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Recomendações para o rastreamento do Câncer Colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/11/2017 - Data de atualização: 25/02/2019


Pessoas com risco médio

Recomenda-se que as pessoas com risco médio para câncer colorretal iniciem o rastreamento regular aos 45 anos. Entretanto, atualmente, no Brasil é recomendado que o rastreamento seja iniciado aos 50 anos.

As pessoas com bom estado de saúde geral e expectativa de vida de mais de 10 anos devem manter o rastreamento do câncer colorretal regularmente até os 75 anos de idade.

Para pessoas com idades entre 76 e 85 anos, a decisão de fazer o rastreamento deve estar baseada em suas preferências pessoais, expectativa de vida, estado geral de saúde e histórico de rastreamento anterior. Pessoas com mais de 85 anos não precisam mais fazer o rastreamento do câncer colorretal.

Para o rastreamento, considera-se que uma pessoa tem risco médio se não apresentarem:

  • Histórico pessoal de câncer colorretal ou certos tipos de pólipos.
  • Histórico familiar de câncer colorretal.
  • Histórico pessoal de doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa ou doença de Crohn).
  • Síndrome de câncer colorretal hereditário confirmada ou suspeita, como polipose adenomatosa familiar ou síndrome de Lynch.
  • Histórico pessoal de radioterapia prévia do abdome ou região pélvica.

Exames que diagnosticam principalmente o câncer:

  • Exame imunoquímico fecal (FIT), anualmente.
  • Exame de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol, anualmente.
  • Exame de DNA nas fezes, a cada 3 anos.

Exames que diagnosticam pólipos e câncer:

  • Colonoscopia, a cada 10 anos.
  • Colonografia CT (colonoscopia virtual), a cada 5 anos.
  • Sigmoidoscopia flexível, a cada 5 anos.

Pessoas com risco aumentado ou alto

As pessoas com risco aumentado ou alto de câncer colorretal podem precisar iniciar o rastreamento antes dos 45 anos, fazer exames com mais frequência e/ou realizar exames específicos. Isso inclui pessoas com:

  • Histórico familiar importante de câncer colorretal ou certos tipos de pólipos.
  • Histórico pessoal de câncer colorretal ou certos tipos de pólipos.
  • Histórico pessoal de doença inflamatória intestinal (Colite ulcerativa ou doença de Crohn).
  • Histórico familiar de síndromes de câncer colorretal hereditárias, como polipose adenomatosa familiar ou síndrome de Lynch.
  • História pessoal de radioterapia prévia do abdome ou região pélvica.

Pessoas com risco aumentado

          Pessoas com um ou mais familiares com câncer colorretal

As recomendações de rastreamento para essas pessoas dependem do familiar que teve a doença e da idade no momento do diagnóstico. Algumas pessoas com histórico familiar poderão seguir as recomendações para adultos com risco médio, mas outras podem precisar realizar colonoscopia com maior frequência e, possivelmente, antes dos 45 anos.

          Pessoas que tiveram pólipos removidos durante uma colonoscopia

A maioria dessas pessoas precisará repetir a colonoscopia após 3 anos, mas outras podem precisar repetir antes (ou mais tarde) dos 3 anos, dependendo do tipo, tamanho e número de pólipos.

          Pessoas que tiveram câncer colorretal

A maioria dessas pessoas começará a realizar colonoscopias regularmente um ano após a cirurgia de retirada do tumor. Outros exames, como ultrassom, também podem ser indicados para algumas pessoas dependendo do tipo de cirurgia que foi realizada.

          Pessoas que fizeram radioterapia prévia do abdome ou pelve

A maioria dessas pessoas iniciará as colonoscopias mais cedo, podendo ser necessário fazer o rastreamento com mais frequência do que o normal, pelo menos, a cada 5 anos.

Pessoas com risco alto

          Pessoas com doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn ou colite ulcerativa)

Essas pessoas geralmente precisam realizar colonoscopias a cada 1 a 2 anos, iniciando a uma idade mais precoce. 

          Pessoas com determinadas síndromes genéticas

Essas pessoas geralmente precisam fazer colonoscopia. Recomenda-se que o rastreamento se inicie cedo, possivelmente na adolescência, para algumas síndromes, e seja realizado com mais frequência.

Fonte: American Cancer Society (30/05/2018)



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