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Quimioterapia para Câncer de Testículo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/09/2012 - Data de atualização: 11/07/2018


Quimioterapia é o uso de medicamentos para tratar o câncer. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerosas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A químio é frequentemente utilizada para curar o câncer de testículo, quando se disseminou para fora do testículo ou para diminuir o risco da recidiva. Não é usada para tratar a doença que está apenas no testículo.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas. O uso de duas ou mais drogas quimioterápicas é muitas vezes mais eficaz do que usar apenas um medicamento. As principais drogas utilizadas para tratar o câncer de testículo são:

  • Cisplatina.
  • Etoposido.
  • Bleomicina.
  • Ifosfamida.
  • Paclitaxel.
  • Vinblastina.

Estes medicamentos são utilizados em várias combinações. Os esquemas quimioterápicos mais comumente usados no tratamento inicial são:

  • BEP (ou PEB) - bleomicina, etoposido e cisplatina.
  • EP - etoposido e cisplatina.
  • VIP - VP-16 ou vinblastina ifosfamida mais ifosfamida e cisplatina.

Alguns médicos acreditam que um esquema mais intensivo deve ser usado para pacientes com doença de alto risco, sugerem uma combinação diferente de drogas quimioterápicas ou mesmo um transplante de células-tronco.

Possíveis Efeitos Colaterais


As drogas quimioterápicas por ser uma terapia sistêmica, atuam nas células que se dividem rapidamente, por isso são utilizadas contra as células cancerosas. Porém, simultaneamente outras células no corpo, tais como as da medula óssea, o revestimento da boca e dos intestinos, e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente. Estas células também são afetadas pela quimioterapia, levando a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de drogas, da dose administrada e do tempo de duração do tratamento. Estes efeitos podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Alguns medicamentos usados podem apresentar outros efeitos colaterais, como:

  • A cisplatina e a ifosfamida podem provocar problemas renais, que podem ser diminuídos administrando maior quantidade de líquidos, via intravenosa, antes e depois da quimio.
  • A cisplatina, etoposídeo, paclitaxel e vinblastina podem causar neuropatia, que pode levar a dormência ou formigamento nas mãos e nos pés e sensibilidade ao frio ou ao calor. Na maioria dos casos, isso melhora com o término do tratamento, mas em alguns pacientes pode durar mais tempo.
  • A cisplatina também pode provocar ototoxicidade (perda de audição).
  • A bleomicina pode provocar problemas pulmonares levando a falta de ar e problemas com a atividade física.
  • A ifosfamida pode causar cistite hemorrágica. Para evitar isso, o paciente recebe muitos líquidos e o medicamento mesna que é administrado junto com a ifosfamida.

A maioria desses efeitos colaterais são de curta duração e desaparecem ao longo do tempo após o término do tratamento, mas alguns podem durar muito tempo e nunca desaparecer completamente. Informe seu médico sobre quaisquer efeitos colaterais ou alterações que você notar durante o tratamento quimioterápico para que ele possa prescrever a medicação necessária para aliviar os sintomas.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Fonte: American Cancer Society (17/05/2018)


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