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Quimioterapia para Sarcoma Uterino

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/01/2014 - Data de atualização: 09/04/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

Quando a quimioterapia é administrada para reduzir o tumor antes da cirurgia é denominada tratamento neoadjuvante. Se for administrada após a remoção cirúrgica do tumor é chamada terapia adjuvante. A quimioterapia também pode ser utilizada como o principal tratamento para tratar o tumor.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Alguns dos medicamentos usados para tratar sarcomas uterinos são:

  • Cisplatina.
  • Dacarbazina.
  • Docetaxel.
  • Doxorrubicina.
  • Doxorrubicina Lipossomal.
  • Epirrubicina.
  • Gencitabina.
  • Ifosfamida.
  • Paclitaxel.
  • Temozolomida.
  • Trabectedina.
  • Vinorelbina.

Muitas vezes, a quimioterapia é administrada como uma combinação de alguns desses medicamentos. Por exemplo, gencitabina e docetaxel são frequentemente utilizados conjuntamente no tratamento do leiomiossarcoma.

Possíveis Efeitos Colaterais


Os medicamentos quimioterápicos atacam as células que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas. Mas outras células no corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca, dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, e são susceptíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode conduzir a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Diminuição da contagem das células sanguíneas.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

É importante que seu médico tenha conhecimento de quaisquer problemas que tenha enquanto estiver fazendo quimioterapia, pois muitas vezes pode ser necessária a prescrição de medicamentos para ajudar aliviar os efeitos colaterais. No entanto, estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento.

Por outro lado, alguns efeitos colaterais da quimioterapia podem ter efeitos a longo prazo. Por exemplo, a doxorrubicina pode provocar problemas cardíacos e a cisplatina pode provocar problemas renais. Administrar grandes quantidades de líquido antes e após a quimioterapia pode ajudar a proteger os rins. Tanto a cisplatina como o paclitaxel pode provocar neuropatia, que pode levar a dormência, formigamento ou mesmo dor nas mãos e pés, o que se conhece como síndrome mão-pé.

Fonte: American Cancer Society (15/02/2016)


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