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Quimioterapia para Síndrome Mielodisplásica

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/01/2014 - Data de atualização: 28/10/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

Quimioterapia Convencional


Como a síndrome mielodisplásica pode evoluir para leucemia aguda, os pacientes com síndrome mielodisplásica podem receber o mesmo tipo de tratamento dos pacientes com leucemia. O medicamento quimioterápico mais utilizado para a síndrome mielodisplásica é a citarabina, que pode ser administrada isolada em baixas doses, e pode ajudar a controlar a doença, mas não a coloca em remissão. Este tratamento também é utilizado para pacientes idosos com leucemia mieloide aguda.

Outra opção é administrar o mesmo tipo de quimioterapia usada para pacientes mais jovens com leucemia mieloide aguda. Isso significa administrar a citarabina em uma dose mais alta, associada a outros medicamentos quimioterápicos. Entretanto, a associação é utilizada para a síndrome mielodisplásica avançada (com anemia refratária e excesso de blastos). Para o tratamento da síndrome mielodisplásica, os medicamentos quimioterápicos geralmente combinados com a citarabina são:

  • Idarubicina.
  • Topotecano.
  • Fludarabina.

Os pacientes tratados com doses mais altas são mais propensos a entrar em remissão, mas têm efeitos colaterais mais graves. Ainda assim, este tratamento pode ser uma opção para alguns pacientes com síndrome mielodisplásica avançada.

Outra opção é a realização de quimioterapia com doses mais baixas dos medicamentos. Esta abordagem pode reduzir a chance de efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Perda de cabelo.
  • Feridas na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Algumas vezes pode ser necessária a prescrição de medicamentos para ajudar a aliviar os efeitos colaterais. No entanto, estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento.

Os medicamentos quimioterápicos também podem afetar outros órgãos como rins, fígado, testículos, ovários, cérebro, coração e pulmões. Por exemplo, medicamentos como a idarubicina podem danificar o coração e, por isso, não são administradas a pacientes que já tem problemas cardíacos. A citarabina pode afetar o cérebro e provocar problemas de equilíbrio, sonolência e confusão. Isto é mais comum com doses mais elevadas do medicamento. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, o tratamento podem ser interrompido ou a dose reduzida, pelo menos temporariamente.

Monitorar e ajustar cuidadosamente as doses dos medicamentos são ações importantes porque alguns desses efeitos colaterais podem ser permanentes.

Agentes Hipometilantes


Estes medicamentos são de fato uma forma de quimioterapia que afeta a maneira como os genes são controlados. Esses agentes ajudam na síndrome mielodisplásica diminuindo a atividade dos genes que promovem o crescimento celular. Eles também destroem as células que se dividem rapidamente. Exemplos deste tipo de medicamentos incluem azacitidina e decitabina. Em alguns pacientes com síndrome mielodisplásica, esses medicamentos melhoram as contagens sanguíneas, reduzem as chances de leucemia e podem prolongar a vida. O número de glóbulos vermelhos pode melhorar o suficiente para reduzir as transfusões.

Estes medicamentos têm alguns dos mesmos efeitos colaterais da quimioterapia convencional, porém menos intensos. Eles incluem:

  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia ou constipação.
  • Fadiga.
  • Fraqueza.
  • Diminuição das contagens sanguíneas.

Tratamentos Imunológicos

A talidomida e a lenalidomida pertencem à classe de medicamentos conhecidos como drogas imunomoduladoras. A talidomida foi utilizada pela primeira vez no tratamento da síndrome mielodisplásica e ajudou alguns pacientes, mas muitos pararam de tomar a droga por causa dos efeitos colaterais. A lenalidomida é uma droga mais recente relacionada com a talidomida com menos efeitos colaterais. Parece que funciona bem na síndrome mielodisplásica de baixo grau, eliminando a necessidade de transfusões em cerca de metade dos pacientes tratados. A droga parece funcionar melhor em pacientes com síndrome mielodisplásica a cujas células está faltando uma parte do cromossomo 5 (del (5q) ou 5q).

Os efeitos colaterais incluem:

  • Diminuição das contagens sanguíneas.
  • Diarreia ou constipação.
  • Fadiga e fraqueza.

Ambas as drogas podem também aumentar o risco de trombose.

Imunossupressão

Os medicamentos que suprimem o sistema imunológico podem ajudar alguns pacientes com síndrome mielodisplásica. Estes medicamentos são usados com mais frequência em pacientes com anemia aplástica, uma condição em que o sistema imunológico ataca a medula óssea, levando a uma diminuição das contagens sanguíneas.

Um medicamento chamado globulina anti-timócitos (ATG) tem ajudado alguns pacientes jovens com síndrome mielodisplásica. Esse medicamento é um anticorpo contra um tipo de glóbulo branco chamado linfócito T. O ATG é administrado como uma infusão venosa, em hospital, porque às vezes pode causar reações alérgicas que levam à queda na pressão arterial e problemas respiratórios.

Outra droga que funciona suprimindo o sistema imunológico é a ciclosporina, que tem ajudado alguns pacientes com síndrome mielodisplásica. Os efeitos colaterais da ciclosporina incluem perda de apetite e danos nos rins.

Fonte: American Cancer Society (02/07/2015)


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