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Quimioterapia para Câncer de Ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/07/2014 - Data de atualização: 20/03/2019


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerosas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa ou por via oral. Em alguns casos, pode ser injetada através de um cateter diretamente na cavidade abdominal (quimioterapia intraperitoneal).

Câncer epitelial de ovário

A quimioterapia para câncer de ovário usa uma combinação de dois ou mais medicamentos quimioterápicos. A administração de combinações de medicamentos ao invés de apenas uma droga parece ser mais eficaz no tratamento inicial do câncer de ovário. A abordagem padrão é a combinação de um composto de platina, como cisplatina ou carboplatina, e um taxano, como o paclitaxel ou o docetaxel.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Alguns dos medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de ovário são:

  • Paclitaxel.
  • Altretamine.
  • Capecitabina.
  • Ciclofosfamida.
  • Etoposido.
  • Gemcitabina.
  • Ifosfamida.
  • Irinotecano.
  • Doxorrubicina lipossomal.
  • Melfalano.
  • Pemetrexed.
  • Topotecano.
  • Vinorelbina.

Quimioterapia intraperitoneal

A quimioterapia pode ser administrada em mulheres com câncer de ovário estágio III e cujos cânceres tiveram o volume reduzido, além da quimioterapia sistêmica (paclitaxel intravenoso). Na quimioterapia intraperitoneal os medicamentos quimioterápicos cisplatina e paclitaxel são injetados diretamente na cavidade abdominal através de um cateter.

A vantagem dessa forma é administrar uma dose mais concentrada das drogas direto nas células cancerígenas do interior da cavidade abdominal. A químio dada desta maneira também é absorvida na corrente sanguínea para assim atingir as células cancerígenas fora da cavidade abdominal. No entanto, seus efeitos colaterais são mais severos do que com a quimioterapia convencional. As mulheres que fazem esse tipo de quimioterapia podem apresentar dor abdominal, náuseas, vômitos e outros efeitos colaterais, o que pode levar a interrupção do tratamento precocemente. O risco desses efeitos colaterais também implica que a mulher deva ter estar com a função renal normal e com um bom estado geral de saúde antes de iniciar a quimioterapia intraperitoneal. As mulheres também não podem ter muitas aderências ou tecido cicatricial no abdome, porque isso poderia impedir que a quimioterapia alcançasse todas as células cancerígenas.

Tumores de células germinativas de ovário

As pacientes com câncer de células germinativas precisam ser tratadas com quimioterapia combinada. Na maioria das vezes essa combinação utilizada é denominada PEB, e inclui a quimioterapia com cisplatina, etoposido e bleomicina. Outras combinações que podem ser utilizadas incluem:

  • Altas doses de quimioterapia.
  • TIP: paclitaxel, ifosfamida e cisplatina.
  • VeIP: vinblastina, ifosfamida e cisplatina.
  • VIP: etoposido, ifosfamida e cisplatina.
  • VAC (vincristina, dactinomicina e ciclofosfamida).

Tumores estromais de ovário

Os tumores estromais do ovário não são frequentemente tratados com quimioterapia, mas quando a químio é feita a combinação de carboplatina com paclitaxel ou PEB (cisplatina, etoposídeo e bleomicina) são as mais frequentes.

Efeitos colaterais da quimioterapia

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamentos, da dose administrada e do tempo de duração do tratamento. Os possíveis efeitos colaterais comuns podem incluir:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Síndrome mão-pé.
  • Inflamações na boca.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

A maioria dos efeitos colaterais desaparece com o término do tratamento, mas alguns podem durar algum tempo para desaparecer completamente. Entretanto, existem medicamentos para muitos dos efeitos colaterais temporários da químio, por exemplo, podem ser administrados medicamentos para prevenir e tratar as náuseas e vômitos. Converse com seu médico sobre como gerenciar os possíveis efeitos dos medicamentos que você usando.

Alguns medicamentos quimioterápicos podem ter efeitos colaterais a longo prazo ou mesmo permanentes:

  • A cisplatina pode provocar problemas renais. Para ajudar a evitar isso, se prescrevem líquidos intravenosos antes e após a administração do medicamento.
  • Tanto a cisplatina quanto os taxanos podem provocar danos nos nervos (neuropatia). Isso pode levar a problemas de formigamento ou mesmo dor nas mãos e nos pés.
  • A cisplatina também pode danificar os nervos auditivos (ototoxicidade), o que pode levar à perda de audição.
  • A quimioterapia também pode causar menopausa precoce e infertilidade, que pode ser permanente. Isso raramente é um problema no tratamento do câncer de ovário epitelial, uma vez que a maioria das mulheres tem ambos os ovários removidos como parte do tratamento.
  • Raramente, alguns medicamentos quimioterápicos podem danificar permanentemente a medula óssea. Isso pode causar síndrome mielodisplásica ou mesmo leucemia mieloide aguda. Os efeitos positivos contra o câncer de ovário compensam a pequena chance de que algum desses medicamentos possam levar ao desenvolvimento de outro câncer.
  • A ifosfamida pode causar cistite hemorrágica, o que geralmente pode ser evitado administrando o medicamento Mesna com ifosfamida.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (11/04/2018)



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