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Recebi uma negativa do meu plano de saúde, e agora?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/01/2020 - Data de atualização: 16/01/2020


Luciana Martins Maciel, de 37 anos, de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, descobriu no final de 2014 que estava com um meduloblastoma (tipo de tumor cerebral) e teve que internar no mesmo dia para operar. A cirurgia ocorreu em 27 de dezembro de 2014 e o tumor, do tamanho de um limão, foi quase todo retirado.

“A princípio eu tinha muita tontura, fiz vários exames pensando que pudesse ser labirintite e nunca dava nada. Parei de dirigir, pedi férias no trabalho para investigar o que eu tinha e tudo dava negativo. No final de 2014, antes de uma viagem de Natal, resolvi passar no pronto-socorro. O médico pediu tomografia e no mesmo dia disse que ia me internar, pois eu estava com uma massa considerável no cerebelo”.

Após a operação, o médico indicou que ela passasse por quimioterapia e radioterapia. “Fiz 30 sessões de radio e depois mais 6 meses de quimio. Tudo pelo plano de saúde, sem nenhum problema, todos os procedimentos foram autorizados e sem demora”, conta Luciana. O problema veio depois.

Em busca dos direitos do paciente

No final de novembro de 2015, ainda durante o tratamento oncológico, Luciana desenvolveu uma trombose. Como sua mãe tem problema de circulação, ela suspeitou que poderia ser algo genético. No entanto, ao realizar o teste para trombofilia, deu negativo, o que confirmou a suspeita dos médicos de que a trombose era um efeito colateral da quimioterapia, que causa vasoconstrição.

“Nessa época, minha mãe descobriu o Oncoguia e ligamos para pedir orientação, pois ficamos sabendo que como a trombofilia era decorrente do tratamento oncológico, eu tinha direito aos medicamentos pelo convênio. Com as orientações recebidas por vocês, consegui do convênio as injeções de Clexane para me tratar.”

Após finalizar todo o tratamento oncológico, em fevereiro de 2016, Luciana percebeu uma alteração notável em seu olfato e na audição.

Em conversa com meu oncologista, mais uma vez comprovamos que o quadro estava relacionado à radioterapia, então ele me recomendou a realização de sessões de câmara hiperbárica, pois já existiam estudos comprovando o benefício do tratamento para pacientes com câncer, mas o convênio não liberou o tratamento”, relata Luciana.

Quando a judicialização se faz necessária

Nessa época, Luciana e sua mãe novamente entraram em contato com o Oncoguia para pedir orientação após a negativa do plano de saúde. Em consulta ao Rol da ANS, constatamos a possibilidade da cobertura obrigatória pelos planos de saúde desde que se cumpra as Diretrizes de Utilização. Como o caso de Luciana cumpria os critérios e o plano continuou insistindo na negativa do acesso ao tratamento, o próximo passo foi acionar a justiça.

Luciana, que é nutricionista, estava até então afastada do trabalho já há dois anos. A perda de olfato era um fator complicador para que ela retornasse à ativa. Ela então procurou uma advogada para auxiliá-la no processo. Após juntar uma série de documentos como contrato do plano de saúde, laudo médico detalhado com a justificativa para a realização da terapia, entre outros documentos, Luciana conseguiu, em dezembro de 2016, um parecer favorável da Justiça para que o tratamento fosse feito pelo plano de saúde.

Após a realização de mais de 90 sessões de câmara hiperbárica, Luciana recuperou parte do olfato e da audição. “Hoje já não tenho mais o zumbido no ouvido e estou bem melhor do que antes de realizar o procedimento. O melhor de tudo foi poder voltar ao trabalho, isso me deixou muito orgulhosa. Agora tenho uma vida normal”, conclui.

“Hoje, sempre que necessário, minha mãe passa o contato do Oncoguia para as pessoas, ou então ela mesma liga para buscar orientação. Vocês foram uma luz muito grande na nossa vida”, finaliza Luciana.

E você, já recebeu uma negativa do seu plano de saúde? Participe da nossa pesquisa e ajude-nos a entender melhor a realidade de pacientes da saúde suplementar para traçarmos um perfil dos procedimentos mais comumente negados, as razões e justificativas apresentadas e as alternativas adotadas para que os pacientes tenham suas necessidades atendidas. Responda à pesquisa em nosso portal: https://pt.surveymonkey.com/r/planos_de_saude

E se você tem alguma dúvida ou precisa de orientação, entre em contato pelo canal Ligue Câncer pelo 0800 773 1666 (ligações gratuitas e atendimentos de segunda a sexta, das 9h às 17h).



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