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Reconstrução da mama é um alento para as pacientes de câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/10/2021 - Data de atualização: 26/10/2021


Segundo o último censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o percentual da taxa de reconstrução mamária (razão de reconstruções pelo número total de mastectomias, multiplicados por 100, a cada ano), que em 2008 foi de 14,9%, continuou estável até 2012; em 2014, era de 29,3% e passou a aumentar a partir da implantação da lei de reconstrução mamária, em 2013. Em 2017, cerca de 34% das pacientes realizaram a reconstrução mamária.

O procedimento é realizado com técnicas que tentam restaurar a mama, considerando forma, aparência e o tamanho após a mastectomia, a retirada do órgão de forma parcial ou total para remover ou prevenir o câncer de mama.

“A mama é uma das principais marcas externas da feminilidade, e sua perda, parcial ou total, traz prejuízos à imagem corporal e ao psicológico. Quando o cirurgião plástico realiza a reconstrução mamária, atua de maneira significativa na melhora da autoestima da mulher”, afirma o médico Luís Felipe Maatz, membro da SBCP. Saiba como são as etapas, de acordo com as normas da SBCP:

Medicamentos são administrados para seu conforto durante o procedimento cirúrgico. As opções incluem sedação intravenosa e anestesia geral. O médico recomendará a melhor opção para você.

Etapa 2 – Técnicas de retalhos com músculo, gordura e pele próprios da paciente para criar ou cobrir o local da mama.

Às vezes, a mastectomia ou o tratamento com radiação podem deixar tecido insuficiente na parede torácica para cobrir e sustentar o implante. O uso de implante mamário para reconstrução exige quase sempre uma ou demais técnicas de retalho ou expansão de tecido. O retalho TRAM usa como doador músculo, a gordura e a pele do abdômen da paciente para reconstruir a mama. O retalho pode permanecer com o suprimento sanguíneo original e ser tunelizado (com um acesso) para ser posicionado na caixa torácica ou ser completamente separado para formar a nova mama.

Como alternativa, o cirurgião pode escolher o Diep, ou técnicas de retalhos SGAP, que não usam músculo, mas tecido do tórax posterior ou da nádega. O retalho do latissimus dorsi utiliza músculo, gordura e pele tunelizados no local da mastectomia, permanecendo com seu suprimento sanguíneo original. Ocasionalmente, o retalho pode reconstruir a mama, mas, muitas vezes, fornece o músculo e o tecido necessários para cobrir e sustentar o implante mamário.

Etapa 3 – Expansão da pele saudável para dar cobertura a um implante mamário.

Reconstrução com expansão do tecido permite recuperação mais rápida do que procedimentos utilizando retalhos. No entanto, é um processo mais demorado. Requer muitos retornos ao consultório, por quatro a seis meses, após a colocação do expansor, para enchê-lo por meio de uma válvula interna e expandir a pele. Um segundo procedimento cirúrgico será necessário para substituir o expansor, que não é concebido para servir como implante permanente.

Etapa 4 – Cirurgia de colocação do implante mamário.

O implante pode ser complemento ou alternativa para técnicas de retalhos. Implantes de silicone estão disponíveis. O cirurgião vai ajudá-la a decidir a melhor alternativa. Reconstrução com implantes geralmente requerem expansão de tecido.

Etapa 5 – Enxertos e demais técnicas especializadas para criar o mamilo e a aréola.

A reconstrução da mama é finalizada por uma variedade de técnicas para reconstruir o mamilo e a aréola. Os resultados finais da reconstrução podem ajudar a minimizar o impacto físico e emocional da mastectomia. Com o tempo, certa sensibilidade na mama pode voltar e as cicatrizes tendem a melhorar, embora nunca desapareçam completamente.

Fonte: Estado de Minas 



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