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Rede de apoio para paciente de câncer de mama é fundamental', dizem especialistas em encontro

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/09/2021 - Data de atualização: 29/09/2021


A importância de uma rede de apoio para as mulheres que enfrentam o câncer de mama foi o tema do encontro “Quem Cuida da Mulher Maravilha?”, realizado ontem pelo jornal O Globo, com patrocínio da Roche.

Participaram da live a psicóloga Marcia Parga, do Espaço Vida Psico-oncologia, a ginecologista, obstetra e mastologista Marianne Pinotti, diretora da Clínica Pinotti e membro do grupo de cirurgia oncológica e mamária da Beneficência Portuguesa, a atriz Renata Castro Barbosa e a influenciadora, apresentadora, escritora, palestrante e empreendedora Rafa Brites.

A psicóloga diz que a rede de apoio é fundamental.

— Se o câncer é um divisor de águas. A rede de apoio é outro. As pessoas não precisam ser psicólogas, especialistas. Basta dizer: ‘eu não sei o que fazer, mas vou passar por isso com você’. Essa frase faz o outro sentir que tem alguém, entende que não precisa passar por isso em isolamento. — diz. E pede: — Cheguem perto, mesmo que não saibam como.

Marcia Parga recomenda às pessoas próximas, que deixem a paciente expressar suas emoções, mesmo raiva, mágoa e, em alguns momentos, ficar um pouco deprimida, pois são etapas naturais.

Quando a mãe de Renata Castro Barbosa recebeu o diagnóstico, a atriz sentiu a necessidade de ter uma conversa honesta com ela:

— Minha mãe é muito forte, controladora da sua vida, então eu pedi: agora preciso que você deixe eu cuidar, que você confie que eu vou poder dar conta — conta.

Ela integrou o filho à rotina de cuidados com a avó e tentou transformar os momentos difíceis em algo mais leve. Na quimioterapia, levava quindim para os outros pacientes, depois comia bolo com a mãe e assistiam a programas juntas. As amigas também se mantiveram próximas. No dia que raspou o cabelo, todas mandaram fotos com lenços e tocas.

— Minha mãe teve ajuda de pessoas que não esperava, como o segurança da rua, que trouxe uma garrafinha de água da igreja. Não tenha medo, se achegue, ofereça ajuda, qualquer carinho nessa hora é bem-vindo — incentiva Barbosa.

Rafa Brites deu um depoimento sobre duas histórias muito representativas em família. No final dos anos 1980, uma tia teve câncer de mama e, numa época em que não se tinha tanta informação, campanhas ou conversas, o diagnóstico chegou tardiamente. Já nos anos 2000, sua mãe conseguiu identificar um tumor que ainda estava do tamanho de um gergelim e o tratamento foi bem-sucedido.

No entanto, ela conta que além de atender a mãe, foi preciso apoiar também o pai.

— Meus pais estão juntos há 55 anos e após o diagnóstico, ele ficou paralisado. Foi então que eu e minhas irmãs conversamos com ele, dissemos que tudo ia ficar bem, que ele precisava estudar, entender o caso dela para estar forte também. A situação também pesa para quem está perto. Fomos a rede da rede. E se aumentarmos essa teia, chegaremos à rede pública. E precisamos lutar para que mais mulheres tenham acesso aos tratamentos psicológicos e fisiológicos.

A médica Marianne Pinnoti concorda que ainda existe no Brasil um tratamento ideal versus o real não só no sistema público mas também em parte da rede privada, que às vezes não dispõe de centro oncológico. Segundo ela, muitas mulheres têm diagnóstico tardio, fazem mastectomia apesar de tumores pequenos e não conseguem a reconstrução da mama, apesar de ter lei que obriga o SUS a oferecer esse cuidado.

— O câncer de mama tem um impacto ainda maior que outros porque além de ameaçar a vida, ameaça nossa condição de mulher. Por isso assusta mais. Para nós, médicos, a rede de apoio ajuda muito para que a mulher enfrente a doença e não negue tratamentos que podem ajudá-la. As que não têm o suporte da família, do parceiro ou parceira, de instituições e ONGs, têm tendência maior a não aderir ao tratamento e o prognóstico ser pior.

No fim, as convidadas deram conselhos. Rafa Brites reforçou a importância de se cuidar porque a saúde física e mental é a “base para todos sonhos”. A médica Marianne Pinotti recomendou: boa alimentação, atividade física regular, cuidados com a saúde mental, amamentação dos filhos, evitar uso de hormônios desnecessários e, principalmente, a mamografia anual após os 40 anos.

Por fim, Marcia Parga pede que as mulheres aceitem seus limites e sua impotência para, assim, serem as verdadeiras Mulheres Maravilha.

Fonte: O Globo 



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