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Redução de peso pode evitar 15 mil casos de câncer por ano no Brasil, aponta estudo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/05/2018 - Data de atualização: 11/05/2018


Um estudo epidemiológico feito no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Universidade de Harvard descobriu que pelo menos 15 mil casos de câncer no Brasil por ano poderiam ser evitados com a redução de peso e da obesidade. Até 2025, a tendência é que o número de casos atrelados ao sobrepeso suba para 29 mil por ano, representando 4,6% dos casos da doença no país.

O estudo, intitulado "The increasing burden of cancer attributable to high body mass index in Brazil”, foi feito por meio de uma bolsa de pesquisa no exterior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Leandro Fórnias Machado de Rezende, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é um dos autores.

De acordo com os pesquisadores, em 2025, haverá 640 mil casos de câncer no Brasil. Em 2012, esse número era de 470 mil. O IMC elevado (Índice de Massa Corpórea) é um dos principais fatores do aumento da incidência de casos. A população brasileira também vai aumentar e envelhecer, outro fator que interfere no maior número de casos da doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 14 tipos de câncer estão relacionados com sobrepeso e obesidade: mama, cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide.

A prevalência do câncer em mulheres é mais alta, muito pelo fato de três tipos de câncer estarem relacionados com o sexo feminino (câncer de mama,  câncer de colo de útero e de ovário). Em 2025, 18.837 mulheres terão câncer associado ao sobrepeso, representando 6,2% do total. Nos homens, o número estimado é de 15.702 (3,2%).

O estudo ainda diz que os alimentos industrializados e ultraprocessados são um dos fatores que causam o aumento dos índices de obesidade. "A industrialização de sistemas alimentares mudou profundamente as culturas alimentares tradicionais, que eram geralmente compostas por alimentos frescos e minimamente processados", disseram os pesquisadores. O aumento do consumo desenfreado de produtos com muita gordura, sal e açúcar contribui para o aumento do Índice de Massa Corpórea. Na América Latina, a venda desses produtos aumentou 103% entre 2000 e 2013.

O estudo, de acordo com os pesquisadores, tem o objetivo de fomentar novas práticas e hábitos de saúde, bem como intervenções e ações de políticas públicas sobre a prevenção do câncer e para combater a obesidade. A equipe ainda avalia outros fatores que ainda não foram publicados, como sedentarismo, tabagismo, alimentação, consumo de álcool e a relação que eles possuem com a incidência de câncer.

Atividade física é o caminho

Uma das atividades mais indicadas para se combater a obesidade é a caminhada. Com benefícios que vão desde controlar a pressão arterial a melhora significativa do sono, essa atividade vai muito além da queima calórica.

De acordo com pesquisa da ABESO, quem leva a prática a sério, pode reduzir o IMC pela metade. As vantagens não param por aí. Quem caminha, consegue ter um dia mais produtivo, previne depressão, diabetes, osteoporose, reduz a circunferência abdominal e melhora a capacidade cardiorrespiratória.

É recomendado que as pessoas obesas comecem devagar e, de preferência, com indicação e acompanhamento médico. A corrida é um segundo passo natural e também muito eficaz no combate às comorbidades. O assunto é uma questão séria de saúde e algumas empresas do mercado esportivo se posicionam à frente da luta contra a obesidade. É o caso da Nike que há anos mantém seu programa de corrida gratuito, o Nike+ Run Club, levando as pessoas a praticar o esporte de forma segura e com acompanhamento profissional.

Fonte: A Crítica

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