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Radioterapia para Câncer de Nasofaringe

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2013 - Data de atualização: 11/12/2018


O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. É geralmente parte do tratamento principal para o câncer de nasofaringe porque a maioria desses tumores é sensível às radiações.

Em muitos casos a quimioterapia é administrada em conjunto com a radioterapia para potencializar seus efeitos. Este tratamento, conhecido com quimiorradiação, pode ser mais eficaz do que realizar apenas a radioterapia de forma isolada, mas os efeitos colaterais são maiores.

A radioterapia é geralmente administrada tanto ao tumor principal como aos linfonodos próximos no pescoço. Mesmo que os linfonodos não estejam aumentados, a radioterapia é usada para o caso de disseminação das células cancerígenas.

As técnicas de radioterapia utilizadas no tratamento do câncer de nasofaringe são:

  • Radioterapia externa

A radioterapia externa ou radioterapia convencional é o tipo mais comum para tratar o câncer de nasofaringe. Este tratamento consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas. O tratamento é realizado cinco vezes na semana, durante um período de cerca de 7 semanas.

As principais técnicas radioterápicas utilizadas no tratamento dos tumores de nasofaringe são:

Radioterapia de intensidade modulada. A radioterapia de intensidade modulada IMRT permite a conformação da radiação para o contorno da área alvo e utiliza múltiplos feixes de radiação angulares e de intensidades não uniformes, possibilitando um tratamento concentrado na região do tumor. A IMRT permite isolar perfeitamente a área do tumor a ser tratada, possibilitando a utilização de uma alta dose de radiação no tumor alvo, com menor efeito sobre as células sadias, além de reduzir a toxicidade do tratamento. Com esta técnica é possível avaliar a distribuição de dose em todo o órgão alvo, reduzindo as áreas de alta dose e tornando a distribuição mais homogênea.

Radiocirurgia. A cirurgia estereotáxica ou radiocirurgia é outro meio de utilização da radioterapia para tratamento dos tumores de nasofaringe. Não é uma cirurgia propriamente dita, mas a aplicação precisa de radiação. O tecido normal, que fica em volta do tumor, recebe pouca ou nenhuma radiação. A técnica mais utilizada é conhecida como gamma knife, que utiliza um tipo de capacete especial, para manter a cabeça na posição certa para o tratamento. A localização do tumor é feita com o auxílio da tomografia computadorizada ou ressonância magnética. É um procedimento indolor, externo, que não provoca feridas ou risco de infecção. Durante o tratamento, o paciente permanece deitado, podendo ser utilizadas medicações para o relaxamento. A radiocirurgia estereotáxica normalmente libera a dose de radiação total em uma única sessão. Às vezes os médicos administram a dose fracionada, o que é denominado radiocirurgia fracionada ou radioterapia estereotáxica fracionada.

  • Braquiterapia

A braquiterapia, ao contrário da radioterapia que trata o órgão alvo com feixes de radiação externos (a longa distância), utiliza fontes de radiação interna (a curta distância). Na braquiterapia o material radioativo é colocado, por meio de instrumentos específicos, próximo à lesão tumoral. O implante ou semente é geralmente deixado no local por alguns dias, enquanto o paciente permanece em um quarto de hospital isolado. Uma vez terminado o tratamento o material é retirado do corpo. A braquiterapia pode ser utilizada se houver recidiva após a radioterapia externa. Ocasionalmente, a radioterapia externa e a braquiterapia são utilizadas em conjunto.

Efeitos colaterais da radioterapia

Os efeitos colaterais comuns da radioterapia de feixe externo na região da cabeça e pescoço podem incluir:

  • Alterações na pele.
  • Náuseas e vômitos.
  • Fadiga.
  • Feridas na boca.
  • Rouquidão.
  • Perda do paladar.

Muitos destes efeitos tendem a desaparecer dentro de algumas semanas após o término do tratamento. Outros podem não melhorar com o tempo, como danos aos ossos do crânio ou problemas de audição ou visão devido a danos causados em determinados nervos. Outros efeitos colaterais de longo prazo podem incluir:

  • Problemas dentários. A maioria dos médicos faz uma avaliação dentária antes do início da radioterapia da cabeça e pescoço. Em alguns casos, o dentista pode até indicar a remoção de alguns dentes antes do tratamento para diminuir a chance de problemas futuros.
  • Danos às glândulas salivares. Alguns dos danos às glândulas salivares podem ser reduzidos com a administração da medicação amifostina antes de cada tratamento.
  • Danos à glândula tireoide. Se a glândula tireoide for danificada, será necessário o uso de hormônios para substituir os produzidos pela tireoide após o tratamento.
  • Danos à glândula pituitária. Se a glândula pituitária, responsável por controlar a produção de muitos hormônios no organismo, for danificada será necessária a administração de alguns hormônios para substituir os que estão faltando.
  • Danos às artérias carótidas. As artérias carótidas, que são grandes vasos sanguíneos do pescoço e levam o sangue para o cérebro, às vezes após a radioterapia podem estreitar aumentando o risco de AVC.

É importante discutir os possíveis efeitos colaterais da radioterapia com seu médico antes de iniciar o tratamento. Também certifique-se de que tudo está sendo feito para tentar limitar esses efeitos o máximo possível.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (24/09/2018)



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