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Recém-curada de um câncer de mama, Fernanda Motta conta como enfrentou a doença sem perder a positividade

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/09/2020 - Data de atualização: 28/09/2020


Foi durante o banho, num domingo qualquer de julho de 2019, que Fernanda Motta percebeu algo estranho em seu seio esquerdo. “Senti um carocinho e sabia que não era normal. Pensei em cisto, displasia mamária... Conheço bem meu corpo, e aquele nódulo era completamente estranho para mim”, conta a modelo fluminense, de 39 anos. No dia seguinte, submeteu-se a uma bateria de exames; e o diagnóstico veio sete dias depois. “Em momento algum, passou pela minha cabeça que poderia ser câncer. Mas era um tumor maligno. Não me desesperei. Acredito que as coisas não acontecem por acaso na vida da gente. Lógico que não foi a maior felicidade do mundo. Como não poderia voltar atrás, decidi seguir em frente, encarar o problema e conquistar minha vitória, sem perder a positividade. Tinha certeza absoluta de que tudo daria certo.”

Uma semana após os resultados dos exames, a modelo iniciou o tratamento. Retirou uma parte considerável da mama, reconstruída na mesma cirurgia, e fez 14 sessões de quimioterapia. Para preservar ao máximo os cabelos, usou uma touca térmica que congela o couro cabeludo. “A partir de agora, minha missão é tentar desmistificar o câncer. Esse nome é pesado demais, e não significa uma sentença de morte. Muitas pessoas evitam ir ao médico ainda com aquela velha ideia de que ‘quem procura acha’. O diagnóstico precoce é determinante nessa batalha.”

Mãe da pequena Chloe, de 6 anos, Fernanda preferiu deixar a filha de fora. “Ela nunca soube o que estava acontecendo. A menina não precisa crescer com esse tipo de memória. Nos dias em que fazia o procedimento, antes de dormir, jantávamos juntos. Se estava um tiquinho cansada, simplesmente deitava e descansava. Não estou dizendo que sou a Mulher-Maravilha ou tirei o tratamento de letra. Foi dolorido, sim, tive problemas, mas tentei que fosse o menos dramático possível. Inclusive, continuei a trabalhar. Gravei a novela ‘Bom sucesso’ enquanto passava por esse processo.”

No começo deste mês, a top ganhou “alta” médica. A próxima consulta será em 2021. “Esse acompanhamento será necessário por alguns anos. Desde a primeira sessão de quimioterapia, eu tinha plena noção de que estava construindo minha cura. Não fiz um bolinho para celebrar a notícia. Lidei com a questão com praticidade e fé. Deus é maravilhoso e apenas comprovou o que já sabia internamente. Nesse sentido, a doença não me transformou. Só enalteceu alguns pontos. Também não fico olhando para a cicatriz que ficou no meu peito. Ela está lá como todas as outras que tenho espalhadas pelo corpo. Gosto de mirar o que vem por aí. Enfim, não quero que me vejam triste e sofrida porque essa não sou eu.”<SW>

E quem é Fernanda Motta? “Bem, nunca sonhei ser modelo. Fazia curso técnico de Edificações e pretendia ser arquiteta. Aos 16 anos, deixei minha terra natal, Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro), depois de muita insistência de um olheiro que me descobriu em Guarapari (município do Espírito Santo). Fui para São Paulo sem ter a mínima noção do que estava me esperando. Mas soube que ficaria no meio da moda para sempre quando fiz minha primeira foto”, relembra.

Diferentemente de outras meninas de sua geração, como Raquel Zimmermann e Isabeli Fontana, Fernanda não era uma presença nas grandes passarelas internacionais. Ganhou fama ao estrelar campanhas das marcas Rolex e Moët & Chandon. “Na verdade, direcionei meu nome para esses trabalhos mais comerciais, o que fez com que o mercado fashion me procurasse. Deu certo, e acabei sendo muito bem remunerada”, observa a top, que já foi considerada uma das modelos mais sexy do mundo pelo portal “Models.com” e apareceu nas páginas da “Sports Illustrated Swimsuit Issue”.

Paralelamente, a modelo construiu uma história na televisão. Apresentou o reality show “Brazil’s next top model” e o quadro “Dança da galera”, dentro do “Domingão do Faustão”. Participou também da novela “Totalmente demais”. “Não era um plano estar na TV, mas minha carreira é movida por oportunidades. Quando surge algo, paro e analiso o que estão me pedindo. Não aceito a proposta se percebo que não darei conta. Ah, acredita que vou rodar um filme de comédia assim que a pandemia terminar? Não sei nada ainda sobre o projeto, mas estou dentro. Quem não me conhece, não imagina o quanto sou palhaça no dia a dia”, diz ela, que toca nas redes sociais o programa “Conexão ReMotta”.

Longe dos olhos do público, Fernanda tem um casamento feliz com o empresário Roger Rodrigues há duas décadas — um dos mais longevos da indústria fashion. “Nossa relação é baseada em cumplicidade, respeito e companheirismo. Viajamos bastante, e o fator saudade é uma realidade. O que é até bom para sentirmos falta da pessoa. Isso acende a chama. Mas não é um bicho de sete cabeças, não! Nessa vida, tudo é possível. Basta querer. Só é um pouco impossível ganhar na loteria, porque já tentei e meus números nunca saíram.”

Fonte: O Globo

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