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Câncer de Cavidade Nasal e Seios Paranasais

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Radioterapia para câncer de cavidade nasal e seios paranasais

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/10/2015 - Data de atualização: 16/07/2021


A radioterapia usa radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. O tratamento para câncer de cavidade nasal e seios paranasais pode ser administrado de diferentes maneiras:

  • Tratamento principal. Os pacientes com tumores pequenos podem ser tratados apenas com radioterapia, que provoca menos alterações na aparência facial. Aqueles que não apresentam um bom estado de saúde geral ou porque o tumor está muito avançado para ser retirado por cirurgia também pode receber apenas a radioterapia como único tratamento.
  • Tratamento adjuvante. Após a cirurgia para destruir as células cancerígenas remanescentes da cirurgia.
  • Tratamento neoadjuvante. Antes da cirurgia para tentar reduzir o tumor e tornar mais fácil sua remoção.
  • Tratamento paliativo. Para tratar sintomas como dor, sangramento e dificuldade para engolir.
  • Tratamento de metástases. Para tratar a disseminação da doença para outros órgãos. A quimioterapia é administrada junto com a radioterapia (quimiorradiação).

As duas principais formas de administração da radioterapia são:

Radioterapia convencional

A radioterapia externa consiste na irradiação do órgão alvo com doses fracionadas. O tratamento é realizado cinco vezes na semana, durante um período de algumas semanas a meses. No caso dos tumores de cavidade nasal e seios paranasais é utilizado o hiperfracionamento, que consiste em administrar a dose total programada de radiação mais vezes por dia. O fracionamento acelerado significa que o tratamento é completado mais rapidamente.

As principais técnicas radioterápicas utilizadas no tratamento dos tumores de cavidade nasal e seios paranasais são:

  • Radioterapia conformacional 3D. Utiliza computadores especiais para mapear a localização do tumor com precisão. Na radioterapia tridimensional, as imagens de ressonância magnética devem ser feitas com o paciente imobilizado e em posição de tratamento para mapear precisamente o local do tumor. As imagens são transferidas a um sistema de planejamento, onde o médico delimita em todos os cortes tomográficos o órgão alvo e a quantidade de tecido normal que será atingido.
     
  • Radioterapia de intensidade modulada (IMRT). Permite a conformação da radiação para o contorno da área alvo e utiliza múltiplos feixes de radiação angulares e de intensidades não uniformes, possibilitando um tratamento concentrado na região do tumor, com menor efeito sobre as células sadias, além de reduzir a toxicidade do tratamento. Com esta técnica, é possível avaliar a distribuição de dose em todo o órgão alvo, reduzindo as áreas de alta dose e tornando a distribuição mais homogênea.
     
  • Radioterapia de feixe de prótons. Ao contrário dos raios X que liberam energia durante seu trajeto, os prótons causam pouco dano aos tecidos que atravessam, liberando sua energia no órgão alvo. Essa técnica pode ser usada no tratamento de certos tumores de cavidade nasal ou seios paranasais, mas são necessários mais estudos para avaliar os efeitos colaterais a longo prazo e também comprovar se é mais eficaz que a IMRT.

Braquiterapia

A braquiterapia (radioterapia interna ou intersticial), ao contrário da radioterapia que trata o órgão alvo com feixes de radiação externos (a longa distância), utiliza fontes de radiação interna (a curta distância). Na braquiterapia, o material radioativo é colocado por meio de instrumentos específicos, próximo à lesão tumoral. Uma vez terminado o tratamento, o material é retirado do corpo.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais comuns da radioterapia incluem:

  • Alterações na pele.
  • Náuseas.
  • Falta de apetite.
  • Fadiga.
  • Problemas de deglutição.
  • Perda de audição.
  • Boca seca.
  • Rouquidão.
  • Problemas no paladar.
  • Dor óssea.
  • Lesões ósseas.
  • Cáries dentárias.
  • Danos cerebrais.

A maioria destes efeitos desaparece algumas semanas após o término do tratamento. Esses efeitos tendem a ser piores se a quimioterapia for administrada simultaneamente. Mantenha sempre seu médico informado sobre quaisquer efeitos colaterais que você possa apresentar, para que ele o oriente como gerenciar qualquer sintoma.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 19/04/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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