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Saiba como os pais devem encarar o câncer e contá-lo para os filhos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/01/2019 - Data de atualização: 21/01/2019


A psicóloga Lorena Amorim orienta que o diálogo é o melhor caminho (Foto: Pixabay)

Receber o diagnóstico de câncer não é uma tarefa fácil. Muitas dúvidas pairam pela cabeça e restam poucas certezas. Dentre esses dúvidas, há uma recorrente entre os pais: conto ou não para meu filho? Buscando orientá-los para tomar as melhores decisões, o Portal Infonet ouviu uma psicóloga clínica a fim eliminar medos e estabelecer caminhos para uma convivência franca com a doença.

É comum alguns pais quererem esconder o diagnóstico da criança para protegê-las de um “susto”, por exemplo. No entanto, a psicóloga Lorena Amorim orienta que o diálogo é o melhor caminho em situações como essa. “Têm muitos pais que dizem que não sabem as palavras que devem usar para explicar que está com a doença. O ideal é ser simples e agir com transparência”, detalha. “Seu filho quer ouvir de você a verdade, o que é simples e sincero, sem tantas palavras difíceis”, completa.

Ainda de acordo com a profissional, antes do diálogo é importante ter um período de introspeção para assimilhar o diagnóstico e planejar a conversa. “Assim que a ficha cai o pai ou a mãe deve se concentrar em ser o mais franco possível quanto a doença e o tratamento”, afirma. Lorena explica que esconder o diagnóstico pode quebrar a confiança entre os pais e a criança. “O tratamento contra a doença muda a rotina familiar, além do mais, em alguns casos, há sinais visíveis, como perda de cabelo e ganho ou perda de peso. A criança certamente vai perceber que há algo acontecendo”, avalia.

Lorena destaca que a transparência ajuda a família a se fortalecer durante todos os estágios da doença, aumentando, assim, a autoestima da pessoa oncológica. “Eu tive pacientes que costumavam dizer que não eram mais só uma família, mas sim um time. Porque todo mundo se ajudava, andavam juntos”,  relembra. Dessa maneira, segundo a psicóloga, a confiança consegue envolver toda a família ajudamento ao paciente a superar cada etapa do tratamento. “Os pais quando estão seguros conseguem passar essa segurança para as crianças. Da mesma forma, quando há uma atmosfera de insegurança, os pequenos conseguem sentir”, relata.

Nos casos em que há dificuldade de algum membro da família receber a notícia, a psicóloga orienta a terapia familiar como um opção de integração entre todos os entes familiares. “A terapia envolve todos os integrantes da família. É a oportunidade que todos terão para colocar suas queixas, suas dúvidas, seus medos, e dialogar acerca de caminhos para viabilizar uma convivência mais segura e unificada”, resume.

Fonte: Infonet

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