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[REPORTAGEM] Próteses de Silicone: Minha Mama ficará Natural?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 09/06/2014 - Data de atualização: 09/06/2014


Marcelo OlivanQuando uma mulher recebe a notícia de um câncer de mama, além das dúvidas e medos que provoca o diagnóstico, há um elemento a mais para inquietar: a possibilidade de passar por uma mastectomia e ter de fazer a reconstrução mamária.

Isso é mais que natural. Afinal, as mamas de uma mulher são a grande representação de seu gênero, sua feminilidade e sexualidade e estão intimamente ligadas à sua autoestima.

Com a certeza da mastectomia, radical ou conservadora, vêm os questionamentos: O SUS ou plano de saúde me garantem a reconstrução mamária? Poderei colocar o implante logo após a cirurgia de retirada do câncer? Meu seio ficará natural? Será que terei coragem de me despir diante de meu parceiro?

A primeira dúvida fundamental de se esclarecer é que a cirurgia de reconstrução mamária é direito garantido a pacientes do SUS e de planos de saúde. Isso quer dizer que, independente do momento do tratamento – isso acontece caso a caso – a mulher receberá o implante de silicone.

Saiba mais sobre o direito à reconstrução mamária.

Sobre beleza e naturalidade das mamas, a notícia é muito boa também. A evolução nos implantes de silicone e das técnicas cirúrgicas garantem resultados muito satisfatórios.

Mamoplastia: O grande desejo

O cirurgião plástico de São Paulo, Dr. Marcelo Olivan conta que a mamoplastia para a colocação de implante de silicone "foi sempre uma das cirurgias mais procuradas pelas mulheres”. Isso porque, esta é a segunda parte do corpo que elas menos gostam, perdendo apenas para o abdome. Foi o que apontou a pesquisa "Tamanho é Documento”, realizada em 2013, com 400 voluntárias de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

O estudo constatou que o tamanho dos seios é o principal motivo que leva as mulheres a cogitarem a cirurgia (39%). Os outros seriam para se sentirem desejadas (35%), em razão da insatisfação com o formato dos seios (19%) e da mudança nas mamas após a gravidez e amamentação (15%).

Ainda segundo a pesquisa, 94% das mulheres entrevistadas acreditam que colocar próteses mamárias pode aumentar sua autoestima.

Evelin ScarelliA fisioterapeuta, blogueira e membro da equipe do Projeto Espaço Cor de Rosa, do Instituto Oncoguia, Evelin Scarelli, passou pela reconstrução mamária há dois anos, imediatamente após a cirurgia de retirada de um tumor na mama. Com apenas 23 anos na ocasião, a jovem afirma que o que a ‘salvou’ no processo do câncer foi ter a certeza de que "estava perdendo alguma coisa que seria reposta imediatamente”.

Scarelli é uma garota do tipo ‘mignon’ – magrinha, esbelta e delicada. Como desde a adolescência se incomodava com o tamanho dos seios, ao saber que teria de passar pela mastectomia, fez do limão a limonada.

"Sempre procuro o que é bom, mesmo nas situações ruins. Então, decidi aumentar o tamanho dos meus seios. Colocar uma prótese maior e aumentar o tamanho da outra mama. Amo minhas próteses. São visualmente muito naturais. Não há como dizer que fiz uma reconstrução”, afirma.

A evolução


A evolução nas próteses de silicone de mama do início da década de 60 – quando foram desenvolvidas por cirurgiões plásticos americanos – para cá foi imensa. Além dos ganhos estéticos, as atuais são mais seguras e menos suscetíveis a vazamentos.

Dr. Olivan explica que já surgiram no mercado 5 gerações de próteses. A primeira era composta de próteses de formato anatômico, com revestimento liso e preenchida por gel viscoso, apresentando alto índice de contratura capsular. O problema da ruptura diminuiu na década seguinte (1970), mas houve um aumento do índice de ruptura e difusão do silicone através do envelope externo.

"A maior segurança das próteses de silicone veio nos anos 80, quando uma nova camada se uniu ao conjunto envelope/preenchimento: a barreira de difusão. Essa camada intermediária evita que o gel de silicone do interior da prótese extravase para o exterior”, explica.

O médico acrescenta que as próteses de quarta e quinta gerações, ambas do final da década de 90 e que permanecem até hoje, têm como diferenciais o formato ainda mais anatômico e a forma estável de preenchimento, com menos ondulações.

As atuais: Aspecto natural – As próteses de silicone são maiores hoje e, com diversos modelos comercializados, têm aspecto muito natural. No Brasil estão disponíveis 3 modelos de próteses anatômicas, além da redonda e a cônica, e, segundo Dr. Olivan, foram desenvolvidas por um dos maiores fabricantes de implantes mamários do mundo especialmente para a mulher brasileira.

O Brasil na dianteira


"Terei de passar por mais um procedimento cirúrgico...”, lastimam muitas pacientes, já impactadas pela cirurgia de retirada do câncer. Mas não se preocupem, mulheres. O Brasil é o país do mundo que mais realiza cirurgias plásticas e é um grande exportador de conhecimentos nesta área.

"Os cirurgiões brasileiros são pioneiros na cirurgia da mama, tanto em casos estéticos quanto reparadores”, conta Dr. Olivan.

Sobre o mito de que as próteses de silicone fazem mal a saúde, o cirurgião plástico esclarece:

"Os implantes são feitos de silicone e seu conteúdo pode ser silicone em gel ou solução salina. No primeiro caso, os implantes preenchidos com gel de silicone grau médico é livre de impurezas e testado em humanos. As próteses que utilizamos têm uma camada que funciona como barreira, evitando que o gel saia da prótese. Ademais o gel de silicone é de alta coesividade, semelhante a uma gelatina bem densa, razão pela qual não se espalha pelo corpo caso haja o rompimento da prótese. Não há indicativos de que o implante em gel seja um fator de risco para o câncer de mama, doenças do tecido conectivo ou doenças autoimunes”.




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