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Quimioterapia para Linfoma de Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/06/2015 - Data de atualização: 26/06/2018


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é o principal tratamento para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin. Dependendo do tipo e do estadiamento do linfoma, a quimioterapia pode ser seguida por radioterapia.

Os esquemas de quimioterapia para o linfoma de Hodgkin combinam vários medicamentos porque eles agem de formas diferentes nas células cancerígenas. As combinações utilizadas para tratar o linfoma de Hodgkin são muitas vezes referidos por siglas. O esquema mais comum é uma combinação de 4 medicamentos denominado ABVD, que consiste de:

  • Adriamicina.Bleomicina.
  • Vinblastina.
  • Dacarbazina.

Outros esquemas comuns incluem:

BEACOPP


  • Bleomicina.
  • Etoposido.
  • Adriamicina.
  • Ciclofosfamida.
  • Vincristina.
  • Procarbazina.
  • Prednisona.

Stanford V


•    Doxorrubicina.
•    Mecloretamina.
•    Vincristina.
•    Vinblastina.
•    Bleomicina.
•    Etoposide.
•    Prednisona.

A radioterapia é administrada após a quimioterapia no esquema Stanford V, e às vezes é administrada após os esquemas ABVD ou BEACOPP.

Outras combinações de quimioterapia também podem ser utilizadas para o linfoma de Hodgkin. A maioria utiliza alguns dos mesmos medicamentos listados acima, mas podem incluir diferentes combinações a serem administrados em horários diferentes.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia tem duração de algumas semanas.

Possíveis Efeitos Colaterais


Os quimioterápicos não só atacam as células cancerosas, mas também algumas células normais (tratamento sistêmico), o que pode levar a efeitos colaterais. Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. Os efeitos colaterais comuns à maioria das drogas quimioterápicas podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e desaparecem após o término do tratamento. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, a quimioterapia pode ter que ser reduzida ou suspensa por um período de tempo.

Entretanto, existem muitas maneiras de diminuir estes efeitos colaterais, como por exemplo, medicamentos podem ser administrados para ajudar a prevenir ou reduzir náuseas e vômitos.

Efeitos Colaterais Tardios. Alguns medicamentos quimioterápicos podem ter efeitos colaterais de longa duração, alguns dos quais podem ocorrer meses ou anos após o término do tratamento. Por exemplo:

  • Doxorrubicina pode provocar problemas cardíacos.
  • Bleomicina pode provocar problemas pulmonares.
  • Alguns medicamentos podem aumentar o risco de contrair um segundo tipo de câncer, como leucemia, principalmente em pacientes que fizeram radioterapia.
  • Em crianças e adultos jovens, alguns medicamentos quimioterápicos podem afetar o crescimento corporal e a fertilidade.

Antes de iniciar a quimioterapia, converse com seu médico sobre os possíveis efeitos colaterais e como gerenciá-los.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Fonte: American Cancer Society (29/03/2017)


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