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Radioterapia interna

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/04/2014 - Data de atualização: 13/04/2021


A radioterapia interna ou braquiterapia consiste na utilização de fontes ou substâncias radioativas para destruírem o tumor. O objetivo é conformar a dose prescrita para o tamanho e forma do tumor, minimizando-a no tecido saudável adjacente.

Enquanto a radioterapia externa libera energia a certa distância do tumor, a braquiterapia trata o câncer pela colocação de fontes radioativas diretamente dentro ou próximo à área do tumor. Isso permite ao radio-oncologista a prescrição de uma dose mais elevada no volume alvo, com um impacto mínimo sobre os tecidos adjacentes normais. Em alguns casos, a braquiterapia é usada em conjunto com a radioterapia externa para liberar uma dose mais alta em uma área específica.

A radioterapia interna pode envolver um implante radioativo ou uma solução líquida, que pode ser digerida ou injetável. Dependendo do tipo de tratamento a ser realizado, o paciente pode precisar ser internado por um curto período de tempo. A radiação emitida pela radioterapia interna é indolor embora, às vezes, o procedimento para inserção da fonte possa causar um leve desconforto.

Existem dois tipos de radioterapia interna:

  • Braquiterapia intracavitária. Quando a fonte radioativa é inserida numa cavidade corporal próxima ao tumor. É geralmente usada no tratamento de tumores do sistema reprodutor feminino, como câncer do colo do útero.
  • Braquiterapia intersticial. Os implantes são colocados diretamente no tumor. É usada para o tratamento de tumores de próstata ou de cabeça e pescoço. Pode ser administrada junto com a radioterapia externa.

Técnicas de braquiterapia
 
A braquiterapia pode ser administrada de duas formas:

  • Braquiterapia de alta taxa de dose (HDR). Libera uma alta taxa de dose durante um curto período de tempo, normalmente por alguns minutos. O radio-oncologista utiliza cateteres, geralmente denominados aplicadores que são colocados sob anestesia local ou geral, dependendo da área a ser tratada, para direcionar a fonte radioativa ao tumor. Após a inserção dos aplicadores, são realizadas imagens para determinar a posição dos cateteres, definir o plano de tratamento, fazer a distribuição das fontes radioativas e calcular o tempo de tratamento para liberar a dose prescrita. Finalizado o planejamento, o tratamento é iniciado utilizando a técnica conhecida como "afterloading", que significa que os aplicadores são carregados com as fontes radioativas somente após estarem posicionadas no paciente. Os aplicadores são ligados a uma máquina que contém as fontes radioativas e por meio de um sistema de cabos carregará as fontes para os aplicadores quando acionada. Uma vez que os cabos estejam conectados, a equipe médica iniciará o tratamento a partir de uma área de controle do lado de fora da sala. A fonte será, então, automaticamente acionada desde o carregador, por meio dos aplicadores, para o local de tratamento. Dependendo do local do tumor e da dose a ser administrada, o tratamento poderá durar alguns minutos. Após o término, a fonte de radiação é recolhida com segurança para o carregador. A maioria dos pacientes não precisa ficar internada no hospital, podendo retornar para casa no mesmo dia.
     
  • Braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR). Envolve a inserção de fontes radioativas próximas ao tumor de forma permanente, onde a radiação é liberada em baixas taxas de dose de forma contínua. As sementes colocadas são implantes que não serão retirados após o término da atividade do material radioativo. Após a inserção das sementes, o paciente estará ligeiramente radioativo. O nível da radiação emitida diminui gradativamente ao longo do tempo, de modo que a maior parte da radiação é liberada ao longo dos primeiros meses e, após alguns meses, com o decaimento da radioatividade, as sementes estarão praticamente inativas e gradativamente o paciente deixa de estar radioativo. Essa técnica é mais comumente utilizada no tratamento do câncer de próstata.

O tratamento
 
Antes de iniciar a radioterapia interna, o radio-oncologista revisará o histórico clínico do paciente, fará um exame físico e poderá solicitar exames adicionais. Nessa consulta o especialista discutirá com o paciente as opções de tratamento, os objetivos específicos e os possíveis efeitos colaterais. A consulta é uma excelente oportunidade para que você pergunte qualquer dúvida que possa ter.
 
        Esquema de tratamento
 
O esquema tratamento inclui a dose de radiação que será administrada e o tipo de fonte ou substância radioativa que será utilizada no tratamento.
 
A dose total de radiação que o paciente receberá é calculada com precisão e prescrita em unidades denominadas grays (Gy). Dependendo do esquema de tratamento, o paciente poderá receber a dose total de radiação em uma única sessão ou em várias sessões ao longo de algumas semanas de doses menores (frações).
 
A dose total de radiação depende do tipo de câncer, do material radioativo, da radiossensibilidade e localização do tumor, da quantidade de tecido a ser tratada, de outros tratamentos já realizados ou a serem administrados, além do estado geral de saúde do paciente.
 
        Durante o tratamento
 
A radioterapia interna é geralmente administrada em um hospital ou centro de tratamento de câncer. Dependendo da técnica utilizada, o paciente poderá ficar internado em quarto privativo, com visitas proibidas enquanto a fonte de radiação estiver ativa. O tempo de internação depende da dose e do tipo do material radioativo. Algumas atividades também podem ser restritas, mas geralmente o paciente pode ler, assistir televisão, ouvir música ou falar ao telefone.
 
        Após o tratamento
 
A equipe de radioterapia acompanhará o progresso durante as sessões de tratamento e ajustará a dose ou a duração conforme necessário. O paciente poderá fazer exames de sangue ou de imagem ao longo do tratamento para verificar como o tumor está respondendo à radioterapia.
 
A recuperação durante e após a radioterapia dependerá do tipo de câncer, estadiamento da doença, dose de radiação e estado geral de saúde do paciente. Alguns pacientes retornam às suas atividades de trabalho e de lazer regulares assim que terminam, outros preferem tirar licença e se afastarem de qualquer atividade, a escolha é sua!
 
Texto originalmente publicado nos sites American Cancer Society (10/01/2017), Cancer.net (08/2020) e Canadian Cancer Society, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

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