriocarcinoma puro geralmente não se apresenta nos testículos, mais frequentemente aparecem células do coriocarcinoma com outros tipos de células não seminomas em um tumor de células germinativas mistas. Este tipo de tumor aumenta os níveis sanguíneos de GCH. 
  • Teratoma. São tumores de células germinativas com áreas que, quando vistas ao microscópio, se assemelham às camadas de um embrião em desenvolvimento (endodermo, mesodermo e ectodermo). Os 3 tipos principais desses tumores são:
  1. Teratomas maduros. Formados por células semelhantes às células de tecidos adultos. Eles são geralmente benignos, raramente se disseminam, e podem ser curados cirurgicamente.
  2. Teratomas imaturos. São cânceres menos desenvolvidos, cujas células se parecem com as de um embrião nas primeiras fases de formação. Ao contrário dos teratomas maduros, este tipo tem maior probabilidade de invadir os tecidos adjacentes e de se disseminar. 
  3. Teratoma com transformação maligna. É um tipo de câncer muito raro. Esses cânceres têm algumas áreas que se parecem com teratomas maduros, mas têm outras onde as células se tornaram em um tipo de câncer que se desenvolve fora do testículo (como um sarcoma, adenocarcinoma ou até leucemia).

Carcinoma in situ

Os cânceres testiculares de células germinativas podem começar como uma forma não invasiva da doença denominada carcinoma in situ ou neoplasia intratubular de células germinativas. O carcinoma in situ nem sempre evolui para invasivo.

O carcinoma in situ é difícil de diagnosticar antes que se torne invasivo, pois geralmente não causam sintomas e, muitas vezes não formam uma massa que possa ser sentida. A única maneira de diagnosticar o carcinoma testicular in situ é por biópsia. Alguns casos são diagnosticados acidentalmente em homens que fizeram biópsia por algum outro motivo, como a infertilidade.

Tumores Estromais

Os tumores do estroma gonadal se desenvolvem nos tecidos que produzem hormônios e nos tecidos de suporte dos testículos. Eles constituem menos de 5% dos tumores testiculares, mas até 20% dos tumores testiculares da infância. Os 2 tipos principais são:

  • Tumores de células de Leydig. Estes tumores geralmente benignos se desenvolvem a partir das células de Leydig no testículo, que normalmente produzem os hormônios sexuais masculinos (andrógenos, como a testosterona). Os tumores de células de Leydig podem se desenvolver tanto em adultos como em crianças. A maioria dos tumores de células de Leydig não se dissemina e são curados cirurgicamente. Mas às vezes esses tumores se disseminam para outros órgãos.
  • Tumores de células de Sertoli. Estes tumores se desenvolvem a partir das células normais de Sertoli, que suportam e nutrem às células germinativas produtoras de espermatozoides. Assim como os tumores de células de Leydig, eles são geralmente benignos. Mas se eles se disseminam, geralmente não respondem à quimioterapia e radioterapia.

Câncer de Testículo Secundário

Os cânceres que começam em outro órgão e se disseminam para o testículo são denominados cânceres de testículo secundários. Eles são tratados com foco no órgão de origem.

O linfoma é o câncer de testículo secundário mais comum e ocorre com mais frequência do que os tumores de testículo primários em homens com mais de 50 anos. O prognóstico depende do tipo e estágio do linfoma. O tratamento usual consiste na remoção cirúrgica, seguido por radioterapia e/ou quimioterapia.

Em jovens com leucemia aguda, as células leucêmicas podem, às vezes, formar um tumor no testículo. O tratamento da leucemia com quimioterapia pode precisar ainda da administração de radioterapia ou de cirurgia para remover o testículo.

Os cânceres de próstata, pulmão, pele (melanoma), rim e de outros órgãos também podem se disseminar para os testículos. O prognóstico para esses tipos de câncer tende a ser desfavorável porque estes tipos de câncer geralmente se disseminam também para outros órgãos. O tratamento específico depende do tipo de câncer.

Fonte: American Cancer Society (17/05/2018)


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