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Sangramento é o principal alerta em caso de câncer de endométrio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/12/2020 - Data de atualização: 21/12/2020


O câncer do endométrio, que ocorreu com a apresentadora Fátima Bernardes, 58 anos, tem como principal sintoma o sangramento uterino não relacionado à menstruação.

Diferentemente de outros tumores, em que o sangramento geralmente indica uma evolução do tumor, na maior parte das vezes o sangramento provocado pelo câncer do endométrio é o primeiro alerta da doença. Detectado e tratado no início, a chance de cura é grande.

"É uma doença que conseguimos diagnosticar rápido, já que acomete mais mulheres na pós-menopausa", afirma o médico Luis Felipe Sallum, assistente da divisão de ginecologia oncológica do Hospital da Mulher da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero e onde o embrião se desenvolve na gravidez. O câncer do endométrio se caracteriza pela mutação genética no interior das células que acaba por provocar um crescimento descontrolado de células anormais.

Estatísticas indicam que 75% dos casos de câncer de endométrio atingem mulheres com mais de 50 anos, na chamada pós-menopausa. Entre 40 a 50 anos, a incidência é de 20%. É uma doença que registra 6 casos a cada grupo de 100 mil mulheres, e a obesidade é o principal fator de risco.

"O tratamento é baseado no estágio de detecção da doença. Quando localizada no corpo uterino, é realizado tratamento cirúrgico histerectomia total com remoção do corpo uterino, colo, trompas e ovários. Se houver acometido outras estruturas, como bexiga e reto ou doença à distância [metástase] com principais locais pulmão e fígado, o tratamento é quimioterapia seguido de radioterapia", explica Vivian Sartorelli, ginecologista oncológica do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer).

Apesar de ser raro, é possível a mulher em idade fértil fazer um tratamento alternativo para evitar a histerectomia e ainda ter filhos (leia mais ao lado).

O câncer do endométrio está intimamente relacionado ao desequilíbrio entre dois hormônios responsáveis pela manutenção do sistema reprodutor feminino, explicam os médicos.

"No organismo da mulher obesa há maior produção de estrogênio e menor ação da progesterona, mesmo na menopausa. Essa reação torna, portanto, a obesidade o principal fator de risco da incidência de tumores no endométrio", diz o médico Glauco Baiocchi Neto, dirigente do departamento de ginecologia oncológica do A.C. Camargo Câncer Center.

O tratamento mais comum do câncer do endométrio é a histerectomia total, quando o corpo uterino (incluindo colo, trompas e ovário) é retirado durante uma cirurgia.

Apesar de raro, o tumor também pode atingir mulheres jovens que ainda pretendem ter filhos. Nesses casos, é possível adiar a cirurgia empregando a terapia hormonal, tecnicamente chamada de hormonioterapia, que, se tiver êxito no combate ao tumor, permitirá à mulher engravidar.

"É para casos muito iniciais e específicos. A mulher pode fazer isso sabendo que logo depois do nascimento da criança deve fazer a histerectomia", afirma Glauco Baiocchi Neto, dirigente do departamento de ginecologia oncológica do A.C. Camargo Câncer Center.

O tratamento, já empregado com terapia auxiliar do câncer de mama, é indicado para casos de tumores no endométrio que ainda estão restritos ao corpo do útero e não se espalharam pelos gânglios linfáticos e nem por outros órgãos.

Na hormonioterapia para combate ao câncer de endométrio, é empregado o hormônio progesterona com o objetivo de bloquear o tumor. A mulher só é liberada para engravidar se a resposta ao hormônio for completa. "Em mil casos registrados no banco de dados do A.C.Camargo, tenho conhecimento de 25 que tiveram êxito. É muito restrito, porém, é possível", afirma o médico.

O QUE É O ENDOMÉTRIO?

  • É o tecido que reveste a parte interna do útero. É onde o embrião se desenvolve na gravidez

COMO ACONTECE O CÂNCER DO ENDOMÉTRIO?

  • Ocorre quando há mutação genética no interior das células do endométrio, provocando um crescimento descontrolado de células anormais. Se não for tratado a tempo, pode se espalhar para outros órgãos, no que é conhecido como metástase

FATORES DE RISCO

  • Predisposição genética
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Falta de ovulação
  • Radioterapia anterior para tratar câncer na região
  • Uso de estrogênio (terapia hormonal)
  • Nunca ter engravidado
  • Síndromes (de Lynch ou ovário policístico)
  • A única forma de prevenção é combater os fatores de risco, o que inclui controlar o peso corporal, praticar atividades físicas, adotar uma dieta equilibrada e controlar a diabetes
  • Em ao menos 90% dos casos, o principal alerta é o sangramento, sobretudo se ele acontece em mulheres que já se encontram na menopausa período em que a mulher não menstrua mais ou um volume superior ao habitual durante o período menstrual. O sangramento entre os ciclos menstruais também pode ser um alerta. Outros sinais incluem dor pélvica, perda de peso, falta de apetite e corrimento vaginal sem sangue
  • Exame físico e histórico da paciente, seguido de ultrassom transvaginal, biópsia para comprovar se é ou não câncer e histeroscopia (visualização do interior do útero com câmera)

Após detectar a doença

  • É importante para saber o estágio do câncer e sua extensão (se o tumor já atingiu outros órgãos). Inclui exames físico (toque vaginal), e de imagem: ultrassom; radiografia; tomografia ou ressonância nuclear magnética
  • Histerectomia (cirurgia que remove útero, ovário e trompas)
  • Dependendo da análise do médico, pode ser necessária a radioterapia e a quimioterapia

1.743 mortes em 2018**

2,9% incidência em mulheres

80% dos casos ocorrem na pós-menopausa (mais de 50 anos)

* Inca (Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva)
** Atlas de Mortalidade por Câncer do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde

Fonte: Agora São Paulo

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