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Risco de exaustão em nível máximo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/04/2021 - Data de atualização: 07/04/2021


Questionamentos comuns vêm atormentando a mente dos pacientes: “Será que vale a pena me deslocar até um consultório médico?”, “Não dá para deixar esse check-up anual para outro momento mais seguro?” e “O laboratório está cumprindo protocolos de segurança, ou um exame simples pode ser um risco de contrair covid?”

O medo de entrar em contato com o vírus tem feito muita gente adiar procedimentos de rotina que poderiam melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Com isso, associações das mais diversas especialidades vêm alertando para os perigos de negligenciar a saúde para além da covid neste momento, principalmente na detecção de câncer.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), por exemplo, registrou uma queda de 45% nas mamografias no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. O número era considerado insucciente antes mesmo da queda, com uma cobertura de apenas 20%, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) seria de 70%. A SBM ressalta que o diagnóstico precoce favorece uma sobrevida mais longa. O Instituto Oncoguia aponta, a partir de dados do SUS, diminuição de quase 40% no número total de biópsias realizadas entre março e dezembro de 2020, quando comparado ao dos mesmos meses de 2019.

Especialistas alertam que isso deve se traduzir em complicações à medida que as pessoas voltarem a realizar exames ou tiverem piora em seus quadros, chegando ao atendimento de forma tardia. “O principal receio é recebermos pacientes no futuro com um grau maior de complicação de suas doenças, de modo que isso dicculta o tratamento e muitas vezes impede a utilização de recursos mais simples e menos onerosos”, acrma Wilson Shcolnik, presidente da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Não é todo exame ou consulta presencial que precisa ser feito durante a pandemia, mas qualquer incômodo merece atenção, ressalta Henry Porta Hirschfeld, diretor médico dos Times de Saúde da Alice, gestora de saúde em São Paulo. “Se alguém está com uma queixa, não tem sentido não conversar com o médico sobre isso. Pode ser algo tão simples de resolver e que vai melhorar sua qualidade de vida neste momento, ou pode ser algo mais complexo, que você nem imaginava, mas que o médico conseguiu diagnosticar e tratar logo no início”, avalia.

A telemedicina, que foi em parte liberada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para o período da pandemia, tem ajudado os médicos a fazer a “triagem” dos pacientes que precisam de alguma consulta ou exame presencial. Hirschfeld destaca que um profissional de saúde que conheça bem o paciente pode ajudá-lo a tomar a decisão de maneira mais segura e bem informada. Mesmo sem nenhuma queixa, há exames de screening (feitos para detectar algumas doenças precocemente) que não podem Ccar para depois, dependendo do histórico do paciente.

Quando não esperar

Acompanhamento para doenças crônicas, exames e consultas periódicas para gestantes e vacinas do calendário vacinal são exemplo do que não deve ser deixado para depois, ressalta o médico da Alice, além das emergências. Ele ainda reforça que, dependendo do histórico familiar e de cada paciente, alguns exames de detecção precoce de doença, como mamografia, papanicolau e check-up cardiovascular, não podem ser negligenciados. Vale a máxima: converse com seu médico e não tome a decisão por conta própria.

“Hoje a qualidade de vida está muito ligada a medidas preventivas, e nós sabemos que os exames diagnósticos – tanto os laboratoriais quanto os de diagnóstico por imagem – são exames baratos, que compensam o investimento”, diz o presidente da Abramed.

Para quem tem mais de 60 anos, o cuidado é redobrado dos dois lados: para evitar a contaminação pelo coronavírus e para não negligenciar exames e consultas periódicas. “Aqueles que já têm doenças crônicas precisam manter seus tratamentos e acompanhamento médico, mesmo que não com a mesma frequência de antes da pandemia”, acrma Maurício Ventura, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Regional São Paulo (SBGG-SP). “Não adianta você se preocupar só com a pandemia e esquecer que tem outros problemas que precisam continuar a ser monitorados, e isso vai ser avaliado pelo médico pra cada pessoa.”

Ventura exemplicca com o caso de uma paciente idosa que faz periodicamente exames para detectar osteoporose. A data de um novo acompanhamento estava chegando, mas ela preferiu esperar a vacinação, que deve ocorrer em breve para a faixa etária da paciente. Mas o médico reforça: não tome essa decisão por conta própria, e sim após uma conversa com seu médico.

Matéria publicada por O Estado de S. Paulo - Impresso em 07/04/2021.



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