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Quimioterapia para Câncer de Ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/07/2014 - Data de atualização: 06/07/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerosas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Tumores Epiteliais de Ovário

A quimioterapia para câncer de ovário, na maioria das vezes, usa uma combinação de dois ou mais medicamentos quimioterápicos. A administração de combinações de medicamentos ao invés de apenas uma droga parece ser mais eficaz no tratamento inicial do câncer de ovário.

A abordagem padrão é a combinação de um composto de platina, como cisplatina ou carboplatina, e um taxano, como o paclitaxel ou o docetaxel.

Alguns dos medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de ovário são:

  • Paclitaxel.
  • Altretamine.
  • Capecitabina.
  • Ciclofosfamida.
  • Etoposido.
  • Gemcitabina.
  • Ifosfamida.
  • Irinotecano.
  • Doxorrubicina lipossomal.
  • Melfalano.
  • Pemetrexed.
  • Topotecano.
  • Vinorelbina.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de drogas, da dose administrada e do tempo de duração do tratamento. Os efeitos colaterais temporários podem incluir:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Síndrome mão-pé.
  • Inflamações na boca.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Falta de ar, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

A maioria dos efeitos colaterais desaparece com o término do tratamento. O cabelo volta a crescer, embora possa parecer diferente. Existem medicamentos para muitos dos efeitos colaterais temporários da químio, por exemplo, podem ser administrados medicamentos para prevenir e tratar as náuseas e vômitos.

Alguns medicamentos quimioterápicos podem ter efeitos colaterais a longo prazo ou mesmo permanentes. Por exemplo, a cisplatina pode provocar problemas renais. Para ajudar a evitar isso, se prescreve líquidos intravenosos antes e após o medicamento. Tanto a cisplatina quanto os taxanos podem provocar danos nos nervos (neuropatia). Isso pode levar a problemas de formigamento ou mesmo dor nas mãos e nos pés. A cisplatina também pode danificar os nervos auditivos (ototoxicidade), o que pode levar à perda de audição Outros medicamentos podem ter outros efeitos colaterais, converse com seu médico sobre como gerenciar os possíveis efeitos dos medicamentos que você usando. A maioria desses efeitos tende a desaparecer quando o tratamento é interrompido, mas alguns podem durar algum tempo e outros podem não desaparecer completamente.

A quimioterapia também pode causar menopausa precoce e infertilidade, que pode ser permanente. Isso raramente é um problema no tratamento do câncer de ovário epitelial, uma vez que a maioria das mulheres tem ambos os ovários removidos como parte do tratamento.

Raramente, alguns medicamentos quimioterápicos podem danificar permanentemente a medula óssea. Isso pode causar síndrome mielodisplásica ou mesmo leucemia mieloide aguda. Os efeitos positivos contra o câncer de ovário compensam a pequena chance de que algum desses medicamentos possam levar ao desenvolvimento de outro câncer.

Quimioterapia Intraperitoneal

Na quimioterapia intraperitoneal para o câncer de ovário são utilizados paclitaxel intravenoso; e, os quimioterápicos cisplatina e paclitaxel injetados diretamente na cavidade abdominal.

A vantagem dessa forma é administrar uma dose mais concentrada das drogas direto nas células cancerígenas do interior da cavidade abdominal. A químio dada desta maneira também é absorvida na corrente sanguínea para assim atingir as células cancerígenas fora da cavidade abdominal. No entanto, seus efeitos colaterais são mais severos do que com a quimioterapia convencional.

Tumores de Células Germinativas de Ovário

As pacientes com câncer de células germinativas precisam ser tratadas com quimioterapia combinada. Na maioria das vezes essa combinação utilizada é denominada PEB, e inclui a quimioterapia com cisplatina, etoposido e bleomicina. Outras combinações que podem ser utilizadas incluem:

  • TIP: paclitaxel, ifosfamida e cisplatina.
  • VeIP: vinblastina, ifosfamida e cisplatina.
  • VIP: etoposido, ifosfamida e cisplatina.

Os efeitos colaterais da químio para tumores de células germinativas incluem:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Falta de ar, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Outros possíveis efeitos colaterais incluem danos aos rins provocados ​​pela cisplatina. Para ajudar a evitar isso, se prescreve líquidos intravenosos antes e após a administração do medicamento. Tanto a cisplatina quanto os taxanos podem provocar danos nos nervos (neuropatia). Isso pode levar a problemas de formigamento ou mesmo dor nas mãos e nos pés. A cisplatina também pode danificar os nervos auditivos (ototoxicidade) o que pode levar à perda de audição. Raramente, a bleomicina pode provocar danos aos pulmões, por isso os médicos testam a função pulmonar antes de usar este medicamento. A ifosfamida pode causar cistite hemorrágica, o que geralmente pode ser evitado administrando o medicamento Mesna com ifosfamida.

Outros medicamentos podem ter outros efeitos colaterais, converse com seu médico sobre como gerenciar os possíveis efeitos dos medicamentos que você está usando. A maioria desses efeitos tende a desaparecer quando o tratamento é interrompido, mas alguns podem durar algum tempo e outros podem não desaparecer completamente.

A quimioterapia também pode causar menopausa precoce e infertilidade, que pode ser permanente. Esta pode ser uma preocupação para mulheres jovens tratadas para tumores de células germinativas.

Raramente, alguns medicamentos quimioterápicos podem danificar permanentemente a medula óssea. Isso pode causar síndrome mielodisplásica ou mesmo leucemia mieloide aguda. Os efeitos positivos contra o câncer de ovário compensam a pequena chance de que algum desses medicamentos possam levar ao desenvolvimento de outro câncer.

Tumores Estromais de Ovário

Os tumores estromais do ovário não são frequentemente tratados com quimioterapia, mas quando a químio é feita a combinação de carboplatina com paclitaxel ou PEB são as mais frequentes.

Os efeitos colaterais da químio para tumores estromais de ovário podem incluir:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Falta de ar, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Outros possíveis efeitos colaterais incluem danos aos rins provocados ​​pela cisplatina. Para ajudar a evitar isso, prescrevem a administração de líquidos intravenosa antes e após a administração do medicamento. Tanto a cisplatina quanto os taxanos podem provocar danos nos nervos (neuropatia). Isso pode levar a problemas de formigamento ou mesmo dor nas mãos e nos pés. A cisplatina também pode danificar os nervos auditivos (ototoxicidade), o que pode levar à perda de audição. Raramente, a bleomicina pode provocar danos aos pulmões, por isso os médicos testam a função pulmonar antes de usar este medicamento. A ifosfamida pode causar cistite hemorrágica, o que geralmente pode ser evitado administrando o medicamento Mesna com ifosfamida.

Outros medicamentos podem ter outros efeitos colaterais, converse com seu médico sobre como gerenciar os possíveis efeitos dos medicamentos que você usando. A maioria desses efeitos tende a desaparecer quando o tratamento é interrompido, mas alguns podem durar algum tempo e outros podem não desaparecer completamente.

A quimioterapia também pode causar menopausa precoce e infertilidade, que pode ser permanente.

Raramente, alguns medicamentos quimioterápicos podem danificar permanentemente a medula óssea. Isso pode causar síndrome mielodisplásica ou mesmo leucemia mieloide aguda. Os efeitos positivos contra o câncer de ovário compensam a pequena chance de que algum desses medicamentos possam levar ao desenvolvimento de outro câncer.

Fonte: American Cancer Society (04/02/2016)


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